Roberto fala sobre efeitos de propagandas dos principais candidatos a 2014

PTB Notícias 3/06/2013, 17:43


Leia abaixo os comentários do líder Roberto Jefferson, publicados nesta segunda-feira (3/6/2013) em seu blog ( (http://www.

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Quem venceu na telinha? Em pouco mais de um mês, os três principais postulantes à presidência em 2014 – Dilma, Aécio e Eduardo Campos – estrelaram os programas de rádio e TV dos seus partidos.

Campos em 25 de abril, Dilma, ao lado de Lula, em nove de maio, e o tucano Aécio em 30 de maio.

Está na hora dos institutos de pesquisa colocarem as equipes na rua para conferir o sentimento que os pré-candidatos transmitiram à população.

As sondagens vão dizer se Dilma continua impávida, quem ficou na mesma, quem cresceu, caindo no gosto do povão, ou se tudo continua na mesma.

Discutindo a relação A presidente Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer, se reúnem nesta terça com os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

No cardápio, os problemas enfrentados pelo governo com a base aliada e as dificuldades no relacionamento com o PMDB.

Existe hoje uma clara divisão entre o PMDB da Câmara e o do Senado, o que leva deputados e senadores a não falarem a mesma língua na hora de apoiar as demandas do governo.

Para uma boa pajelança, Dilma tem que oferecer o cachimbo para pajés, caciques, índios guerreiros e até curumins.

Apesar do acerto com o PMDB ser fundamental para garantir vitórias no Congresso e palanques fortes nos estados com vistas à reeleição, não basta agradar o maior partido da base apenas.

E os outros, Dilma vai ouvi-los?Efeitos imediatos Os primeiros resultados das conversas entre Dilma e os caciques do PMDB poderão ser sentidos logo.

Há três medidas provisórias que estão próximas do vencimento do prazo de validade.

A 606, que, entre outros assuntos, autoriza financiamento do BNDES para obras em rodovias e ferrovias, está pronta para ir a voto no Plenário da Câmara (vence no dia 18 próximo).

Já a 608, que vence no dia 19, e implementa as regras de Basileia 3 no Sistema Financeiro Nacional, terá reunião amanhã na comissão mista especial para apresentação e votação do relatório.

E a 609, que desonera produtos da cesta básica e vence dia cinco de julho, é a mais sensível para o Palácio do Planalto, pois nela serão embutidos os artigos que garantem os descontos na energia elétrica previstos na MP 605, que não foi votada e perde a validade hoje.

A comissão especial mista que analisa esta medida tem reunião marcada para amanhã à tarde.

O oráculo do poder O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, foi um dos principais defensores, da reunião do Copom na semana passada, do aumento de meio ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Para ele, a reunião era o momento ideal para mostrar que ele estava “falando sério” quando disse que não iria vacilar no combate à inflação.

E os primeiros indicadores pós-Copom mostram o acerto da decisão.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas, divulgado hoje, desacelerou de 0,52% em abril para 0,32% na quarta quadrissemana de maio.

O indicador também registrou desaceleração na comparação com a terceira quadrissemana de maio (0,40%).

Com o resultado, o IPC-S acumula ganho de 5,96% nos últimos 12 meses, ante 6,17% em abril.

Se conseguir domar o dragão, Tombini, atual oráculo do mercado, vai se transformar no homem forte da Esplanada.

Te cuida, Arno Augustin!Mercado agitado Boletim Focus, do Banco Central, divulgado hoje, revelou, como se esperava, que o PIB de 0,6% no primeiro trimestre impactou negativamente as perspectivas da economia brasileira.

A previsão do PIB em 2013, por exemplo, recuou para 2,7%; em 2014, para 3,4%.

Há um mês, as projeções eram, respectivamente, de 3% e 3,5%.

Quanto à inflação, porém, prevê-se arrefecimento na escalada de preços, que deve recuar de 5,81% para 5,80%.

Primeiro levantamento junto ao mercado após o Copom acelerar o ritmo de alta dos juros, os economistas consultados elevaram a previsão para a Selic de 8,25% para 8,50% até dezembro de 2013.

A taxa está hoje em 8% ao ano.

Os números não são bons, mas longe de desesperadores.

Prometendo emoções O Conselho Nacional de Justiça se prepara para mais uma reunião na qual haverá muito espaço para frases de efeito e muita briga entre seu presidente, o ministro Joaquim Barbosa, e a magistratura nacional.

Briga que já está se tornando velha conhecida.

O tema da próxima reunião será o pagamento retroativo do auxilio-alimentação aos juízes de oito estados, em uma fatura de R$ 100 milhões.

A reunião deveria ser administrativa, mas o clima tenso entre Barbosa e as entidades de classe traz a futura reunião para as manchetes.

Olhos voltados mais uma vez para o CNJ.

Dois coelhos Pelo menos o “Estadão” está de olho na possível nova confusão no CNJ, trazendo matéria sobre a futura reunião e explicando um pouco o tal auxilio-alimentação pago aos juízes.

Conta o jornal que o benefício foi reconhecido em 2010, quando o CNJ era presidido pelo ex-ministro Cezar Peluso, porque já era pago aos membros do Ministério Público e a Constituição garante que os magistrados recebam os mesmos benefícios que os promotores e procuradores.

O problema é que alguns tribunais passaram a pagar o benefício de forma retroativa.

A tal ação que garantiu o benefício (que hoje é contestado no STF pela OAB) foi assinada por ninguém menos que Luís Roberto Barroso, que então era advogado da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e hoje é o mais novo indicado para ocupar uma cadeira no STF.

Mais uma razão para ficar de olho e, principalmente, ouvidos bem abertos ao que será dito na reunião do CNJ, recentemente palco das desavenças do presidente do órgão.

Na torcida Para quem não se lembra, o CNJ foi o palco de comentários desairosos do ministro Joaquim Barbosa, que lançou pedras contra uma genérica e abstrata proximidade entre advogados e juízes, aumentando a temperatura da briga que ele vem acalentando com as associações de classe da magistratura.

Mas a torcida é para que a reunião do CNJ sobre o auxilio-alimentação corra sem maiores manchetes, a uma porque tais brigas arranham a liturgia do Judiciário inteiro, inclusive do próprio órgão, a duas porque o novo indicado ao STF, o advogado constitucionalista Luís Roberto Barroso, não só é unanimidade quando se fala de sua competência e conhecimento, mas também porque um advogado na Corte mais alta do País pode reequilibrá-la.

Pimenta servida E o Painel da “Folha” mostra que a pimenta para a próxima reunião do CNJ já está servida pela Câmara.

Conta a coluna que setores do Judiciário reagem, nos bastidores, ao anúncio de que o deputado André Vargas irá promulgar a criação de novos quatro tribunais federais, aprovada tanto no Senado como na Câmara.

Em resposta, Vargas mira o próprio Joaquim Barbosa, voz mais alta e estridente contra as votações do Congresso sobre os tribunais, afirmando que “o STF deveria se pronunciar em questões gerais, e ele se mete em tudo”.

O presidente do STF e do CNJ tem mais uma razão para chegar irritado à próxima reunião.