Retrospectiva: “Romeu Tuma é uma grife para o PTB”, diz Campos Machado

PTB Notícias 12/01/2008, 10:23


Leia abaixo matéria e entrevista com o deputado estadual Campos Machado, publicada no jornal Diário do Grande ABC, de São Paulo:”Romeu Tuma é uma grife para o PTB”, afirma Campos MachadoFazer do PTB a principal força em termos de filiados do Estado de São Paulo.

Esse é o principal objetivo do presidente estadual da legenda, o deputado estadual Campos Machado.

Ele pretende alcançar a marca em janeiro.

“Esperamos ter cerca de 600 mil filiados.

Dessa forma, passaremos o PMDB”, prevê.

Para isso, tem buscado nomes de expressão nacional.

A última conquista comemorada por Campos é o senador Romeu Tuma, que deixou o DEM alegando falta de espaço.

“Ele nunca foi ouvido lá.

Agora quero que ele se sinta em casa dentro do PTB”, afirma o parlamentar, que garantiu a legenda para Tuma tentar mais um mandato em 2010.

Também critica duramente o DEM, que ameaça ir à Justiça para reaver o mandato do senador.

“O presidente do DEM, Rodrigo Maia, é um falastrão.

Não posso travar um debate com hipócritas.

Ele deveria trazer de volta os vereadores e os prefeitos do interior do Estado que tiraram do PTB.

” Campos assegurou que irá “até as últimas conseqüências” para manter Tuma no Senado.

“Não há hipótese de deixá-lo sozinho.

” Sobre a região, deixou claro que o PTB de São Bernardo não será vice nem de Otávio Manente (PPS) nem de Luiz Marinho (PT).

“Como posso pensar em vice se tenho dois pesos pesados no partido na cidade, como Frank Aguiar e Tito Costa?” DIÁRIO – O que significa para o partido a filiação do senador Romeu TumaCAMPOS MACHADO – Há tempos venho conversando com ele, que é uma figura nacional, e que tem essa grande marca de xerife.

Um homem sério, correto e conceituado.

O Romeu Tuma é uma grife para o PTB.

Além disso, o DEM já declarou que a próxima vaga para o Senado seria de Guilherme Afif Domingos (que perdeu para o petista Eduardo Suplicy em 2006) e o senador ficou desconfortável.

Disse que no PTB ele teria a vaga assegurada.

O Romeu Tuma será nosso candidato a senador em 2010.

DIÁRIO – Qual será o papel dele dentro do partido? CAMPOS – O Tuma será o presidente do PTB na cidade de São Paulo.

Também precisamos dele para nos ajudar nas eleições do próximo ano, já que disputaremos a prefeitura em quase 400 cidades do Estado.

Também faremos um trabalho nacional muito forte.

Tudo isso indica que estamos no caminho certo.

E ele se empolgou com nossa proposta.

Com ele veio também seu filho, o Robson Tuma (ex-deputado federal), que sairá a vereador na Capital.

Todo mundo o recebeu de braços abertos e agora passamos a ter 6 senadores.

A queixa é que ele nunca foi ouvido dentro do DEM.

Agora, quero que o senador se sinta em casa no PTB.

DIÁRIO – Ele já esteve na sede do partido? CAMPOS – No dia 29 vamos recepcioná-lo.

Será a primeira vez que ele irá na sede do PTB em São Paulo.

Virão senadores e outras lideranças.

Quero trazê-lo ao nosso partido de braços abertos.

DIÁRIO – O presidente do DEM, Rodrigo Maia, tem dito que vai reivindicar na Justiça a cadeira do Tuma.

Isso o preocupa? CAMPOS – Esse presidente é um falastrão e transita pela hipocrisia.

Ele deveria, em primeiro lugar, trazer de volta ao PTB os dois vereadores de São Paulo que o DEM levou, além de prefeitos que nos tiraram do interior do Estado.

Não posso travar um debate com hipócritas.

Seguramente, o STF (Supremo Tribunal Federal) vai decidir que essa orientação (de que os mandatos são dos partidos e não dos políticos) vai passar a ter vigência a partir da data do julgamento (último dia 16), que foi posterior a saída de Romeu Tuma.

Ele pratica terrorismo com os outros.

Como secretário-geral da executiva nacional, consegui que o partido não tomasse nenhuma posição referente aos cinco deputados federais que deixaram o PTB, porque as regras do jogo eram outras.

Não posso ser hipócrita.

Como posso trazer o senador Fernando Collor (que foi eleito pelo PRTB) e peço o mandato de quem saiu? Só que o presidente do DEM é hipócrita, quando busca no vizinho os defeitos que tem em casa.

Não me preocupo com isso.

DIÁRIO – Mas se o DEM resolver entrar realmente na Justiça? CAMPOS – Nós vamos até as últimas conseqüências para manter o mandato do senador Romeu Tuma.

Não há hipótese de deixá-lo sozinho.

DIÁRIO – O partido lança amanhã o PTB Afro-Descendente.

O que são essas alas internas criadas na legenda? CAMPOS – Já criamos o PTB Ambiental, da Inclusão Social, Inter-religioso, Sindical.

Teremos agora o Afro, até o final de novembro o do Aposentado, que terá como presidente Benedito Marcílio, o Jovem, o da Mulher e o do Esporte.

Dessa forma, nós aproximamos o partido da sociedade.

Para poder falar em nome do povo, precisa ter algum vínculo.

E o partido não tem de viver apenas de eleições, de dois em dois anos.

Tem de ser uma força viva, ser diferente e moderno.

Criei o PTB Móvel para dar orientações aos presidentes municipais.

Compramos um carro e contratamos dois advogados que vão dar apoio jurídico e administrativo.

DIÁRIO – Falando sobre o partido na região, o PTB de São Bernardo demonstra divergências, já que o Tito Costa disse que aceitaria ser vice do Otávio Manente e Frank Aguiar não esconde sua proximidade com Luiz Marinho.

Como o partido vai se portar nas eleições? CAMPOS – Não há hoje a hipótese de o PTB ser vice em São Bernardo.

Temos dois grandes nomes na cidade, que são o do ex-prefeito Tito Costa e o do deputado federal Frank Aguiar.

Como posso pensar em vice com dois pesos pesados no partido? Ainda não desisti da idéia de que o Frank Aguiar seja o candidato, embora ele sempre negue.

Na ordem de preferência, estão o Frank e o Tito.

O Frank é um homem popular que tem todas as condições de ser prefeito.

E do outro lado temos um jurista, um ex-prefeito.

Os dois aparecem muito bem nas pesquisas informais que temos feito.

DIÁRIO – Então essa possibilidade de estar como vice-prefeito em uma das chapas está descartada? CAMPOS – Pela minha vontade, não saíremos a vice.

Lançaremos candidatura própria no município.

Só saíriamos a vice em um último caso.

Mas insisto que temos quadros importantes no PTB.

Pelas suas trajetórias na política, o Frank Aguiar e o Tito Costa não nasceram para ser vice-prefeito.

DIÁRIO – E nas demais cidades do Grande ABC? CAMPOS – Em Santo André, o vereador Aidan Ravin, pré-candidato a prefeito, tem aparecido bem nas pesquisas e pode surpreender.

Outra surpresa agradável é a vereadora Marion Magali de Oliveira, em Diadema.

Tenho conversado com ela para que dispute a Prefeitura, mas ela já me disse que sua preferência é pela disputa à reeleição para a Câmara.

Mesmo assim, ainda vou tentar convencê-la.

Em Ribeirão Pires estamos trabalhando para fazer uma aliança com o prefeito Clóvis Volpi (PV), que disputa a reeleição.

Somos vice em Rio Grande da Serra.

Estamos ainda definindo a situação de Mauá.

No dia 26 faremos um evento na cidade, na Câmara, para realizar um grande ato de filiação.

Teremos um ótimo desempenho nas cidades do Grande ABC.