PTB do Maranhão lança coronel Riod como candidato a senador

PTB Notícias 19/04/2010, 14:15


“Durante a minha vida sempre me destaquei pela capacidade de trabalho.

Por onde passei, deixei a minha marca construindo obras perenes, como aconteceu quando cheguei ao comando da PMMA.

Lá no quartel do Calhau, ampliei a área de aquartelamento para oferecer melhores condições de trabalho para a tropa, visando sua efetiva participação no conjunto das ações de segurança pública.

A propósito falando de segurança pública, precisamos urgentemente fortalecer essa política em nosso estado.

Os índices da criminalidade estão elevados, em função de um policiamento preventivo pouco eficiente e eficaz, por falta de uma melhor estrutura de apoio, quer material, quer pela ausência de recursos.

Além disso, as corporações Civil e Militar precisam ter mais homens com equipamentos modernos e salários dignos para que o policial tenha tranquilidade de atuar com êxito em suas missões”, diz.

A seguir, a entrevista.

Jornal Pequeno – O que está levando o senhor a ser candidato?Coronel Riod – O amor à política, que gera todos os benefícios sociais, e a vontade de continuar trabalhando em favor da minha terra.

Durante a minha vida, sempre me destaquei pela capacidade de trabalho.

Por onde passei, deixei a minha marca construindo obras perenes, como aconteceu quando cheguei ao comando da PMMA.

Lá no quartel do Calhau, ampliei a área de aquartelamento para oferecer melhores condições de trabalho para a tropa, visando sua efetiva participação no conjunto das ações de segurança pública.

A propósito falando de segurança pública, precisamos urgentemente fortalecer essa política em nosso estado.

Os índices da criminalidade estão elevados, em função de um policiamento preventivo pouco eficiente e eficaz, por falta de uma melhor estrutura de apoio, quer material, quer pela ausência de recursos.

Além disso, as corporações Civil e Militar precisam ter mais homens com equipamentos modernos e salários dignos para que o policial tenha tranqüilidade de atuar com êxito em suas missões.

Chegando ao Senado esta será uma das metas.

JP – É uma candidatura para valer ou ela pode ser retirada?Cel.

Riod – Quem me conhece sabe que não sou homem de recuar, mas de avançar em busca do objetivo traçado.

Acredito que a direção e os demais companheiros de partido confiam em mim, são testemunhas da minha fidelidade e estão mobilizados para fortalecer a minha postulação.

É óbvio que, como homem de partido, não decido sozinho e um assunto desse porte precisa ser dissecado no contexto futuras alianças.

Em qualquer circunstância os interesses do partido se sobrelevam.

Mas neste momento, a nossa pretensão tem total apoio do PTB em nível nacional.

JP – Quais as propostas principais?Cel.

Riod – Lutar para diminuir as desigualdades sociais promovendo ações substantivas para melhorar as condições de vida do nosso país e particularmente do Maranhão.

Educação, Saúde, Segurança e geração de emprego e renda serão minhas prioridades principais.

Todos sabem que nenhuma nação evolui, sem cuidar dos seus problemas básicos tendo em destaque a educação.

A política educacional direcionada em todos os níveis é o principal fator de progresso.

O analfabetismo e a ignorância geram o erro e os descaminhos de uma sociedade.

Era como se as pessoas de olhos abertos, nada enxergassem.

Então, esse é o primeiro passo, o mais importante.

Mas a política educacional tem que levar em conta a capacidade de gerar riquezas, atendendo as peculiaridades e vocação das comunidades.

Daí a importância do ensino profissionalizante, ou seja, precisamos preparar o homem para trabalhar e produzir, gerando-se emprego e renda.

Só assim com mão de obra qualificada poderemos ter melhores perspectivas.

Em outro ângulo, precisamos cuidar da saúde das pessoas, desde a tenra idade, não esperando que elas procurem os postos e hospitais.

Mas, se nos anteciparmos com programas substantivos de esclarecimento e informações que previnam as doenças, teremos dado um grande passo para minimizar esse problema.

Nesse sentido é bom buscar os bons exemplos de alguns países orientais, onde as pessoas são preparadas para dar assistência em primeiros socorros, uma espécie de medicina popular orientada.

A política na produção de medicamentos deve privilegiar os produtos de maior consumo, com o governo exercitando forte fiscalização sobre a qualidade e os preços.

JP – E nas áreas rurais?Cel.

Riod – Nas áreas rurais, o governo federal precisa subsidiar junto às prefeituras, assistência médica, no pagamento de profissionais em atendimentos de maior complexidade, além da instalação de UTIs, que evitem o êxodo para outras cidades e Estados vizinhos.

Ainda para estimular as gerações de emprego e renda em nível nacional, o governo federal em parceria com os governantes estaduais e municipais devem ampliar a construção de escolas técnicas agrícolas nas áreas vocacionais.

Também, precisa adotar medidas de apoio a classe trabalhadora, criando uma legislação que amplie os direitos trabalhistas, tendo em destaque a participação nos lucros, ao tempo em que seja estimulada a criação de cooperativas que comercializem seus produtos com o poder público principalmente.

Que os apoios, governamentais, como o Bolsa Família, tenham a contra partida, com os beneficiários prestando serviços básicos em suas comunidades, para fugir da ociosidade, inclusive se capacitando na área do ensino profissionalizante e que na área do lazer e do desporto as comunidades sejam apoiadas diretamente tendo em destaque o desporto olímpico e as atividades amadoristas.

JP – Quais as alianças que o partido do senhor vai buscar?Cel.

Riod – A decisão cabe ao partido com a participação de todos seus integrantes, dentro do melhor espírito democrático, uma prática histórica do nosso PTB, ocorre, que até que sejam formadas as alianças muita água há de correr debaixo da ponte.

Muitos candidatos poderão reformular seus projetos políticos, numa ampla movimentação em todo território nacional.

Nós do Maranhão, não dependemos apenas do quadro local.

Nosso partido é de âmbito nacional e tenho uma tradição histórica em tomar decisões legitimamente democráticas.

Não irá ao reboque de ninguém, mas precisa estabelecer seus limites, atuando com lucidez e segurança.

Com certeza comporemos com os melhores parceiros, tendo em vista os mais elevados interesses do nosso país e do nosso Estado.

Os nossos dirigentes, tendo à frente na área nacional o competente líder Roberto Jeferson, assim como a direção local o deputado Pedro Fernandes, têm trabalhado num lugar bem alto.

JP – Qual a avaliação do cenário político atual?Cel.

Riod – Muito tumultuado, em razão do fracasso daqueles que não tiveram competência no exercício do poder, além de demonstrarem forte dose de autossuficiência e vaidade.

A oposição está sem rumo e corre o risco de se decepcionar mais uma vez.

De qualquer forma, essa definição, depende de outros fatores, porque os que estão no Poder, não devem subestimar os adversários.

Eleição de disputa voto a voto, e quem se descuidar e deixar de alimentar as bases corre o risco de ser surpreendido.

A presença do presidente Lula no Maranhão deve ser vista com cautela, principalmente se ocupar vários palanques.

Ele pesa na balança até certo ponto, mas é preciso que na área local, as lideranças governistas se mostrem capazes de transmitir confiança ao eleitorado, principalmente em São Luís, Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Bacabal, Pedreiras e Santa Inês, não esquecendo a região da BR-316, onde modéstia a parte, possuo uma relativa liderança, a Baixada e o Litoral.

Também é preciso desde já que as lideranças se mostrem mesmos antes do início da campanha.

Candidato que se esconde gera desconfiança e com certeza perde voto.

JP – É possível disputar com outros candidatos do grupo Sarney?Cel.

Riod – Sim.

Ainda que respeite os outros candidatos tenho condições de chegar entre os primeiros, porque tenho competência e votos.

É obvio que estando no mesmo grupo terei grandes dificuldades para me sobrepor aos demais postulantes, todos com grande poder de fogo e muita experiência política, mas, isso não me amedronta, muito pelo contrário, me estimula e valoriza minha participação.

Espero até, que a minha candidatura em se confirmando não incomode ninguém.

Isso me dará tranqüilidade para tornar exitoso o meu projeto.

Importante é que eu confio em minhas possibilidades e meus amigos muito mais.

JP – O Maranhão está bem representado no Senado ou não?Cel.

Riod – De certa forma, sim.

Mas pode ser melhorada substancialmente.

Por isso sou candidato.

Afinal de contas, a representação senatorial precisa perder um pouco o seu elitismo e ganhar maior intensidade no meio das massas populares.

Não pode continuar a ser um mandato quase honorífico, fechado e não transparente.

Possuo importância e respeitabilidade o mandato de senador da República tem que ganhar amplitude e a grandeza que lhe é devida, para ver-se livre do achincalhe de meia dúzia de vigaristas, oportunistas, xiitas e anarquistas de plantão.

JP – Qual o tipo de campanha que o senhor pretende realizar?Cel.

Riod – No corpo a corpo, olhando olho no olho, sem medo de diálogo com o eleitor, e procurando auscultar os anseios do povo e absorver as boas contribuições que venham fortalecer o meu desempenho.

Quero inverter os papéis e atuar na campanha como se fosse candidato à vereança, que todos sabem é a mais difícil.

Ninguém espere de mim o linguajar rasteiro, daqueles que não possuindo mensagens elevadas, nada podem mostrar de palpável, enveredam pelos caminhos da agressão e do desrespeito.

Aliás, essa é a tática dos fracos e despreparados para iludir as massas.

Mas os tempos mudaram, e por onde passar encontrarei uma platéia dócil e respeitável para me ouvir.

Minha campanha será limpa e sem medo de contestações, porque fala a linguagem do povo com o qual tenho perfeita identificação.

JP – Qual o currículo do senhor?Cel.

Riod – Odontólogo, bacharel licenciado em Geografia e História, cel.

PMMA, ex-comandante da Polícia Militar, ex-diretor de Segurança Pública, ex-secretário chefe do Gabinete Militar do Governo do Estado, ex-deputado estadual, ex-prefeito de Santa Luzia do Paruá.

Como presidente da Caixa Beneficente dos Oficiais e Praças da Polícia Militar, teve o mérito da construção do Hospital Cel.

Riod.

Também participou da construção da obra do Clube dos Oficiais da PM.

E sob o seu comando foi ampliado todo o aquartelamento do Calhau.

JP – Algo mais a acrescentar?Cel.

Riod – Desejo que o pleito decorra no melhor clima possível de respeito aos ditames da Democracia, com o povo maranhense demonstrando um alto nível de conscientização, acertando na escolha de seus representantes.

Este, aliás, é o sentimento de todos os companheiros do partido sob a liderança dos deputados Pedro Fernandes e Manoel Ribeiro e com a chancela e apoio incondicional do presidente Nacional Roberto Jeferson.

Agência Trabalhista de Notícias com informações do Jornal Pequeno