PTB visa reconquistar o auge obtido na região do Grande ABC, em SP

PTB Notícias 18/04/2011, 8:00


Com o comando de duas prefeituras do Grande ABC (José Auricchio Júnior, em São Caetano, e Aidan Ravin, em Santo André) e quatro vices (Frank Aguiar, em São Bernardo, Walter Figueira Júnior, em São Caetano, Dinah Zekcer, em Santo André, e Helenice Arruda, em Rio Grande da Serra), o PTB só perde em força política para o PT na região.

Apesar da condição favorável, o partido já contabilizou momentos potencialmente superiores.

Na eleição de 1992 elegeu três chefes do Executivo: Antônio José Dall”Annese, em São Caetano, Newton Brandão, em Santo André, e Walter Demarchi, em São Bernardo.

O grande desafio para a eleição de 2012, na concepção dos líderes da legenda, é manter o poder nas cidades já empossadas, além de correr por fora para conquistar, pelo menos, outro Paço.

O coordenador regional do PTB, Silvio Ravin, relatou que a prioridade no Grande ABC é participar da chapa majoritária nas sete cidades, de preferência com pleiteante a prefeito ou indicando pelo menos o vice.

Nesta toada, Auricchio, que não poderá concorrer no ano que vem, garantiu que a indicação do nome que encabeçará a chapa governista sairá do PTB.

“Esperamos fazer o prefeito aqui em São Caetano pelo PTB e tenho convicção de que teremos êxito.

” Silvio comentou que a sigla contém uma dúzia de nomes para suceder Auricchio, englobando “os cinco vereadores e alguns secretários”.

Em Santo André, Aidan disputará a reeleição e, segundo o presidente estadual do partido, Campos Machado, o diretório realizou pesquisa para detectar a musculatura eleitoral do petebista e se mostrou satisfeito com o resultado.

“Temos todas as condições possíveis e imagináveis de reeleger o Aidan.

“A situação atual dos vices, porém, encontra-se na corda bamba.

Nas quatro cidades, o posto tem sido cortejado por outras legendas.

Em Santo André, por exemplo, o nome de Nilson Bonome (PMDB) é um dos aventados para substituir a titular.

“Esperamos que o Aidan se reeleja mantendo a Dinah.

Santo André tem força emblemática.

Mantive meu vice com satisfação e ganhamos a eleição (de 2008) com 78% dos votos.

A Dinah conta com meu apoio antecipadamente”, defendeu Auricchio, que, apesar disso, em São Caetano, não garante chapa pura.

Outra expectativa ronda o posto de vice em São Bernardo.

“Acredito que o Luiz Marinho (PT) vai manter a dobradinha que deu certo.

Não há explicação para o Frank ser descartado como se fosse seringa.

Ficarei frustrado caso isso ocorra, pois a eleição vai ser difícil e ele tem forte apelo popular, que agrega à candidatura”, afirmou Campos.

Para garantir o crescimento eleitoral na região, o presidente estadual do PTB, Campos Machado, alega que trabalho está sendo realizado para criar a 4ª via política em São Paulo, atrás só de PSDB, PT e PMDB, com a formação de 28 secretários regionais, como ocorre no Grande ABC.

“Pela contagem inicial partidária, teremos 500 candidatos a prefeito e vice no Estado (645 cidades).

A intenção é vencer em 100 e fazer 1.

000 vereadores.

Para mim, não existe papo de apenas participação no governo.

Só pensando grande é que conseguiremos angariar força.

Não podemos ser figurantes”, defendeu.

Segundo o dirigente estadual, existem executivas que não cumprem com a determinação e, daqui para frente, esses diretórios que agem como “traidores” serão extintos.

“Houve cidade em que na última eleição (2010) não tivemos voto.

Temos que escolher nosso caminho, não importa se saímos derrotados, o importante é ficar do lado certo.

“Seguindo a linha de pensamento de compor chapas majoritárias nas sete cidades, Campos avalia que em Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra a intenção é, na pior das hipóteses, lançar vice.

“Posso até contrariar interesses, mas temos de ser locomotiva, agregando ao lado de aliados.

“O coordenador regional petebista, Silvio Ravin, disse que o partido anda a passos largos em Ribeirão Pires.

“Estamos bem próximos da sucessão do Clóvis Volpi (PV).

” Mesmo assim, com mais de 1.

000 filiados em Ribeirão, o presidente municipal, Antônio Muraki, lamentou que mais de 50% não estão na ativa.

“Estamos retomando os contatos com foco nas candidaturas para vereador e articulando campanha para cargo majoritário.

” No caso, o nome escolhido seria o do próprio Muraki.

Em Rio Grande, o partido acabou de sofrer baque com a desistência da vice Helenice Arruda, que iria concorrer ao Paço em 2012.

De acordo com o vereador João Batista Dias (PTB), o fato dificulta o aumento da bancada.

“O partido não está mal, mas conseguir candidatos fortes é algo complicado.

Se a Helenice saísse, com certeza faríamos dois vereadores.

Porém, agora, estamos buscando consenso.

” Agência Trabalhista de Notícias (LL) com informações do Portal Diário do Grande ABC