Previsões de Adilson Amadeu sobre enchentes começam a se cumprir

PTB Notícias 9/01/2011, 11:56


As previsões do vereador petebista Adilson Amadeu, presidente da CPI das Enchentes da Câmara Municipal deSão Paulo, encerrada no mês passado, começam a se cumprir.

Com a ocorrência de chuvas fortíssimas, que assolam a cidade de São Paulo nesse início de ano, a falta de ações preventivas significativas têm proporcionado o mesmo drama do último verão.

Vale lembrar que o IPT mapeou 420 áreas de risco na cidade em 26 das 31 subprefeituras.

Apenas 5 (Sé, Mooca, Santo Amaro, Pinheiros e Vila Mariana) não teriam problemas dessa natureza.

A maioria, certamente trata do risco de desmoronamento, mas para Adilson Amadeu quem transita por uma área sujeita a enchentes ou é surpreendido por uma enxurrada está correndo risco.

As causas das inundações são claras:- excesso de chuva- impermeabilização excessiva- crescimento desordenado da cidade- ocupação irregular de áreas que deveriam ser protegidas (margens de rios e córregos)- ineficiência dos serviços de limpeza e coleta de lixo (além da falta de consciência ambiental)- sistema de galerias antigoO poder público, por sua vez, não consegue atuar efetivamente na prevenção.

Está sempre contornando o problema através de ações paliativas.

As obras mais caras e demoradas não tem sido priorizadas.

A região da Pompéia, por exemplo, passa por um segundo estudo sem previsão de realização de obra.

A limpeza de bocas de lobo por exemplo, antes do início da CPI, não sofria qualquer tipo de monitoramento.

Os novos contratos já exigem uso de GPS para saber onde e quando as galerias foram limpas, mas o sistema como apontou a CPI ainda é falho.

A prefeitura não tem ainda cadastro das bocas de lobo com numeração que permita ter um histórico da situação de cada um.

Esse dado permitiria apontar os problemas locais, planejar uma rotina de limpeza mais eficiente e até propor a realização, se necessário, de pequenas obras.

Até o tipo de sujeira retirada poderia servir de indicativo para novas ações preventivas.

A CPI questionou o pagamento do serviço feito por equipe e não por produção.

A quantidade de bueiros limpos/dia foi outra contradição encontrada.

Enquanto alguns diziam limpar 80 bueiros, outros afirmavam atingir metas de 150 a 300.

A limpeza de córregosEm relação a eles, vários problemas foram detectados.

Nesses casos, são necessários dois tipos de limpeza: a manual, que corta o mato e retira o lixo das margens, e a mecânica, que exige a entrada de máquinas para o desassoreamento.

A ocupação das margens, seja por construções irregulares ou favelas, praticamente impede a realização do segundo.

Com o tempo, o rio perde em profundidade, acumula lixo e acaba, numa chuva mais forte, atingindo imóveis vizinhos e tudo o que estiver no caminho da água.

A fiscalização que falta nos serviços de limpeza, se verifica também na aprovação de plantas e na verificação dos imóveis irregulares.

Cedo ou tarde esse tipo de omissão acaba custando caro para a cidade e, principalmente, para as pessoas.

A CPI sugeriu:- Um controle mais rígido dos serviços prestados na área de limpeza e conservação.

– Criação de uma base de dados sobre os sistema de microdrenagem de forma a possibilitar um planejamento melhor das ações preventivas e corretivas.

– ações educativas para conscientização da população.

– mudanças nos contratos de prestação de serviços.

“Prever custos e empenhar recursos para atacar de frente a questão das enchentes é fácil.

Difícil é realizar no tempo certo que é preciso fazer.

Os prejuízos provocados pelas enchentes, ao contrário, são incalculáveis”, concluiu o vereador Adilson Amadeu.

Fonte: blog do vereador Adilson Amadeu