PTB presta homenagem a Getúlio Vargas em São Borja

Felipe Menezes 25/08/2016, 12:04


Imagem Crédito: Neto Sousa/PTB Nacional

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1472144788601{margin-bottom: 0px !important;}”]O dia 24 de agosto de 1954 ficou marcado na história brasileira. Isso porque há 62 anos o ex-presidente da República Getúlio Vargas saiu da vida para entrar na história. O patrono do Partido Trabalhista Brasileiro suicidou-se com um tiro no peito, no Palácio do Catete, antiga sede do governo. No propósito de homenageá-lo e reverenciar a sua memória, líderes do PTB desembarcaram em São Borja (RS), terra dos presidentes e berço do trabalhismo, para visitar o mausoléu do maior estadista deste país, na intenção de cultivar as raízes, buscar inspiração para os anos seguintes e reafirmar as ideologias da legenda.

Participaram da solenidade o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson; o primeiro-secretário do partido, Norberto Martins; a presidente nacional da Juventude do PTB, Graciela Nienov; a vice-presidente nacional do PTB Mulher e diretora financeira da Fundação Ivete Vargas (FIV), Marli Iglesias; o diretor administrativo da FIV, Ivan Louzada; o vice-prefeito e presidente do PTB de São Borja, Jefferson Olea Homrich; os deputados estaduais Aloísio Classmann, Luís Augusto Lara e Marcelo Moraes; Viriato Vargas, sobrinho-neto de Getúlio, e demais lideranças do PTB gaúcho.

Em seu discurso, Roberto Jefferson destacou as conquistas sociais criadas pelo ex-presidente e que “ninguém se ombreou a Getúlio na construção de justiça ao trabalhador brasileiro”. “Tem uns que digam que ‘esse movimento nacionalista já ficou no passado’ e ‘o momento Vargas ficou no passado’. Ouvi isso do Fernando Henrique [Cardoso] e do Lula. E eles não foram e nunca serão maiores que Getúlio”, afirmou. “Bendito somos nós que tivemos como guia um homem da envergadura moral, da força de caráter, da força de atitude, da pujança das ideias como Getúlio Vargas.”

O presidente ressaltou que, desde a refundação, o PTB não foi capaz de construir um patrimônio político ou social à altura de Vargas e classificou o partido como os filhos que vivem da herança de seu criador. Roberto Jefferson ressaltou que Getúlio Vargas empenhou a própria vida para que suas teses permanecessem imortais. Ainda de acordo com o líder petebista, o gesto de Vargas imortalizou o seu pensamento, o seu sentimento, o seu ideal e a sua palavra.

“Nós estamos gastando nossa herança, nosso patrimônio recebido por ele. Mas ainda não fomos capazes de nos ombrear ao nosso patrono na construção dessa herança que faz com que gerações que sucedem Getúlio”, disse Jefferson, destacando ainda que Vargas é “o mais importante vulto do trabalhismo e criador da lei social mais fundamental, mais alicerçadora da independência da classe dos trabalhadores brasileiros”. Jefferson referiu-se à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Para nós basta coragem, a serenidade de assumirmos o discurso de nosso grande líder e criador. Que nós possamos empunhar firmemente esta bandeira e manter viva a memória daquele que foi o maior líder brasileiro e sua criação, o trabalhismo.”

O líder petebista comentou a respeito de o PTB ocupar o Ministério do Trabalho, pasta que já foi comandada por vários petebistas no passado – nos governos de Getúlio Vargas e de João Goulart. O deputado federal Ronaldo Nogueira (RS) é o titular da pasta desde o dia 12 de maio deste ano, quando Michel Temer assumiu a Presidência da República. Roberto Jefferson aproveitou a ocasião para reafirmar que o PTB não vai deixar mexer nos direitos do trabalhador.

“Nós temos acompanhado de perto esse momento onde se tenta desqualificar e desconstruir a CLT e a importância dela para o equilíbrio das relações do trabalho no país. Ninguém tem que mexer na CLT. Ela é perfeita e acabada. E quando o Ministério do Trabalho volta às mãos de um trabalhista é para ser aplicado na essência o que Getúlio quis fazer: a pacificação do capital e do trabalho; do empregador-trabalhador e do trabalhador que executa as suas tarefas”, ressaltou Roberto Jefferson. “O Getúlio não criou os sindicatos e a CLT porque era marxista, ele fez como uma anteparo a uma ideia que, na prática, usa o trabalhador como bandeira, mas no poder suprime da liberdade ao direito de trabalho”, disse.

Além da homenagem na Praça XV de Novembro, onde está localizado o mausoléu de Getúlio Vargas, a comitiva do PTB participou de sessão solene na Câmara Municipal e visitou o cemitério onde está o jazigo da família Vargas, de João Goulart e de Leonel Brizola. Ainda nesta quarta-feira (24), a comitiva foi ao Museu Getúlio Vargas, a casa onde viveu o líder-maior do PTB em São Borja.

Confira abaixo a galeria de fotos do encontro em São Borja.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][cq_vc_compareslider images=”2853,2854,2855,2856,2857,2858,2876,2859,2860,2861,2862,2863,2864,2865,2866,2867,2868,2885,2886,2887,2888,2889,2890,2891,2893,2895,2896,2898,2902,2903,2904″ transitionstyle=”false” autoslide=”0″][slidedesc][/slidedesc]
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