Reforma política volta à pauta da Câmara nesta semana

PTB Notícias 18/06/2007, 8:49


O projeto de lei da reforma política continua a ser o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados nesta semana, cuja pauta volta a ficar trancada, desta vez por uma medida provisória de crédito extraordinário e dois projetos de lei sobre educação com urgência constitucional vencida.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, realiza na terça-feira (19) reunião com o Colégio de Líderes para tentar viabilizar a votação do projeto da reforma política.

Ele não descartou mudanças na proposta, como a inclusão da lista preordenada lista preordernada “flexível”.

A lista preordenada era o primeiro item acertado pelos líderes para votação, mas sofreu um revés na semana passada quando o Plenário decidiu continuar a discussão para não votar esse ponto da reforma.

A lista flexível permitiria aos eleitores escolher a ordem dos candidatos a deputado federal, estadual ou vereador, que seriam eleitos dentro de uma lista preordenada apresentada pelos partidos.

Em plenário o líder do Partido Trabalhista Brasileiro, deputado Jovair Arantes, disse que a bancada não fez compromisso quanto a votação do mérito da matéria.

O líder declarou ser favorável a lista, mas ressaltou que esta é uma posição pessoal.

Jovair afirmou que dentro da bancada só há consenso em relação à fidelidade partidária e por isso liberou os parlamentares em todas as votações que dizem respeito ao projeto da Reforma Política.

Leia abaixo a opinião de deputados petebistas sobre a questão da implantação da lista fechada:”Infelizmente a reforma política está em pauta.

O que deveria estar em pauta é a transparência do legislativo, do executivo e do judiciário.

A reforma política que está aí é um paliativo, que quer convencer o povo que tirar dinheiro da saúde, da educação para fazer campanha política é uma boa coisa e sabemos que não é”.

Deputado Pedro Fernandes (PTB-MA)”Sou contra a proposta de lista fechada.

Como o povo vai fazer para tirar um deputado da Câmara se um dia tiver vontade de fazer isso? Sendo o primeiro da lista gostando ou não de seu trabalho o eleitor terá que aturá-lo no legislativo.

Eu acho que a democracia acaba no exato momento em que for aprovada a lista.

O eleitor tem que ter a liberdade de escolha”.

Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS)”Sou contra a aprovação da lista fechada.

Considero esse modelo muito complicado.

O povo não está acostumado a esse método.

A cultura de nosso povo é votar no candidato.

Será que um candidato vai para as ruas fazer a propaganda política pedindo para votar no número de seu partido? Hoje o eleitor vota no candidato.

Ele tem o prazer de sair de casa para votar no candidato de sua preferência”.

Deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM)”Acho um absurdo o estabelecimento da lista fechada.

A questão do financiamento público de campanha, se tiver relação com a lista fechada também serei contra.

Dentre o que está sendo proposto sou favorável a fidelidade partidária,assim como a prorrogação de mandato.

Chegou a hora do Brasil deixar de promover eleições a cada dois anos.

A coincidência de datas acarretaria menos prejuízos ao País”.

Deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS)Agência Trabalhista de Notícias (com informações da Agência Câmara e do Informativo da Liderança do PTB na Câmara dos Deputados)