Reforma da Previdência deveria ser discutida nas assembleias legislativas, diz Wilson Santiago

Agência Trabalhista de Notícias 2/08/2019, 8:12


Imagem Crédito: Felipe Menezes/PTB Nacional

A reforma da Previdência (PEC 6/19) deve ser votada em segundo turno pelo plenário da Câmara dos Deputados a partir da próxima terça-feira (6). Governadores já estão se mobilizando para resolver a questão da aposentadoria dos servidores públicos estaduais, que ficaram fora da proposta aprovada em primeiro turno. Uma das alternativas mais provável é a apresentação de uma proposta específica sobre a reforma previdenciária de estados e municípios, que deve tramitar de forma paralela à PEC 6/19.

Para o deputado Wilson Santiago (PTB-PB), o ideal seria que o assunto fosse discutido pelas assembleias legislativas, assim como pelas câmaras municipais. Porém, o parlamentar entende a situação dos governadores.

“Todos os estados estão com a Previdência deficitária. E os governadores, todos eles, com raríssimas exceções, defendem uma alteração, com a justificativa até simples: se nós estamos vivendo mais, no mínimo, tem que se aumentar pelo menos a idade para uma pessoa se aposentar. Você está vivendo mais tempo aposentado do que no exercício da sua própria atividade”, pondera.

Primeiro turno

O parlamentar lembra que, no primeiro turno, não houve consenso sobre a inclusão dos estados e municípios na proposta de reforma da Previdência. Portanto, a estratégia adotada pelos deputados foi retirá-los do texto.

“As lideranças dos partidos políticos, reunindo as suas respectivas bancadas, decidiram retirar estados e municípios, porque isso facilitaria a aprovação da PEC”, diz.

Atualmente, estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro já estão com mais aposentados e pensionistas do que servidores em plena atividade.

Com informações da assessoria da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados