Roberto Jefferson afirma em seu blog que ministro do Turismo é bola da vez

PTB Notícias 20/08/2011, 11:50


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) neste sábado (20/08/2011):Na alça de mira Com a demissão de Wagner Rossi, a bola da vez passa a ser o ministro do Turismo, Pedro Novais.

O roteiro da queda de autoridades tem sido basicamente o mesmo: as denúncias pipocam na imprensa, funcionários de escalões inferiores são demitidos, o ministro vai ao Congresso e diz que nada sabia, o Palácio do Planalto solta nota em apoio ao chefe da pasta, o cerco se fecha com a imprensa divulgando mais informações até que a situação se torna insustentável.

Foi assim com Palocci, Nascimento e Rossi.

O paredão agora é ocupado por Pedro Novais.

Temporada continua abertaA situação do ministro Pedro Novais, que já estava complicada, deve piorar na próxima semana com as novas denúncias que aparecem na imprensa.

Uma delas, a que o jornal O Globo divulga, de uma ONG que não prestou qualquer serviço no setor turístico (e que atuava na área rural) mas que foi brindada com um contrato de R$ 8 milhões pelo Ministério do Turismo para qualificar milhares de cozinheiros, garçons, taxistas e outros profissionais do turismo no Nordeste.

Cerca de R$ 3 milhões do total do convênio foi liberado já na gestão de Novais, mas a tal ONG não matriculou um só aluno, e sequer definiu como ou quando realizará os tais cursos de qualificação.

A Folha de S.

Paulo também traz denúncias, como a de que uma emenda do próprio ministro liberou recursos para uma empresa-fantasma no Maranhão.

Já o jornal Correio Braziliense divulga informações sobre uma empresa que participou sozinha de uma licitação no ministério e ganhou um contrato de R$ 10 milhões.

A temporada de queda de ministros parece estar longe de acabar.

O povo é sábioA última pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta semana, se mostrou dados preocupantes para o governo atual, por outro lado deixou claro que a população está aprovando o desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff, e o levantamento deixou evidenciada uma separação entre a atuação de Dilma e os problemas de sua gestão.

Embora 45,4% dos entrevistados do CNT/Sensus considerem o atual governo pior do que o anterior, a avaliação do desempenho de Dilma ficou em patamar melhor do que o contabilizado por Lula em agosto de 2003, no início do primeiro mandato do ex-presidente.

A expectativa com o governo também segue bem avaliada, com 61% afirmando que a presidente vai fazer um bom governo.

Entre os entrevistados, 73,2% consideraram que a presidente tem capacidade administrativa e 69,6% reconheceram em Dilma habilidade política para gerir o país.

Em resumo, os brasileiros olham com maior preocupação os fatores conjunturais de emprego, renda e segurança, aprovam as medidas contra a corrupção, e dão um voto de confiança para Dilma tocar seu governo.

Ministério “fraquinho”Um dado interessante da pesquisa CNT/Sensus que não foi muito abordado pela imprensa nesta semana diz respeito às respostas dos entrevistados sobre o ministério do governo Dilma.

Em dezembro, quando o instituto fez sua última pesquisa, os nomes dos ministros estavam quase todos definidos e a população tinha uma expectativa razoável do desempenho do ministério: 45% haviam respondido que os ministros estavam na faixa de “ótimo” e “bom”.

Passados oito meses e várias crises depois, essa avaliação de “ótimo” e “bom” despencou para 24%, enquanto “regular”, “ruim” e “péssimo” saltou de 30% da última sondagem para 60% nessa atual.

Aos olhos dos brasileiros, os muitos indicados pelo presidente anterior são mesmo bem “fraquinhos”.

Resultado contundenteA pesquisa CNT/Sensus revelou um perfil mais conservador do brasileiro em relação a temas considerados polêmicos.

Entre 53,8% e 56,3% dos entrevistados reprovaram propostas como a união civil e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

Outros 86% se disseram favoráveis à redução da idade penal de 18 para 16 anos.

Já em relação ao tema da descriminalização das drogas, debate que tem se acentuado até mesmo depois que o ex-presidente Fernando Henrique passou a discuti-lo com maior profundidade, a pesquisa mostra uma posição contundente dos brasileiros: a maioria está atenta e acompanhando o assunto, e desses, 78,6% se posicionaram contra a descriminalização do uso de drogas.

Famílias em afliçãoNão é difícil entender porque um universo tão extenso é contra a descriminalização das drogas, conforme apurou o CNT/Sensus.

Pesquisa recente do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) revelou que 27.

6% da população na faixa dos 12 aos 25 anos consome algum tipo de droga, e um número ainda maior recorre às bebidas alcoólicas.

O problema das drogas aflige as famílias por conta do assédio que sofrem os mais jovens, que, em conseqüência, são as maiores vítimas da violência urbana no país.

Diante desse quadro, não poderia ser diferente o resultado da CNT/Sensus sobre a questão das drogas.

Recorde nada agradávelNesta semana, o Impostômetro, equipamento instalado no Centro de São Paulo pela Associação Comercial do estado, que mede o quanto os brasileiros já pagaram em impostos federais, estaduais e municipais, atingiu o total de R$ 900 bilhões.

Neste ano, a marca foi atingida 34 dias mais cedo do que em 2010, e daqui até o final do ano esse número ainda vai aumentar muito, já que mês a mês a Receita Federal anuncia novos recordes de arrecadação.

Neste ritmo, o Brasil ultrapassará fácil os R$ 1,27 trilhão do ano passado.

Para tristeza dos brasileiros, tanto dinheiro retirado do suor do seu trabalho não tem sido capaz de resolver problemas como a falta de uma educação decente para nossas crianças, a erradicação de doenças que atingem a população mais pobre, a execução de uma política de segurança pública que diminua a chaga da violência urbana, a expansão e modernização da infraestrutura do País, entre outros.