Projeto de Nelson Marquezelli prevê contratos de parceria entre academias e personal trainers

Agência Trabalhista de Notícias 27/07/2018, 8:10


Imagem Crédito: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados analisa projeto de lei 9539/18, do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), que estabelece um contrato de parceria entre as academias desportivas e os profissionais que prestam serviços nesses estabelecimentos — personal trainers e fisioterapeutas, entre outros.

Segundo o texto, a parceria prevista em contrato não será uma relação de emprego nem de sociedade, o que poderá evitar custos trabalhistas e tributários, ampliando o mercado de trabalho e facilitando o acesso da população à atividade física.

“A proposta pretende servir de estímulo para que as academias cedam as suas instalações para uso por aqueles profissionais, mediante remuneração livremente pactuada e sem o risco de que essa parceria venha a ser descaracterizada pelo reconhecimento de vínculo trabalhista”, afirma Marquezelli.

Segundo o petebista, a inspiração para o projeto veio da Lei 13352/16, que estabeleceu os contratos de parceria entre salões de beleza e profissionais como cabeleireiro, barbeiro e manicure.

“Assim como os salões de beleza, as academias de ginástica têm instalações adequadas para a atuação de diversos profissionais que hoje estão desempregados, ou que atuam como autônomos por opção, e que têm interesse em ali prestar seus serviços a clientes finais através de parceria, sem vínculo empregatício”, explica.

Responsabilidades

A proposta prevê que a “academia-parceira” será responsável pela centralização dos pagamentos decorrentes das atividades de prestação de serviços do “profissional-parceiro”. Porém, esses pagamentos não farão parte da receita-bruta da academia, e os profissionais poderão ser qualificados como pequenos empresários, microempresários ou microempreendedores individuais.

Os parceiros poderão ser, além dos treinadores pessoais, instrutores de lutas, dança, yoga e pilates, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, massoteraputas, quiropraxistas, esteticistas, cabeleireiros, manicures e todos os demais que exerçam suas atividades dentro da academia recebendo pagamentos dos clientes.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Com informações da Agência Câmara Notícias