Roberto Jefferson afirma que momento indica prudência em relação a 2014

PTB Notícias 12/04/2013, 16:11


Leia abaixo comentários do Líder Roberto Jefferson, publicados em seu blog (www.

blogdojefferson.

com) nesta sexta-feira (12/4/2013):PrudênciaO colunista Ilimar Franco, de “O Globo”, tem razão.

Hoje há três correntes no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

O líder do partido no Senado, Gim Argello (DF), quer apoiar a presidente Dilma à reeleição; na Câmara, o também líder, Jovair Arantes (GO), prefere o tucano Aécio Neves; e o postulante à vaga de candidato ao governo de Pernambuco, senador Armando Monteiro, entende que o governador Eduardo Campos é o melhor candidato à presidência em 2014.

Como veem, o momento nos indica prudência e cautela para não criarmos uma crise interna.

Espada de São JorgeCapitão na novela “Salve Jorge”, Théo (Rodrigo Lombardi) fez filho em Morena (Nanda Costa), em Érica (Flávia Alessandra) e pregou fogo na vilã Lívia (Cláudia Raia).

Só falta ela ter engravidado.

Este Théo é o meu herói.

Debate extemporâneoComeçou a funcionar no Senado uma comissão temporária que busca soluções para o financiamento do sistema público de saúde.

E logo de cara os integrantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que reúne representantes de pacientes, profissionais, prestadores de serviço e governo, levantaram a lebre de que é preciso que o Congresso aprove a volta da CPMF para financiar o setor.

A comissão foi criada a pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), ex-ministro da Saúde entre 2003 e 2005.

Criar um novo imposto, justo em ano pré-eleitoral (no caso, contribuição, cuja arrecadação vai inteirinha para os cofres da União), é empreitada difícil, até porque o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a cobiçada lista de candidatos ao governo de São Paulo do ex-presidente Lula.

Além do mais, só o nome, CPMF, provoca arrepio.

Cabo de guerraA queda da atividade econômica divulgada pelo BC esta manhã vai esquentar a queda de braço entre aqueles que defendem o aumento dos juros como forma de frear a inflação, que em março ultrapassou o teto da meta, e os que consideram ultrapassado usá-los em detrimento do crescimento (como a presidente Dilma).

O problema é que os estímulos concedidos pelo governo como forma de aquecer a economia – desonerações, queda dos juros e das tarifas de energia, incentivos à inovação tecnológica da indústria local – não têm despertado o “espírito animal” dos empresários.

Segundo o IBGE, a produção industrial recuou 2,5% em fevereiro ante janeiro; nem o comércio se salva: as vendas no varejo registraram queda de 0,4% em fevereiro comparado a janeiro.

A estimativa do PIB pelos economistas também vem caindo: 3% este ano e 3,5% em 2014 (segundo relatório Focus, do BC).

Embora reconheça que, contra a inflação, até aumento dos juros é válido, desconfio que o buraco é mais embaixo.

O governo precisa reavaliar o modelo fortemente baseado no consumo.

Se o emprego e a renda começarem a cair então.

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a sirene vai disparar.

Outro no muro O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, esteve ontem em São Paulo e conseguiu duas manchetes.

Primeiro, defendeu que é preciso “repensar e discutir” o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ao ser questionado sobre o plano do governador Geraldo Alckmin de enviar projeto ao Congresso para aumentar o tempo de internação de adolescentes acusados de crimes graves.

Tema para lá de polêmico, é constantemente discutido e sempre traz muita mobilização para ambos os lados.

A posição dos tucanos, nós sabemos, mas a do ministro ainda não foi divulgada.

Republicana e pouco amigaAinda em São Paulo o ministro José Eduardo Cardozo foi questionado sobre se a Polícia Federal teria autonomia para investigar as acusações de Marcos Valério contra Lula – conforme requerido pelo Ministério Público Federal.

Cardozo afirmou que a PF é “republicana” e está apta a investigar qualquer cidadão, inclusive Lula.

O que não precisou ser dito, porém, é que a PF de São Paulo nunca foi muito amiga do PT.

Em campanhaPara um ministro de uma presidente que preza, e muito, a discrição, foi uma quinta-feira bem agitada.

É de se perguntar se Cardozo não está já em campanha.

Mais do que isso, é de se imaginar em qual a campanha que Cardozo está engajado, se para governador do Estado de São Paulo, já que andou vazando por aí que ele seria um dos nomes na lista de Lula, ou se para ministro do STF, seu grande alvo desde que assumiu o Ministério da Justiça.

Em tempo, mas fora de horaE por falar em sonhos com a cadeira do STF chama a atenção que essa nova indicação para a Corte, que está com um ministro a menos, é a que tem mais demorado a sair do Planalto.

Quando outras cadeiras vagaram Dilma foi rápida, ligeira e discreta.

Agora, apesar de ainda ser diferente de Lula no que diz respeito a vazamentos de possíveis nomes à imprensa para medir a reação, Dilma tem demorado e dado espaço para especulações.

E a demora (e especulações) só deve se agravar: de um lado, o processo do mensalão deve ter seu acórdão publicado e voltar para o topo das páginas de jornal; de outro, os ataques de Dirceu contra o ministro Luiz Fux fazem com que qualquer indicação fique fora de hora.

Pimenta no anguEm fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 0,52% na comparação com janeiro deste ano.

Divulgado na manhã de hoje, o índice representa o pior resultado registrado pelo BC para meses de fevereiro em relação a janeiro, na série histórica iniciada em 2003.

Mas o índice não traz só más notícias.

Segundo o BC, na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo mês de 2012, houve crescimento de 0,44%.

O resultado coloca mais pimenta na próxima reunião do Copom, marcada para a próxima 4ª.

Teatro em debateO tal do “mutirão contra corrupção”, organizado por promotores de Justiça na última terça-feira e que prendeu nada menos do que 92 pessoas, foi alvo de severas críticas dos delegados da Polícia Federal, escancarando um briga por poder.

Os delegados chamaram a operação de “cena teatral” e afirmaram que a execução foi “inadequada”.

Para eles, o MP não tem meios para realizar investigações e, por isso, é preciso aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 37, que retira dos promotores o poder de investigação, devolvendo à polícia e pondo fim a uma velha discussão.

É briga de cachorro grande, como a própria operação mostra.

Prova do despreparoNão é à toa que os delegados da Polícia Federal aproveitaram a tal “cena teatral” para defender a aprovação da PEC 37.

O próprio procurador-geral da República, Roberto Gurgel, classificou o “mutirão contra corrupção” como uma resposta à tentativa de aprovação do novo texto legal.

O plano era mostrar que o MP também tem participação no combate à corrupção.

Na verdade, mostrou-se que o que se tem feito é política, e não o trabalho da polícia e nem o trabalho do Ministério Público.

Mas levar 92 pessoas para a cadeia não é jeito certo de fazer política, pelo menos não em uma Democracia.

Fonte: Blog do Jefferson