RJ comenta em seu blog sobre lua-de-mel entre PMDB e governo Dilma

PTB Notícias 16/09/2011, 12:30


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) nesta sexta (16/09/2011): Amor em alta Um dia depois de confirmar Gastão Vieira no Turismo, Dilma foi a estrela do fórum do PMDB, expondo o atual clima de lua de mel entre o governo e o principal partido da coalizão (fora o PT).

Dilma foi recebida com festa, e retribuiu com elogios, destacando a lealdade e o compromisso dos peemedebistas com sua gestão.

O casamento entre o Planalto e o PMDB vive seus melhores dias, e se faz pouco dormiam no sofá, agora não só estão instaladíssimos na cama, como tomando champagne gelada (mas, claro, de olho no Ricardão petista escondido no armário).

Aluna nota 10À vontade no encontro do PMDB, ontem, Dilma foi ovacionada.

Impressiona como a presidente vem refinando rapidamente o trato político, usando a palavra e os gestos com correção.

E as mulheres, quando aprendem a fazer algo, sai da frente: esbanjam perícia, pois são desprovidas dos vícios que nós, homens, carregamos.

O instrutor de Dilma, observem, vem sendo a opinião pública, não a classe política, que precisa de uma reciclagem.

Se continuar assim, é Dilma em 2014, e ninguém tasca.

Só precisa convencer as viúvas do ex-presidente Lula.

E o próprio.

Sem a caneta, o vento não sopra nas costasO ex-presidente Lula tem encontro hoje com dirigentes do PDT, PSB e PCdoB para tratar da reforma política.

Mais especificamente das propostas do PT de criar o financiamento de campanhas (com dinheiro público, privado, de estatais, do cidadão e de quem mais puder) e o voto em lista.

O ex-presidente está querendo se agarrar a essa bandeira para se manter no noticiário, mas sua ação vem sendo esvaziada pelo silêncio do Palácio do Planalto.

O governo não dá um pio sobre a reforma, muito menos sobre a criação do “fundo” de campanha, que incluiria recursos de empresas estatais, deixando a missão para o Congresso (no que faz muito bem).

Como no Brasil o pensamento reinante é o de que “manda quem tem a caneta e obedece quem tem juízo”, os líderes que hoje conversam com Lula na verdade querem mesmo é garantir a presença e o carisma do ex-presidente nos palanques de 2012, já que, na hora de votar as propostas da reforma, a opinião de Lula, diante da posição do Palácio do Planalto, valerá tanto quanto a do pipoqueiro da esquina (com todo respeito aos pipoqueiros, claro).

Dá pra começar a animarA partir de hoje, faltam mil dias para o início dos jogos para a Copa do Mundo de 2014.

De uma hora para outra as obras nos estádios avançaram, e pelo menos nesse quesito parece que não passaremos vergonha, apesar de sabermos que algumas instalações só estarão definitivamente prontas às vésperas da competição.

A grande interrogação continua sendo os aeroportos e as obras de mobilidade urbana.

Sobre os aeroportos, a solução será investir em puxadinhos e soluções alternativas, já que as obras de ampliação previstas para algumas capitais não serão concluídas a tempo.

Já as intervenções para melhorar a condição de transportes nas sedes da competição não estão sendo tocadas, e tudo vai se dar na base do improviso.

Mas assim é o nosso país.

Somos craques na arte de improvisar, portanto, começo a acreditar que organizaremos um bom mundial de futebol, a despeito de todas as dificuldades logísticas e operacionais.

Assim seja.

Eterno enquanto dure (1)Elogios à parte, o PMDB emite importantes sinais para o governo.

No fim do fórum, depois de discursos elogiosos não só de Dilma, mas também de caciques do partido, o presidente Valdir Raupp deixou escapar para a imprensa que o casamento com o PT não é eterno.

Para Raupp, “a eleição de 2014 está um pouco longe”, mas, de qualquer forma, o PMDB deve estar preparado para lançar um nome próprio.

As eleições de 2012, por sua vez, já aparecem na esquina, e não terão no PMDB as mesmas restrições de alianças que o PT impôs.

A provar que 2014, na verdade, não está tão longe assim, está todo mundo querendo o maior número de vitórias no ano que vem.

Eterno enquanto dure (2)Outro recado que deve pegar o PT no pulo veio na polêmica sobre a imprensa.

O partido de Lula e Dilma aprovou em seu Congresso, há apenas duas semanas, o apoio a desconhecidos meios de controle da imprensa, que sob Lula se chamava “controle social da mídia”.

Já o PMDB escolheu a questão para dar sua cutucada, defendendo a garantia à liberdade de imprensa.

Se o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, está certo ao dizer que o partido e o governo ainda estão “em lua de mel?, dá para dizer que os peemedebistas estão levando o contrato pré-nupcial para a cama.

Para além dos discursosApesar da lua de mel anunciada por Henrique Eduardo Alves, ontem Gastão Vieira deu sua primeira entrevista como ministro do Turismo e aproveitou para responder ao líder do PMDB.

O novo ministro anunciou que, ao contrário do que disse Alves, ele não é genérico, não.

Os discursos foram todos providenciais, considerando que não para de cair ministro, mas Dilma terá de rebolar para agradar todos os PMDBs, o do Senado, o da Câmara, o do Sarney, o do Alves etc.

e tal.

Plantão 24 horasUm dia depois de virar ministro do Turismo, Gastão Vieira já tem que se explicar.

Os jornais contam que, logo após eleito, Vieira priorizou em suas emendas pequenas cidades maranhenses onde foi mais bem votado.

As emendas foram para infraestrutura turística, mas as cidades, além dos votos para o novo ministro, não têm muita coisa de turismo.

Gastão está gastando.

Escola mudaAs manchetes dizem que “reitor da PUC-SP suspende aulas para evitar ‘festa da maconha'” (“Folha de S.

Paulo”).

As notícias explicam que estava marcado para hoje, na PUC, o “1º Festival da Cultura Canábica” para defender a legalização da maconha, anunciado com o alerta de que não deveriam ser levadas drogas.

Manchetes e notícias não combinam e deixam completamente dissonantes o discurso do reitor Dirceu de Mello.

Para ele, as festas de sexta-feira na universidade tomaram “proporções inadmissíveis” não só por causa do barulho, mas pelo “não dissimulado uso de bebidas alcoólicas e entorpecentes, afora outras condutas reprováveis”.

A festa e a liberdade de expressão na universidade viraram ainda caso de polícia, pois será aberto um inquérito.

Que universidade é essa, que não pode discutir, debater e questionar?