Roberto Jefferson Presidente

BIOGRAFIA

Roberto Jefferson Monteiro Francisco nasceu em 14 de junho de 1953 na cidade de Petrópolis (RJ). É pai de Cristiane, Fabiana e Roberto e avô de Cristian, Victor, Catarina, Arthur e Bernardo.

Concluiu seus estudos colegiais no Colégio Werneck, em Petrópolis, e posteriormente formou-se em Direito pela Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, tornando-se advogado criminalista, carreira que o projetou na mídia por sua atuação em mais de 140 júris populares.

Foi eleito seis vezes consecutivas deputado federal pelo PTB do Rio de Janeiro, a partir de 1982, sendo, até sua cassação, em setembro de 2005, o parlamentar mais antigo na bancada federal do PTB e exemplo de fidelidade partidária em todo o Congresso Nacional. A fidelidade partidária, aliás, é uma tradição familiar. Buzico, seu avô, foi fundador e vereador pelo PTB, mantendo-se sempre fiel à legenda. Já o professor Roberto Francisco, pai de Roberto Jefferson, também sempre integrou as fileiras do PTB.

Assumiu a presidência nacional do PTB em dezembro de 2003, com a morte do deputado José Carlos Martinez (PR), em outubro do mesmo ano. Foi também líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados por quase cinco anos ininterruptos.

No Congresso Nacional, na qualidade de advogado criminalista, Jefferson foi o autor do texto de duas importantes leis. A que define e pune os crimes hediondos e a que cria o Sinarm, sistema que regula o uso e o porte de armas.

Na Constituinte, foi coordenador de plenário e lutou pela permanência de conquistas sociais no texto constitucional, obtendo para o PTB a paternidade da maioria delas no que diz respeito ao direito dos trabalhadores.

Teve atuação destacada na Comissão de Seguridade Social, que presidiu duas vezes. Em seu primeiro mandato como presidente da comissão, nomeou o deputado Antônio Britto (RS) como relator da Lei dos Benefícios da Previdência e o também deputado Geraldo Alckmin (SP) como relator da Lei do Custeio. Juntos, obtiveram a regulamentação dos direitos previdenciários estabelecidos na Constituição. Anos mais tarde, Britto e Alckmin vieram a ser governadores de seus estados.

Durante sua gestão na Comissão de Seguridade Social foi aprovada a transformação do Hospital Sarah Kubitschek em fundação.

Durante o seu mandato de líder, o PTB experimentou uma grande mudança em sua trajetória. Apoiou com grande empenho a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, em 2002. O PTB acabou por integrar a base de apoio que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno, o que lhe valeu, entre outras coisas, a formação de uma expressiva bancada federal com mais de meia centena de deputados, a segunda bancada de apoio do governo federal.

Em abril de 2000, o deputado submeteu-se a uma operação de redução do estômago, fato que teve grande impacto em sua vida.

Mas foi em junho de 2005 que Roberto Jefferson surpreendeu o Brasil ao denunciar o maior esquema de corrupção que tem notícia na política brasileira – o mensalão. Depois de suas entrevistas ao jornal Folha de S.Paulo, o governo do PT não foi mais o mesmo. Amigos do peito do presidente Lula foram afastados do governo, como o ex-todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu. Petistas também foram afastados do partido, como seu presidente, José Genoíno, e o secretário-geral, Sílvio Pereira.

O ato de Jefferson levou a Câmara dos Deputados a cassar seu mandato, em 14 de setembro de 2005. Foram 313 votos a favor e 156 contra. Com isso, Jefferson perdeu seus direitos políticos por oito anos. A Casa registrou ainda 5 votos em branco, 13 abstenções e dois votos nulos. Ao todo, 489 deputados participaram da votação, que foi secreta.

Antes do início da votação, Jefferson fez um discurso duro contra o PT, o presidente Lula, com “farpas” para o relator de seu processo de cassação – Jairo Carneiro (PFL-BA) – e a mídia. “Tirei a roupa do rei. Mostrei ao Brasil quem são esses fariseus”, gritou Jefferson, ao final do discurso, em uma referência aos integrantes do PT envolvidos no escândalo do mensalão.

Jefferson estava licenciado da presidência do PTB desde 17 de junho de 2005, quando, depois de emocionado discurso, entregou o cargo ao vice-presidente da legenda, Flávio Martinez, irmão do ex-presidente José Carlos. O anúncio foi feito na reunião do Diretório Nacional, convocada pelo próprio Roberto Jefferson para deliberar sobre sua permanência no partido.

Os membros do diretório, que haviam aclamado, por unanimidade, a permanência de Roberto Jefferson na presidência do partido, foram surpreendidos pelo seu gesto. Em discurso, agradeceu o apoio e passou a bandeira do PTB para a família Martinez. “Se eu for ferido, esta bandeira também será ferida”, disse Jefferson na época.

Roberto Jefferson reassumiu o cargo de presidente do PTB no dia 26 de setembro de 2006, por meio de comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde então foi reeleito várias vezes para o cargo até se licenciar, em 2012, para tratamento de saúde.

Em fevereiro de 2014, Jefferson vai para o presídio Francisco Spargoli Rocha, em Niterói (RJ), para cumprir pena em regime fechado após ser condenado no processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos de reclusão.

Foi para o regime de prisão domiciliar com autorização judicial em maio de 2015, com licença para trabalhar durante o dia.

Finalmente, em abril de 2016, Roberto Jefferson foi indultado com base em decreto presidencial, e quitou sua dívida com a Justiça.

Foi reconduzido à presidência do partido em 14 de abril de 2016.

Além de político e advogado, Jefferson dedica-se à música e ao motociclismo.


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