Projeto de Gim prevê proibição de mamadeiras que contenham “bisfenol-A”

PTB Notícias 26/07/2011, 9:00


Mamadeiras já proibidas nos Estados Unidos e na Europa por suspeita de causarem câncer em bebês e crianças poderão ser proibidas também no Brasil.

É o que prevê projeto do senador Gim Argello, do PTB do Distrito Federal, que está pronto para votação da Comissão de Assuntos Sociais a partir da primeira semana de agosto, e proíbe a venda no Brasil de mamadeiras que contenham em sua fabricação a substância “Bisfenol-A”.

A União Européia, o Canadá, a China e diversos Estados e cidades nos Estados Unidos já vetaram a venda destas mamadeiras baseados em diversos estudos científicos que ligam a substância a casos de câncer, diabetes e problemas neurológicos em bebês e crianças.

Também a “FDA”, a Agência que regula o comércio de produtos ligados à saúde nos Estados Unidos, fez um alerta para que os pais e mães daquele país reduzam ao máximo a exposição de seus bebês e crianças a este tipo de mamadeira.

No Brasil a cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, foi a primeira a abolir a venda das mamadeiras, e Gim Argello acredita que até o final do ano esta proibição atingirá todo o território nacional.

“Eu acredito que agora neste semestre nós vamos resolver isto definitivamente.

Porque não faz sentido o mundo todo já ter proibido, comprovadamente faz mal principalmente aos bebês, e a gente fica correndo o risco.

Então eu acredito que agora neste semestre nós vamos conseguir proibir definitivamente o Bisfenol-A da confecção de bicos de mamadeira”, disse o senador petebista.

O relator do projeto, senador Paulo Davim, do PV do Rio Grande do Norte, afirma que conversou com alguns fabricantes nacionais, e revelou que até mesmo eles concordam com a proibição das mamadeiras com Bisfenol-A.

“É inconcebível a gente saber que uma substância poderá causar mal e a gente ainda persistir com isto.

Eu acho que tem que se afastar, eu tive até a conversa com os fabricantes e eles concordam também.

Eles não se opõem não, eu já conversei com muitos fabricantes, eles não se opõem”, afirmou.

A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, comunicou por nota que acompanha toda a polêmica sobre este assunto, mas defende que o limite de 0,6 miligramas por quilo, que é o permitido no Brasil, não seria prejudicial à saúde dos bebês e crianças.

Se a proposta de Gim Argello for aprovada na Comissão de Assuntos Sociais segue para análise da Câmara dos Deputados.

Agência Trabalhista de Notícias (ELM), com Rádio CâmaraFoto: Assessoria do senador Gim Argello (PTB-DF)