Principais jornais do País destacam depoimento do Presidente do PTB

PTB Notícias 13/02/2008, 10:32


Os principais jornais brasileiros deram destaque em suas edições da última quarta-feira (13/02) ao depoimento do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, à Justiça Federal sobre o escândalo do mensalão, que ocorreu ontem (terça).

O jornal O Globo estampa em sua manchete: “Jefferson: “delação premiada é para vagabundo”.

Também o Jornal do Brasil destaca esta mesma linha em seu título “Jefferson descarta acordo de delação”.

Na Folha de S.

Paulo, em matéria de meia página, o jornal afirma que “Jefferson reitera que Lula sabia de mensalão”.

O Estado de S.

Paulo também estampa título sobre a recusa do Presidente do PTB em aceitar a delação premiada.

Leia abaixo matérias dos maiores jornais do País sobre o depoimento do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson:JORNAL O GLOBOJefferson diz que delação premiada é coisa de vagabundoO presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), descartou ontem um possível acordo de delação premiada no processo que investiga o suposto mensalão.

Ele depôs hoje para o juiz Marcelo Ferreira de Souza Granado, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Questionado se aceitaria revelar novos fatos sobre o suposto mensalão em troca de uma redução de pena, Jefferson afirmou que delação é coisa de vagabundo.

“Que delação, nada.

A luta é política.

Delação premiada é coisa para vagabundo, com todo o respeito.

” Em pouco menos de uma hora de depoimento à Justiça Federal, o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), recusou-se a dizer quem fazia os pagamentos do mensalão.

Ele se justificou afirmando que é réu e não testemunha no processo aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o suposto esquema de caixa dois eleitoral.

“Não sou testemunha, falo sobre mim e sobre meu partido”, declarou.

Diante dos poucos questionamentos feitos pelo juiz Marcelo Ferreira de Souza Granado, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e pelos representantes do Ministério Público, Jefferson fez de seu depoimento um verdadeiro palanque, no qual disse que prefeitos e governadores “têm que beijar a mão do presidente Lula” para conseguirem recursos.

Ele ainda acusou a Polícia Federal e o Ministério Público de abuso de autoridade.

O ex-deputado chegou a se emocionar no final de seu depoimento, ao revelar o desejo de ver sua filha, a vereadora Cristiane Brasil, juíza.

JORNAL FOLHA DE S.

PAULOJefferson reitera que Lula sabia de mensalão Ex-deputado diz, em depoimento, que por duas vezes avisou o presidente sobre suposto pagamento de parlamentaresDirigente do PTB se recusa a aderir ao sistema de delação premiada e mais uma vez afirma que vai arrolar Lula como testemunha de defesa O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) reafirmou, em depoimento prestado ontem à 7ª Vara Criminal Federal do Rio, que por duas vezes avisou Lula do mensalão, que se reuniu diversas vezes para tratar de acordos financeiros entre seu partido e o PT e que tudo o que era decidido tinha a “chancela” do ministro José Dirceu.

Ele se recusou a proposta do juiz Marcelo Granado de aderir ao sistema de delação premiada: “Não quero negociar isso em hipótese alguma.

Não vou fazer nenhuma troca”.

Após a audiência, o petebista definiu a delação premiada como um recurso “para vagabundo”.

Segundo a defesa de Jefferson, foi a primeira vez que juiz propôs a seu cliente contar tudo o que sabe sobre o mensalão em troca do abrandamento de sentença.

“Nunca ninguém tinha ousado fazer essa proposta, e jamais pensamos nisso.

Não é a nossa linha de defesa”, disse o advogado Antônio Barbosa.

A sugestão do juiz aconteceu quando, pela terceira vez, Jefferson se recusou a responder sobre qual teria sido a participação de dirigentes petistas em episódios do mensalão.

Jefferson invocou a condição de acusado para se negar a responder.

“Confirmo, ratifico, todas as informações que dei no passado.

O momento era outro, era político.

(.

.

.

) Agora, [só] falo sobre fatos a mim atribuídos, não a terceiros”, disse o ex-deputado, que em entrevista à Folha em 2005 disse que o governo Lula pagava um mensalão a deputados em troca de apoio.

Em setembro de 2005, Jefferson foi cassado pela Câmara.

Hoje é um dos 39 réus do processo que tramita no STF.

Em uma hora de depoimento, Jefferson repetiu o que já disse em entrevistas e depoimentos e reafirmou a intenção de arrolar Lula na lista de testemunhas de defesa.

O objetivo seria mostrar que ele alertou o presidente sobre o mensalão.

Até botox vai surgir no cartão, diz ex-deputado DA SUCURSAL DO RIO O ex-deputado Roberto Jefferson insinuou que até aplicações de botox do Poder Executivo são pagas com cartão corporativo.

As afirmações foram feitas durante entrevistas e ao final de seu depoimento à Justiça Federal.

Jefferson disse considerar que o caso dos cartões corporativos é mais grave que o do mensalão.

“É muito pior o cartão.

Se não houver acordão, até botox vai aparecer no cartão.

Vamos esperar para ver.

Há um rumor forte.

“Na saída, voltou a fazer referência ao botox e aos cartões.

“Tem muita gente bonitinha lá [em Brasília] exercendo o poder esticadinho, cheio de botox debaixo da testa.

Não sei se pagando botox com cartão corporativo.

” JORNAL ESTADO DE S.

PAULOJefferson recusa delação premiadaAo depor como réu, ex-deputado confirma esquema, mas se recusa a acusar diretamente outros denunciadosInterrogado ontem como réu no processo do mensalão aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente nacional do PTB, ex-deputado Roberto Jefferson, rejeitou a oferta do juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Criminal Federal, para denunciar outros envolvidos no esquema, em troca de benefícios.

“Delação premiada é coisa para vagabundo”, reagiu.

Ao mesmo tempo, Jefferson assumiu tom surpreendentemente moderado em seu depoimento.

Testemunha-chave do escândalo do mensalão, que desencadeou com denúncias em junho de 2005, o ex-deputado confirmou genericamente o esquema de compra de parlamentares pelo Executivo, mas se recusou a acusar diretamente outros denunciados – evitou ser muito específico até contra quem sempre atacara, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

“Não posso acusar o presidente Lula, seria irresponsável da minha parte”, disse a jornalistas, após o depoimento, numa mudança de tom em relação a seu comportamento no auge do escândalo, quando ameaçava envolver o Palácio do Planalto.

Mais de uma vez, insistiu que falaria apenas como acusado, pelos fatos que lhe são imputados, recusando-se a se pronunciar, especificamente, sobre outros réus.

Foi o que aconteceu quando o juiz lhe perguntou se confirmava acusações de que Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o empresário Marcos Valério operavam o esquema de compra de parlamentares.

Quando o magistrado insistiu com relação a Dirceu, admitiu, em tom genérico, que o petista tinha responsabilidade política.

“Excelência, José Dirceu era o ministro político do governo”, declarou.

“Todos os acordos tinham a chancela dele.

” Ele confirmou ter participado de várias reuniões na Casa Civil com Dirceu e relatou ter conversado também com o então presidente do PT, José Genoino, o secretário-geral Silvio Pereira e Delúbio.

LÁGRIMASTambém advogado criminalista, o ex-deputado assumiu tom quase elogioso em relação a Lula, que teria ficado com lágrimas nos olhos ao ser informado, pela primeira vez, em janeiro de 2005, sobre a existência do mensalão.

Segundo ele, em março daquele ano, voltou a pedir ao presidente que agisse contra o mensalão, em conversa no Palácio do Planalto.

Teriam sido testemunhas os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Walfrido Mares Guia (PTB-MG).

“Nunca tinha visto transferência de dinheiro mensal.

O cafezinho no fundo do plenário (da Câmara) era um escândalo, as conversas eram de quinta categoria”, contou.

Jefferson apontou o PT como origem dos recursos do mensalão e também do dinheiro que seu partido recebeu para pagar a produção de inserções de televisão, em 2003, e para a campanha de 2004.

Quando o juiz Marcelo Granado perguntou por que os pagamentos que o PTB recebeu foram sempre em dinheiro vivo, assumiu tom teatral.

“É uma dúvida que também me assalta, excelência.

“Contou que os programas de TV de 2003 custaram R$ 1 milhão, que o PT bancou.

No ano seguinte, houve um acordo pelo qual o PTB apoiaria o PT em várias capitais e receberia R$ 20 milhões dos petistas, para pagar sua campanha.

“Os R$ 4 milhões iniciais foram cumpridos”, disse.

“Os demais R$ 16 milhões, não.

“O ex-deputado afirmou que a aliança com o PT surgiu após o primeiro turno da eleição presidencial de 2002.

Em troca do apoio a Lula, recordou, o PTB recebeu o Ministério do Turismo, a presidência da Eletronorte, uma diretoria na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e a presidência da Brasil Resseguros (IRB).

Em entrevista, Jefferson prometeu pedir que o presidente Lula seja convocado para depor no processo.

“Ele e muitos ministros com quem conversei sobre o escândalo do mensalão”, afirmou.

JORNAL DO BRASILJefferson descarta acordo de delaçãoPara Presidente do PTB, escândalo dos cartões é pior que mensalãoO presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), descartou ontem um possível acordo de delação premiada no processo que investiga o suposto mensalão.

Ele depôs hoje para o juiz Marcelo Ferreira de Souza Granado, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Questionado se aceitaria revelar novos fatos sobre o suposto mensalão em troca de uma redução de pena, Jefferson afirmou que delação é coisa de vagabundo.

“Que delação, nada.

A luta é política.

Delação premiada é coisa para vagabundo, com todo o respeito.

” Em pouco menos de uma hora de depoimento à Justiça Federal, o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), recusou-se a dizer quem fazia os pagamentos do mensalão.

Ele se justificou afirmando que é réu e não testemunha no processo aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o suposto esquema de caixa dois eleitoral.

“Não sou testemunha, falo sobre mim e sobre meu partido”, declarou.

Ao tentar diminuir o peso de mensalão, Jefferson atacou o atual quadro político e disse que “o escândalo dos cartões é pior que o mensalão”.

Jefferson fez de seu depoimento um verdadeiro palanque, no qual disse que os prefeitos e governadores “têm que beijar a mão do presidente Lula” para conseguirem recursos.

Ele ainda acusou a Polícia Federal e o Ministério Público de abuso de autoridade.

– Prefeito que se elege no Rio não tem independência, tem de beijar a mão do Lula.

O governador de São Paulo, que precisava ser independente, tem de beijar a mão do Lula.

O governador de Minas, idem.

O governador do Rio tem de se prestar ao papel de “laranja” para indicar os nomes que o presidente Lula quer emplacar, pela concentração de dinheiro.

Quem não tratar bem o presidente não tem as obras financiadas – protestou.

Na frente de representantes do Ministério Público, Jefferson disse que as ações do órgão e da Polícia Federal são irresponsáveis.

Depois, reafirmou que contou sobre o mensalão ao presidente e disse que as ações de Lula para conter o mensalão criaram insatisfação.

JORNAL O DIAJefferson diz que caso dos cartões é pior que o mensalão ‘Se não houver um ‘acordão’, até botox vai aparecer no cartão’, afirma ex-deputadoO ex-deputado federal e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse nesta terça-feira que o escândalo causado pelos gastos de políticos com o cartão corporativo usado pelo governo é pior do que o causado por sua denúncia da existência de um mensalão para pagamento de parlamentares.

Jefferson depôs na Justiça Federal, no Centro do Rio de Janeiro, no processo apura o escândalo do mensalão.

Segundo ele, a transparência dos dados governistas é muito ruim e a quantidade de desvios como saques em caixa e pagamento de despesas particulares é ainda pior.

“É muito pior o cartão corporativo.

Se não houver um “acordão”, até botox vai aparecer no cartão”, afirmou Jefferson.

O ex-deputado ironizou ainda as suspeitas de uso indevido dos cartões.

Ele afirmou que o mecanismo eletrônico poderia ter contribuído para pagar a suposta propina aos parlamentares: “Se o PT tivesse distribuído os cartões corporativos na base e estabelecido aquele teto de R$ 30 mil, não teria acontecido o escândalo do mensalão.

Nós teríamos economizado um escândalo”, disse.

O ex-deputado está sendo interrogado pelo juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara Federal Criminal, no centro do Rio.

É um dos 40 réus do caso, acusados de envolvimento em esquema de compra de votos em troca de apoio político.

Amanhã (13) deverá ser ouvido no processo do mensalão Carlos Rodrigues (Bispo Rodrigues, ex-deputado pelo PL do Rio e afastado da Igreja Universal do Reino de Deus).

Para quinta-feira (14), está previsto o depoimento do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Pivô do mensalão pede depoimento de Lula no casoO presidente do PTB afirmou ainda que precisa do depoimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do mensalão.

“Eu preciso do depoimento dele”, disse Jefferson, na chegada à Justiça.

“Não é para criar nenhum embaraço para o presidente.

Ele soube por mim do mensalão.

Ele não sabia, mas eu preciso que ele confirme que eu contei a ele em janeiro de 2005 e em março.

É isso que eu preciso do presidente: que ele confirme a informação que eu passei a ele”.

Sobre as verbas que teriam sido intermediadas para o PTB, o ex-deputado disse que foram usadas na última eleição municipal, mas que não há comprovação, por não haver recibo.

Quanto ao mensalão, disse acreditar que não ocorra mais.

Questionado sobre se, para os brasileiros, saiu como vilão ou como mocinho, Roberto Jefferson respondeu: “Não sou vilão, não sou mocinho.

Não sou vilão, não sou herói”.