Projeto de petebista institui dia da Revolução em Piracicaba

PTB Notícias 9/07/2007, 11:02


A Câmara de Vereadores de Piracicaba comemora nesta segunda-feira, (09/07), a Revolução Constitucionalista de 1932.

Por força de Decreto Legislativo de autoria do vereador João Manoel dos Santos (PTB/SP), presidente da Câmara de Vereadores, o Legislativo homenageia todos que participaram da Revolução em reunião solene.

Este ano serão homenageados os ex-combatentes Romeu Gomes de Oliveira, Sebastião Ferminio de Arruda, Miguel Melchiades Sendin, Joaquim Moreno, Iscar Antonio Bressan, José Armando Furlani, Luiz Avelino Bortolan e a costureira de fardas Antonieta Marozze Righetto.

As comemorações do 9 de julho terão início às 8h30 na Estação da Paulista com apresentação da bandeira e salva de tiros.

De lá, todos seguem para a Praça José Bonifácio, onde será executado o toque de silêncio em memória dos ex-combatentes e depositadas flores no Monumento MMDC.

Em seguida, será realizada no Salão Nobre “Helly de Campos Melges”, da Câmara de Vereadores, reunião solene em comemoração a Revolução Constitucionalista de 32, onde será exibido vídeo com depoimentos dos ex- combatentes e com entrega de homenagens.

O movimento armado de 1932 era contrário a política do então presidente Getúlio Vargas, que havia tomado o poder em 1930.

Quando se instala no poder, Vargas fecha o Congresso Nacional e rasga, inclusive a Constituição de 1891, então vigente , além de destituir as Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais.

Em São Paulo foi nomeado como delegado militar do governo provisório no Estado, João Alberto Lins de Barros.

O problema é que ele não era paulista: era pernambucano e um dos principais representantes do tenentismo.

Tinha grandes poderes no cargo que ocupava e geralmente passava por cima do secretariado do Estado.

Inconformados com a situação, os paulistas exigiam de Vargas uma nova Constituição, da qual estavam privados.

Em 9 de julho de 1932, iniciam a revolução.

Cerca de 135 mil paulistas lutaram incansavelmente por três meses.

No dia 2 de outubro daquele ano, sem armas, sem munição e sem o apoio de outros Estados, São Paulo foi obrigado a render-se às forças de Vargas.

O presidente, no entanto, deu início ao processo de reconstitucionalização do país a partir da revolução, levando à promulgação em 1934 de uma nova constituição.

Fonte: Gazeta de Piracicaba