PTB em peso compareceu ao jantar promovido pelo deputado Frank Aguiar

PTB Notícias 7/02/2007, 18:42


Foi movimentado o sarau no apartamento funcional do deputado federal Frank Aguiar (PTB-SP).

A bancada do PTB no Congresso Nacional compareceu em peso ao jantar promovido por Frank Aguiar, tendo sido lamentada apenas a ausência do senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), levado ao partido por Roberto Jefferson.

O presidente do PTB esteve no jantar com sua voz de barítono.

Juntos, ele, o “Nervo de Aço”, e Frank Aguiar, o jovem garoto da política, como se mostrou para os correligionários, deram uma canja de arrancar aplausos antes do capote com arroz, do capote frito e do carneiro ao molho de coco Don Cabrito.

Eleito por São Paulo, mas sem esquecer que comida boa é a piauiense.

Para agregar-se ainda mais ao que chama de “família PTB”, o estreante deputado ofereceu um jantar típico do sertão de sua origem.

A cozinha ficou sob a responsabilidade de Jesus Carvalho, proprietária do restaurante Longá, em Teresina.

A entrada, também com o cheiro e o gosto da terra: lingüiça caseira e paçoca com banana.

Circulava na bandeja dos garçons a tradicional cajuína, que despertou a curiosidade dos parlamentares e repórteres de além Piauí.

Queriam saber como era fabricada aquela bebida cristalina.

Do caju ou da castanha?Somente dois discursos foram permitidos.

O do anfitrião e o do presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson.

Frank Aguiar cantou “Ela só quer saber de namorar” e “Cajuína” (título corretos ficam para o caderno de cultura), e seu presidente caprichou a voz para “Nervos de Aço”, que marcou sua peleja com José Dirceu, ambos cassados por causa do afamado mensalão.

Coisa do passado.

Cantaram e depois deram seus recados.

Frank Aguiar agradeceu o apoio que vem recebendo da família PTB, reconheceu que ainda desconhece por demais a política partidária, mas chega a Câmara dos Deputados disposto a mostrar o seu valor, até porque antes era um “político sem cargo”, no palco e no contato direto com o povo que curte o seu forró.

“Sou imaturo, venho cheio de pureza e vontade de trabalhar”, abriu-se com um tanto de emoção e abraçado ao violão.

Aplausos para o mais novo filho do PTB.

Roberto Jefferson, orador como poucos, merece dois minutos de aspas: “Santo Agostinho sempre afirmou que quem canta, reza duas vezes.

É diferente você cantar e você falar.

Porque você reflete antes para falar depois.

Nem sempre o que se diz é dito com o coração.

A gente fala muitas vezes com a razão.

Cantando, não.

É como o amor.

É uma coisa direta.

Não há interferência.

Quando a gente fala com na razão e na lógica, elas se compõem de dogmas, de conceitos, de ética, de leis.

O que é a razão? É um concurso matemático.

O sentimento, quando se canta, não.

É uma coisa que brota do coração.

É a ligação direta com o sublime.

Quando você chega a um mandato popular, não trazido pela razão, pela retórica, mas pela emoção do que você transmite, e essa emoção está diretamente ligada a quem nos criou, você tem de volta a confiança do povo na emoção que você passa.

Nós é que vamos aprender com você.

Esses saraus que você fará na sua casa, vamos nos despir dos deputados que somos, dos políticos que somos, dos homens-razão que somos, para um pouco dessa emoção que nos aproxima, que nos irmana.

A música é puro amor.

Você é a pura vibração do amor.

Nós é que vamos auferir de você, usufruir a sua experiência, a sua vivência, o acúmulo das emoções, das coisas boas, esses momentos felizes que você hoje já nos proporcionou.

” Depois da canja musical e da retórica de Roberto Jefferson, a família PTB serviu-se do capote com arroz, do capote frito e do carneiro ao molho de coco Don Cabrito.

Para a sobremesa, Frank Aguiar reservou compota de manga rosa, doce de mamão com coco, rapadura e doce de limão.

Por Mauro Sampaio, coluna Brasília – DF do portal Acesse Piauí