Presidente do PTB fala em entrevista sobre possível ingresso de Max Mauro

PTB Notícias 26/04/2009, 13:08


Leia abaixo entrevista com o Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicada no jornal Gazeta do Espírito Santo, neste sábado (26/4):”Max me visitou e falamos sobre o ingresso dele no PTB” Na semana em que os noticiários foram dominados por um “homem-bomba” – Marcos Vinicius Andrade, autor de denúncias contra o senador Gerson Camata (PMDB) – e por escândalos no Congresso Nacional, Vitória recebe a visita de um “homem-bomba” de renome nacional, ligado a um dos maiores escândalos da recente história do Congresso: o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, cassado pela Câmara em 2005 e responsável por denunciar o mensalão, participa neste sábado, em Vitória, de seminário promovido pelo PTB estadual.

Nesta entrevista, ele minimiza os desdobramentos judiciais do mensalão, bem como os últimos escândalos do Congresso.

Também minimiza a ameaça de debandada de deputados estaduais do PTB.

Mas, se não se importa com quem sai, indica querer que o ex-prefeito de Vila velha Max Filho seja candidato pelo PTB.

Após o mensalão, como o senhor avalia a relação do PTB com o governo Lula? A relação é boa, tanto que temos o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro.

Minha luta não foi contra o governo, mas contra um grupo do PT liderado (pelo ex-ministro) José Dirceu.

No entanto, a recente eleição do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) para presidir a Comissão de Infraestrutura do Senado gerou reações contrárias tanto do PT quanto da oposição.

A indicação foi adequada? Foi uma reação típica de quem perdeu, própria da democracia.

O passado dele não o desabona? Em nenhuma hipótese.

Ele honra o partido.

Tem-se observado no Estado um movimento de insatisfação e debandada de deputados estaduais do PTB.

O que o senhor acha disso? Não estão abandonando.

Alguns querem sair, e é natural que saiam legalmente, como fizeram Theodorico Ferraço e Hércules Silveira.

O PTB não vai buscar mandato de ninguém.

Abrimos mão do recurso no TSE contra a decisão do TRE de manter os mandatos dos dois.

É legítima a decisão de deixar o partido a partir da incorporação ao PAN.

Vamos compreender e não criar nenhum embaraço.

Mas esse êxodo não enfraquece o partido? Não enfraquece nada.

É um ajuste natural.

Uns vão, outros vêm.

Para construir uma chapa de deputados estaduais, é mais fácil se você tiver menos deputados já eleitos, senão o pessoal se desanima.

Um nome forte espanta os outros candidatos.

Deve haver um esforço de legenda.

O PTB é um dos partidos aos quais o ex-prefeito de Vila Velha Max Filho pode se filiar.

O senhor quer essa filiação? Essa é uma decisão que passa pelo diretório estadual.

Tenho muito apreço por Max.

Já fomos colegas de PTB, sigla pela qual ele se tornou prefeito.

É um grande nome e, se for candidato, será praticamente uma nomeação para deputado federal.

Mas o senhor formalizou o convite? Conversamos pessoalmente há cerca de um mês.

Ele me visitou no PTB em Brasília e sondou sobre essa possibilidade, mas não tomou nenhuma decisão.

Não se atirou sobre o PTB.

Também não posso passar por cima do diretório estadual.

Que avaliação o senhor faz da evolução do processo do mensalão na Justiça Federal? É uma luta política.

Não tenho nenhuma simpatia pelos processos judiciais contra os políticos.

Tem muito promotor que quer ser mais do que aquele que é eleito.

E o julgamento político está encerrado.

Fui cassado porque não provei o mensalão, e José Dirceu, porque o chefiava.

Parece contradição, mas assim foi.

Então o senhor é contra qualquer punição? Não é problema meu.

A punição política já foi feita, e tenho pavor desse terceiro turno judicial.

Qual sua opinião sobre os escândalos que têm cercado o Congresso, como o das passagens aéreas? Não vejo como escândalo.

Em direito administrativo, o que não é proibido, permitido é.

E isso sempre foi assim.

Deputado sempre viajou levando a mulher.

Mas temos que nos curvar à vontade dos contribuintes.