R. Jefferson comenta sobre desemprego e recuo de Obama na espionagem

PTB Notícias 18/01/2014, 13:25


Leia abaixo comentário de Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com), neste sábado (17/01/2014):Ouviu as mulheres O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um plano de governo para restringir os poderes da sua Agência de Segurança Nacional, e asseverou que o país não mais interceptará as comunicações de líderes mundiais aliados.

A comunidade internacional elogiou as medidas, mas Dilma ainda não se pronunciou, certamente porque Obama não se desculpou pelos erros cometidos.

Dilma talvez quisesse a rendição completa de Obama, mas já pode comemorar o fato de ter sido, junto com Angela Merkel, a responsável pelo recuo estratégico dos EUA.

Não é pouca coisa.

Perigo real e imediato Horas depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, fazer um longo discurso anunciando novas medidas de governo para evitar excessos dos seus serviços de inteligência, um atentado a bomba do resistente grupo Taleban, em Cabul, no Afeganistão, matou 21 pessoas em um restaurante, incluindo aí autoridades estrangeiras como representantes da ONU e do FMI.

O atentado praticamente corroborou o ponto do discurso de Obama em que ele justifica e defende a atuação da Agência de Segurança Nacional: “não podemos desarmar unilateralmente nossas agências de inteligência.

Todos reconhecem que temos inimigos reais e ameaças, e que a inteligência tem um papel vital no confronto com eles.

Nós não podemos impedir ataques terroristas ou ameaças cibernéticas sem alguma capacidade de penetrar na comunicação digital – seja para desvendar uma conspiração terrorista, para interceptar o malware que tem como alvo uma bolsa de valores, para certificar-se de sistemas de controle de tráfego aéreo não sejam comprometidos, ou para garantir que hackers não esvaziem contas bancárias.

Espera-se de nós a proteção do povo americano”.

Lamentável politização É impressionante a capacidade que a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, tem de dar bolas fora e se precipitar para politizar supostos crimes e apontar culpados entre os adversários do governo.

Agora, a ministra se apressou em soltar uma nota oficial se solidarizando com a família do jovem homossexual Kaíque Augusto dos Santos, encontrado morto pela Polícia Militar de São Paulo próximo a um viaduto.

A ministra foi rápida para condenar o que chamou de “brutal assassinato” do jovem, mas as investigações ainda não são conclusivas sobre o que causou a morte de Kaíque, e há a real possibilidade de ele ter cometido suicídio, o que torna leviana e irresponsável qualquer afirmativa neste momento.

Duvido que se o jovem tivesse sido encontrado debaixo de um viaduto em Porto Alegre, na terra do comissário, ela teria soltado uma nota, inclusive para dizer que colocou pessoas da Secretaria para acompanhar a evolução das investigações.

Mas como o caso aconteceu em São Paulo.

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Criatividade em alta O IBGE anunciou ontem os números da chamada PNAD Contínua sobre a situação do emprego no Brasil, e o resultado revelou uma taxa de desemprego maior do que a registrada pela pesquisa mensal feita pelo próprio órgão.

De acordo com esta nova metodologia (que engloba a verificação da situação dos trabalhadores em 3.

464 municípios, contra as seis metrópoles que são a referência para a outra pesquisa), a taxa de desocupação no Brasil é de 7,4%, contra os 5,9% registrados na outra modalidade de averiguação.

Segundo o IBGE, a PNAD Contínua progressivamente substituirá a Pesquisa Mensal de Emprego, mas não dá ainda para a oposição sair dizendo que o desemprego está em alta e coisas do gênero.

A aplicação de um novo índice de desemprego criativo não muda a noção geral de que o Brasil ainda vive um momento de pleno emprego.