Projeto de Valcir Soares institui semana de controle à leishmaniose

PTB Notícias 12/04/2010, 8:15


Foi votado em regime de urgência na reunião ordinária da última quinta-feira, 08/04, na câmara municipal de Montes Claros (MG), projeto de lei do vereador Valcir Soares (PTB) que institui a semana municipal de controle à leishmaniose.

Segundo o vereador petebista, a data será celebrada anualmente na semana que incluir o dia 10 de agosto e o objetivo do projeto é estimular ações educativas e preventivas, com palestras e debates sobre políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose.

– É objetivo desta semana apoiar as atividades organizadas e desenvolver junto à sociedade civil métodos de combate a esta doença.

Temos que combater o mosquito e não os cães, estes não têm culpa alguma.

Precisa-se de mais estruturas para o trabalho, por exemplo, do centro de controle de zoonoses, onde apenas 16 agentes são os responsáveis por trabalhar nas residências o controle da leishmaniose – afirma.

Valcir fala ainda da necessidade de infundir os avanços técnicos e científicos relacionados à prevenção e ao combate da doença, pois, por mais que as autoridades ligadas à saúde no município não admitam, Montes Claros vive problemas relacionados, não apenas ao calazar, mas, também à dengue.

Nos últimos dois anos já foram confirmados 72 casos de calazar no município.

– O centro de controle de zoonoses contava em 2007 com apenas 15 casos desta doença.

Só nos três primeiros meses de 2010, já foram confirmados 17 casos, o que é extremamente preocupante – conclui.

O QUE É LEISHMANIOSEA leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico da pessoa infectada.

Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta.

Esta forma é conhecida como ferida brava.

A visceral ou calazar, é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea.

Sua evolução é longa, podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.

Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue e que, dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui.

Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas.

São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.

Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas muito próximas a mata, dentro da mata etc, é importante saber que este parasita pode estar presente também em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose.

No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele, que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta.

Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca.

Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso e inchaço abdominal, devido ao aumento do fígado e do baço.

A melhor forma de se prevenir contra a doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo e sempre utilizar repelentes quando estiver nestes locais.

A leishmaniose deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.

* Agência Trabalhista de Notícias com informações do Portal O Norte de Minas