RJ diz que Chalita é o plano B de Lula na disputa para Prefeitura de SP

PTB Notícias 28/03/2012, 12:29


Leia os comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog (www.

blogdojefferson.

com) nesta terça-feira (28/3/2012)Sem Lula, não tem Haddad Desanimado com a estagnação do petista Fernando Haddad nas pesquisas, surgem rumores de que o ex-presidente Lula trabalha com um plano B, no qual mataria dois coelhos com uma só cajadada.

Faria uma composição em São Paulo apoiando o nome de Gabriel Chalita na cabeça de chapa, o que também ajudaria a superar as divergências com o PMDB surgidas no Congresso.

Se a articulação prosperar, PT e PMDB se tornariam os partidos mais fortalecidos para 2014.

E o tucano Geraldo Alckmin lutaria com muita dificuldade para se reeleger.

Segura essa, Eduardo Campos.

Cada qual no seu lugar Foi preciso Dilma viajar, a ministra Ideli dar um tempo e Marco Maia enfim assumir as rédeas das negociações para a Câmara quebrar o gelo que paralisava a Casa.

Maia conduziu as articulações com os líderes, inclusive ruralistas, para garantir uma agenda de votações na qual a Lei Geral da Copa é prioridade, seguida do Código Florestal (este, depois da Páscoa).

É a ordem natural das coisas: o Executivo governa, o Legislativo legisla e fiscaliza o Executivo e o Judiciário julga, impondo a lei.

É preciso resgatar o sentimento republicano, dar um basta à bagunça institucional.

Assim, vai Se o acordo vingar, na próxima crise o Congresso vai pedir à presidente Dilma que viaje levando na bagagem Ideli e Gleisi.

Passo importante Ontem foi instalada a primeira comissão especial mista de deputados e senadores para avaliar a constitucionalidade de uma medida provisória após determinação do STF (no caso, a de Nº 562, que destina recursos do Fundeb para instituições comunitárias que atuam na educação rural).

A comissão terá 15 dias para emitir parecer pela admissibilidade ou não da MP, mas ainda pairam dúvidas a respeito do alcance da resolução do Supremo.

O presidente do Senado, José Sarney, pretende questionar os ministros do STF sobre questões como prazos e trancamento de pauta de MPs.

Dúvidas à parte, a comissão elegeu presidente, vice e relator, dando início a uma nova rotina que, aliás, era prática usual do Congresso há uns 10 anos.

Com o tempo, os parlamentares deixaram de comparecer à comissão, e ela, de ser instalada.

Mas a exigência está lá, na Constituição, e portanto o rito precisa ser respeitado.

Cadê a PEC das MPs? A instalação da comissão especial para analisar a admissibilidade das MPs trouxe de volta ao centro do debate a necessidade dar celeridade à apreciação da PEC 11/2011, de autoria do senador José Sarney e relatada por Aécio Neves, que estabelece novo rito de tramitação para as medidas.

A proposta extingue inclusive a comissão especial mista, transferindo às Comissões de Constituição e Justiça de cada Casa a prerrogativa de analisar a admissibilidade das medidas, em prazo preestabelecido e improrrogável.

A PEC está parada na CCJ da Câmara há mais de sete meses, aguardando que o relator, Ricardo Berzoini (PT-SP), dê seu parecer.

É preciso pressão de líderes e dos presidentes da Câmara e Senado pela aprovação desta PEC.

Não há regime presidencialista que adote um instrumento tão forte como as medidas provisórias para impor posições e propostas do Executivo sobre o Legislativo.

As MPs submetem o Legislativo a uma situação de humilhação, transformando o Congresso em almoxarifado do Palácio do Planalto.

Agências na berlinda Parece ser mesmo época de mudanças no Congresso.

Ocasionalmente, o Tribunal de Contas da União envia relatórios à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado com avaliações de órgãos públicos.

A praxe vinha sendo a de receber o relatório e enviá-lo ao arquivo, sem que houvesse análise das recomendações do Tribunal.

Pois ontem, os senadores da CAE mudaram de prática.

Além de não arquivar o relatório, desta vez sobre agências reguladoras, decidiram realizar audiências para pedir explicações acerca dos problemas detectados pelos técnicos do TCU.

Segundo o documento, é grave a situação operacional nas principais agências, com excesso de funcionários em postos pouco produtivos e carência de outros nas áreas em que é preciso fiscalização.

Em resumo, o relatório do TCU revela o que todo mundo já sabe: as agências reguladoras se tornaram cabides de emprego, com interesses difusos, perdendo o poder de fogo para executar sua missão.

Que os senadores mergulhem fundo nas recomendações do TCU.

É o que a sociedade espera daquela Casa.

Virando a página Com o inquérito remetido ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República e, por consequência, Demóstenes Torres fora da liderança do DEM no Senado, devem rapidamente morrer as ameaças petistas contra Roberto Gurgel.

No fim, vamos ficar sem saber as verdadeiras razões que levaram o procurador a engavetar por anos as denúncias que recebeu – se antes era o desenrolar da Operação Monte Carlo em primeira instância, agora é a burocracia em torno do Guardião.

Cutucar onça, ainda vai, mas com vara curta, não.

Nem tudo que brilha é ouro (1) O informativo jurídico “Migalhas” trouxe ontem um caso interessante, para dizer o mínimo, ocorrido na cidade de Franca, em São Paulo.

Conta que o promotor e o jornal da cidade receberam uma correspondência anônima acusando um magistrado de nepotismo e outras irregularidades.

O jornal mandou a carta às favas, pois não havia qualquer lastro na notícia apócrifa; já o promotor.

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este iniciou uma investigação e mandou-a para o juiz, que então abriu sindicância.

Por sorte, apesar de primeiro ter sido levado pela empolgação da missiva, o juiz acabou percebendo também que nada havia ali e resolveu apurar de onde ela tinha vindo.

De posse das câmeras de segurança do correio da cidade, quem estava ali, no mesmo dia, no mesmo guichê? O próprio promotor, conhecido na cidade por ser useiro e vezeiro de manchetes e holofotes.

O promotor nega a autoria da cartinha sem amor.

Nem tudo que brilha é ouro (2) Vê-se que todo cuidado é pouco nessa mania de dar ares de paixão a cartinhas que nem sequer têm remetente.

Afinal, tem muito caso por aí nos quais, ao invés de bater às portas dos correios, os magistrados batem à porta do Guardião.