Projeto de Mira inclui Festival do Açaí no calendário de eventos do Amapá

PTB Notícias 28/04/2015, 8:25


O Festival do Açaí fará parte do calendário de eventos do Amapá.

A matéria, de autoria da deputada Mira Rocha (PTB), foi sancionada, na íntegra, pelo governador Waldez Góes (PDT) na quarta-feira passada (22/4/2015) e deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado nos próximos dias.

A parlamentar parabenizou a iniciativa do Executivo.

Segundo ela, os municípios onde o evento é realizado ganham força e a partir de agora poderão receber auxilio do Estado na elaboração e execução da festividade.

Conforme o texto, o Festival do Açaí será realizado sempre na última sexta-feira do mês de julho.

O governo poderá firmar convênios com as prefeituras ou mesmo com as entidades representativas do segmento.

“A iniciativa é louvável e a população tem muito a ganhar com a inclusão e definição de uma data para a realização do evento, sem desrespeitar as condições do defeso do produto a ser ofertado no festival”, acredita Mira Rocha.

“Além do suporte financeiro para realizar a festividade, os municípios criam laços de credibilidade com público, e podem atrair, a cada ano, maior quantitativo de participantes”, reforça.

A propositura prevê ainda ampla divulgação sobre o fruto, riquezas e potencialidades.

“Sabemos da força do açaí como parte da alimentação do amapaense, mas, também, existe o lado da comercialização e acreditamos, a partir da inclusão do festival no calendário de eventos do Estado, na valorização do fruto no mercado nacional e até internacional”, aposta a parlamentar.

“Tanto a capital quanto os municípios irão ganhar projeção no cenário nacional, como referência neste tipo de festival”, complementa.

Para Mira Rocha, o açaí pode ajudar a fortalecer a economia do Estado.

Hoje, o produto abastece o mercado do eixo Sul e Sudeste do país, até mesmo norte-americano.

A localização geográfica de Macapá e Santana, na foz do rio Amazonas, facilita o acesso ao mercado nacional e internacional.

“O Açaí ganhou o mundo e pode ser encontrado em lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris”, sustenta.

O Estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado.

“Podemos mudar essa realidade e inserir o Amapá no mapa do mercado preferencial pelo produto.

O festival vai nos proporcionar esta condição, além de gerar renda e desenvolvimento para o Estado”, aposta Mira Rocha.

O produtoO consumo do açaí é um hábito da população amazônica.

A venda é por meio de pequenos estabelecimentos comerciais conhecidos como “batedeiras” ou “amassadeiras”, em todos os municípios do Estado.

Segundo especialistas, a partir de 1990, o aumento da demanda nacional do consumo de açaí ganhou novos mercados.

As academias de ginástica das regiões Sul e Sudeste, em função das propriedades energéticas do fruto, passaram a comercializar o produto.

Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo foram os primeiros, seguidos por Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Pernambuco e Ceará.

Ao mesmo tempo, o açaí passou a ocupar espaço nos mercados internacionais, principalmente nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Austrália e alguns países europeus.

O Pará é o maior produtor nacional de açaí.

Dez por cento da produção é destinada para o exterior e 70% para o mercado brasileiro.

O Amapá destaca-se como o segundo Estado produtor da região, respondendo com 2,26% da produção, enquanto o primeiro colocado, o Pará, participa com 94%.

Os principais municípios produtores de açaí no Amapá são Mazagão, Santana e Macapá (o maior mercado consumidor local).

A produção de açaí é uma atividade importante para a economia do Amapá.

Em 2010, por exemplo, a venda do produto significou o quinto item na pauta de exportações amapaense, com US$ 7.

640.

339, representando 2,16% do total exportado.

O açaí produzido no Amapá é destinado principalmente para o mercado norte-americano.

O melhor desempenho amapaense foi em 2009.

O produto representou o quarto item da balança estadual, e correspondeu a US$ 10.

224.

970.

Agência Trabalhista de Notícias (LL), com informações da Assembleia Legislativa do AmapáFoto: Gerson Barbosa/Alap