Principais jornais do País destacam decisão da bancada do PTB no Senado

PTB Notícias 23/11/2007, 18:32


Leia abaixo as matérias publicadas pelos principais jornais do País nesta sexta-feira, 23 de novembro, a respeito da decisão da bancada petebista no Senado de deixar o bloco governista.

FOLHA DE S.

PAULOBancada do PTB deixa bloco de apoio a Lula no Senado A bancada do PTB no Senado se desligou ontem do bloco de apoio ao governo e decidiu que irá atuar de forma independente na votação da emenda que prorroga a CPMF por mais quatro anos e nas demais proposições.

A decisão coincidiu com a saída do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), que é do PTB, do governo.

Mares Guia foi acusado de envolvimento no escândalo tucano.

O partido tem sete votos, dois deles- dos senadores Mozarildo Cavalcanti (RR) e Romeu Tuma (SP)- já declarados contra a contribuição.

Na prática, o PTB continuará na base de apoio do governo, mas não se submeterá mais às orientações do bloco, o que obrigará o Planalto a negociar com o partido em cada votação.

A decisão da bancada foi uma retaliação à líder do bloco e do PT na Casa, Ideli Salvati (PT-SC).

Há duas semanas, ela substituiu Mozarildo Cavalcanti na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para evitar que ele votasse contra a emenda que prorroga a CPMF.

A bancada também estava insatisfeita com o Planalto que privilegiou a oposição na discussão da CPMF.

“Vamos ter vida própria, não vamos ter uma pessoa que tira e bota membros das comissões”, afirmou o líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (MA).

Segundo ele, a bancada terá independência agora, sem obedecer às ordens da líder do bloco.

Ideli não comentou o assunto.

Para outros líderes da base, a saída do PTB é mais um fator contra a CPMF.

“Causa efeito negativo para o governo neste momento e dificulta a articulação da base”, disse o líder do PSB, Renato Casagrande (ES).

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), minimizou.

“O partido tomou a decisão que entendeu melhor, não vejo prejuízos”, disse.

Mozarildo disse que a decisão de deixar o bloco é irreversível e que isso significa ter independência da base aliada.

“Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria.

Além do meu afastamento, já havia outros fatores que se acumulavam”, disse.

Com a saída do PTB, o bloco governista no Senado agora será composto por PT, PR, PSB, PCdoB, PRB e PP.

Dos partidos que apoiam o governo, o PDT não integra o bloco governista e atua de forma independente.

A bancada do PTB conta com Romeu Tuma (SP), Epitácio Cafeteira (MA), Sérgio Zambiazi (RS), Gim Argello (DF), João Vicente Claudino (PTB-PI) e Fernando Collor de Mello (AL), que está licenciado.

O GLOBOPTB deixa bloco governista no SenadoNo mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve nas mãos do PTB o papel de articulador político – trocando Walfrido dos Mares Guia por José Múcio Monteiro –, a bancada petebista no Senado saiu do bloco governista, controlado pela líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC).

O partido, no entanto, continua na base do governo Lula.

Na prática, significa que os seis petebistas no Senado não se submeterão mais às decisões de Ideli, líder do bloco.

A saída do bloco foi uma reação à substituição do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) na Comissão de Constituição de Justiça do Senado (CCJ), na votação da CPMF.

Ele votaria contra.

Além do PTB, o bloco governista é formado por PT, PR, PSB, PCdoB, PRB, PP.

Alguns aliados vêem na decisão a mobilização do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que é desafeto do governo, desde quando denunciou a prática do mensalão.

Para outros, a bancada do PTB está num momento de marcar posição nas negociações da CPMF.

O líder do PTB no Senado, Epitácio Cafeteira (PTB-MA), logo depois de tomar a decisão de sair do bloco governista numa reunião de bancada, foi ao Palácio do Planalto participar do encontro do presidente Lula com os partidos que integram o Conselho Político, numa demonstração clara de que o “rompimento” foi mais uma atitude política.

– Agora, vamos ter vida própria.

Não vamos ter ninguém para tirar e colocar gente da nossa bancada nas comissões.

Mas não há uma reação.

Não deixamos de ser da base do governo, tanto que estive no Planalto – disse Cafeteira.

Para pressionar ainda mais, Roberto Jefferson marcou para o próximo dia 28 reunião da executiva nacional para discutir a prorrogação da CPMF.

– A decisão foi bem clara.

Não estamos mais atrelados ao PT.

É uma postura de independência e vai valorizar a bancada – disse Mozarildo.

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), procurou minimizar a decisão do PTB, afirmando que o partido queria apenas mais espaço.

Segundo ele, era um desejo antigo do partido não ficar atrelado ao bloco governista.

– O PTB não está desembarcando do governo – garantiu Jucá.

Mas o líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse que a situação política está piorando no Senado, onde o governo não tem garantidos os 49 votos necessários para aprovar a prorrogação da CPMF.

– Sair do bloco já causa um efeito negativo para a CPMF – disse Casagrande.

CORREIO BRAZILIENSEPTB decide sair do bloco governista A bancada do PTB no Senado decidiu ontem, por unanimidade, sair do bloco de apoio ao governo na Casa.

Segundo o novo ministro de Relações Institucionais, o petebista José Múcio, a decisão não deve dificultar a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 (leia mais na página 5).

Entre outros motivos, porque o partido continuará na coalizão que apóia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com a mudança, os senadores do PTB só responderão, na prática, ao líder do partido no Senado, Epitácio Cafeteira (MA), livrando-se das determinações da líder do bloco de apoio ao governo, a senadora Ideli Salvatti (SC).

Foi Ideli quem determinou a substituição de Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, manobra que foi decisiva para garantir a aprovação do imposto do cheque no colegiado.

“A gota d’água foi essa.

Demos a resposta parlamentar que devia ser dada.

A partir de agora, vamos ser da base sem ser do bloco de apoio ao governo.

Nós nos desatrelamos do PT”, disse Mozarildo.

Na reunião do chamado Conselho Político, realizada ontem no Palácio do Planalto, Múcio — ainda como líder do governo na Câmara — avisou a Lula de que o PTB não fechará questão contra a CPMF.

O acerto foi combinado com o presidente do partido, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ), na noite de quarta-feira.

Múcio aposta que pelo menos cinco dos seis senadores do PTB votarão com o governo.

São eles Cafeteira, Sérgio Zambiasi (RS), Romeu Tuma (SP), Gim Argello (DF) e João Vicente Claudino (PI).

Desses, só Tuma causa preocupação, pois se manifestou contrariamente à contribuição quando era filiado ao DEM.

Já Mozarildo é considerado voto perdido por ser inimigo figadal do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

“Na Câmara, saímos há muito tempo do bloco de apoio ao governo e, mesmo assim, votamos à unanimidade”, lembrou Múcio.

O PTB só comanda um ministério no governo Lula, justamente a coordenação política, até ontem nas mãos de Walfrido dos Mares Guia.

Tem, no entanto, cargos importantes no segundo escalão, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep), chefiada por Armando Santos Júnior, indicado pelo líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO).

JORNAL DO BRASILPTB deixa bloco governistaNo momento em que o Palácio do Planalto muniu-se de calculadora para manter sua frágil maioria no Senado, a bancada do PTB reuniu-se e formalizou o desembarque do bloco de apoio ao governo na Casa.

Ao justificar a decisão, o líder do partido, Epitácio Cafeteira (MA), definiu a iniciativa dos senadores como um gesto de independência.

A saída dos petebistas foi um recado à líder do bloco, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), por haver sacado o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) na Comissão de Constituição e Justiça, quando ele anunciou que votaria contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

– Já havia vários fatos passados se acumulando e essa substituição na CCJ foi a gota dágua – desabafou Mozarildo, acrescentando que a mudança na CCJ foi feita “de maneira descortez e mentirosa”.

O líder do partido, senador Epitácio Cafeteira (MA), procurou deixar claro que a saída é apenas do bloco de apoio ao governo no Senado, mas que o PTB continua apoiando o governo.

– Vamos nos afastar do bloco.

Na reunião, ficou decidido, ainda, que o partido não irá fechar questão quanto à votação da emenda que prorroga a CPMF.

Mozarildo negou que a decisão fosse uma declaração de guerra que fará com que os sete senadores do partido votem contra a CPMF.

– Eu e o (Romeu) Tuma vamos votar contra.

O (Sérgio) Zambiasi deve votar a favor.

O Gim (Argello) ainda não decidiu – contou.

Além desses quatro senadores, ainda fazem parte do partido os senadores Fernando Collor, que está afastado e não tem suplente do partido, João Vicente Claudino e o próprio Cafeteira.

O novo ministro das Relações Institucionais, José Múcio, bateu na mesma tecla de que a saída dos petebistas do bloco não prejudica a votação da CPMF.

Segundo ele, o partido não fechará questão contra o imposto.

Ele explicou que a decisão não significa que a legenda deixa a base do governo, mas apenas do bloco que encaminha as votações.

– O PTB não fechará questão, deixará que a consciência de cada um se manifeste – disse Múcio, após reunião do Conselho Político da Coalizão, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.

VALOR ECONÔMICOPartido dos ministros deixa base governista Além da necessidade de substituir o ministro da coordenação política – sai Walfrido dos Mares Guia e entra José Múcio Monteiro – em plena negociação para renovação da cobrança da CPMF, o governo teve outro revés nesta quinta-feira.

No Senado, o PTB, partido de ambos os ministros, deixou o bloco de apoio na Casa.

O movimento foi um protesto contra a substituição do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) na Comissão de Constituição e Justiça, pela líder do bloco, Ideli Salvatti (PT).

Cavalcanti avisou que votaria contra a CPMF.

Por unanimidade, os sete senadores petebistas decidiram deixar o bloco e ter atuação mais independente.

O partido, no entanto, continuará na base do governo.

“Queremos ter mais independência da base aliada.

Não queremos ser tratados como partido de segunda categoria.

Antes do meu afastamento, outros fatores haviam incomodado a bancada”, explicou Mozarildo.

O líder do PTB, senador Epitácio Cafeteira (MA), comemorou a maior independência partidária.

“Teremos vida própria.

Não queremos um líder de outro partido tirando nossos integrantes de comissões”, afirmou.

A saída do partido significa que a bancada ficará liberada na votação da CPMF.

Dos sete senadores petebistas, Mozarildo e Romeu Tuma (SP) votarão contra o imposto.

O Planalto contabiliza como voto contrário apenas Mozarildo.

“A Executiva Nacional é contra a prorrogação, mas não vamos fechar questão no Senado”, completou Cafeteira.

O presidente interino da Casa, TIÃO VIANA (PT-AC), minimizou os efeitos para a CPMF da debandada do PTB do bloco governista.

Para ele, trata-se de algo natural.

O importante, para o petista, é que o PTB permanece na base.

No Planalto, o movimento do PTB não foi visto com receio.

Durante reunião da coordenação política, José Múcio afirmou que o motivo da comemoração “era justamente o fato de que a bancada não fecharia a questão contra a CPMF”.

Múcio lembra que o mesmo movimento ora feito pelos senadores já havia sido feito pelo deputados.

Segundo ele, o movimento não significa rompimento com o Executivo, apenas a busca por mais espaço.

Durante o Conselho Político, o presidente pediu que cada um dos integrantes da base intensificasse as negociações daqui por diante.

O senador Francisco Dornelles (PP-PE) sugeriu que o governo adie o encaminhamento da reforma tributária ao Congresso – marcada para o dia 30, para que dois assuntos polêmicos não tramitassem em conjunto.

Lula prometeu pensar no assunto.