“Relatório da Polícia Federal tem o objetivo de atingir a imagem do PTB”

PTB Notícias 31/01/2008, 11:57


O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirmou nesta quinta-feira (31/01), em seu blog, que o relatório feito pela Polícia Federal sobre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem como objetivo atingir a imagem do PTB junto à opinião pública.

Para Jefferson, isso se deve ao fato de que a PF não produziu um inquérito criminal, mas conceitual.

“As pessoas citadas podem até ter tido a intenção de delinqüir, não posso afirmar, já que elas agiam em seu próprio nome, não do partido, mas, pelo que se depreende, nem sequer tentaram, muito menos consumaram o crime”, afirmou o presidente petebista.

Jefferson defendeu ainda Antônio Osório Batista: “É um técnico de alta qualificação, homem moderado e humilde que nunca enriqueceu na vida pública.

Na diretoria de Administração dos Correios, não fez e não deixou que fizessem negócios que rendessem benesses a quem quer que seja, tanto que seu apelido nos Correios era marcha a ré”.

Revista Veja – No último fim de semana, Roberto Jefferson divulgou uma nota condenando a matéria feita pela revista Veja sobre o mesmo relatório, já que o veículo jornalístico fez acusações, mas não deu direito de resposta aos acusados.

“É o velho ataque pelas costas.

Mas faz tempo que a revista rasgou o manual, pois se considera a dona da verdade, o Oráculo dos Deuses”, enfatizou.

Leia abaixo as notas na íntegra:Repúdio A novela montada pelo relatório da PF nos Correios tem como objetivo apenas atingir a imagem do PTB junto à opinião pública, já que ela não produziu um inquérito criminal, mas conceitual.

As pessoas citadas podem até ter tido a intenção de delinqüir, não posso afirmar, já que elas agiam em seu próprio nome, não do partido, mas, pelo que se depreende, nem sequer tentaram, muito menos consumaram o crime.

Insisto: o PTB não fez e não participou de esquema de corrupção nos Correios.

Repudio qualquer acusação nesse sentido.

Polícia políticaA Polícia Federal cumpre um triste papel neste momento de sua história, uma recriação do jeito petista de ser na oposição, pois age com leviandade e irresponsabilidade.

Hoje é polícia política, cumpre diretrizes partidárias do governo Lula.

Para isso, constrói um palavrório com suspeitas que acabam por virar acusações irrefutáveis na mídia.

Mas, na Justiça, a PF sabe que não conseguirá atingir o PTB.

A lei não pune intenções, mas crimes – que não existiram.

FeelingEmílio da Faria Braga, que, segundo a PF, seria o responsável por um documento que revelaria “de que forma o PTB teria orientado seus apadrinhados a trabalhar dentro da estatal”, nunca pertenceu ao quadro de funcionários do Partido Trabalhista Brasileiro, mas à Fundação Instituto Getúlio Vargas, que tem gestão financeira e administrativa independentes.

Observo ainda que, por mais de quatro anos, insisti para que ele fosse demitido dos quadros da Fundação, pois eu jamais acreditei ou confiei nele.

Melhor, jamais encomendei qualquer assessoria sua.

Deu no que deu.

Má-fé políticaO relatório da Polícia Federal é tão risível que, segundo a Folha, no caso da compra de furgões pela Fiat, conforme depoimento de Maurício Marinho, os veículos teriam sido adquiridos por R$ 34 mil, podendo ser comprados em Brasília, na época, por R$ 27,5 mil.

“Marinho afirmou que a propina seria de R$ 1.

000 para cada um dos cerca de mil veículos adquiridos.

A planilha de Godoy confirma o valor de propina de R$ 1 milhão associado ao nome da Fiat e a cifra de R$ 50 mil na coluna ‘agrem’, que segundo investigação significa agremiação, no caso o PTB.

“Então, esses funcionários levariam R$ 950 mil para eles e repassariam para a tal “agrem” R$ 50 mil? E a PF ainda diz que essa “agrem” é o PTB? Isso é leitura de má-fé.

Se funcionários dos Correios mantinham esquema, o PTB não tem nada a ver com isso.

Delegado trocadoPeço às pessoas que puderem, que leiam, com imparcialidade, as matérias da Folha e do Estadão que reproduzem o relatório da PF.

E tirem suas próprias conclusões.

Destaco que o delegado Luiz Flávio Zampronha, experiente na área criminal, foi afastado do caso e, para seu lugar, foi indicado um menino de 30 anos, que mal saiu dos cueiros, para escrever, a pedidos, essa sucessão de irresponsabilidades.

Marcha a réTestemunho em favor de Antônio Osório Batista.

Economista e funcionário de carreira do Ipea, é um técnico de alta qualificação, homem moderado e humilde que nunca enriqueceu na vida pública.

Na diretoria de Administração dos Correios, não fez e não deixou que fizessem negócios que ferissem o interese público, tanto que seu apelido nos Correios era marcha a ré.

Agência Trabalhista de Notícias