Roberto Jefferson analisa a relação do Congresso com o Palácio do Planalto

PTB Notícias 10/07/2013, 15:32


Leia abaixo os comentários do líder petebista Roberto Jefferson, publicados nesta quarta-feira (10/7/2013) em seu blog (www.

blogdojefferson.

com).

Morde e assopra Ontem o Palácio do Planalto teve a mostra do que é ter o PMDB como maior aliado, e até mesmo fiador do governo.

Na Marcha dos Prefeitos, o presidente do Senado, Renan Calheiros, fez discurso oposicionista, jogando para o Executivo a culpa pela atual crise financeira dos municípios.

Já na Câmara, o presidente Henrique Alves atuou para esfriar os ânimos na votação do projeto do Orçamento Impositivo (proposta dele), negociando para que a matéria volte à pauta apenas em agosto.

Se Renan mordeu, Henrique assoprou.

E assim caminha a governabilidade.

Expectativa frustrada Dilma foi ao encontro dos prefeitos levar sua proposta para atender a uma das principais demandas da categoria, a do repasse de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dinheiro este que vai aliviar o caixa (cerca de 4.

041 municípios, 72,6% do total, estão negativados, não podendo receber repasses da União ou emendas parlamentares).

Dos R$ 6 bilhões pretendidos, Dilma prometeu liberar R$ 3 bilhões, metade, razão pela qual ouviu apupos e protestos que chegaram a atrapalhar seu discurso.

A presidente não se mostrou acuada e disse que, seja no plano federal ou estadual, ninguém faz milagres.

Foi um evento tenso.

“Tête-à-tête” Diz a “Folha de S.

Paulo” que Dilma e Lula se encontraram ontem em Brasília para conversar (não o faziam desde o dia 18 de junho, quando eclodiram as manifestações em protesto contra “tudo que está aí”).

Fiador da presidente junto ao PT, o ex-presidente terá muito a lhe dizer nesta semana em que a equipe econômica e a política sofrem um ataque especulativo, a base está dividida e as ruas se preparam para uma nova rodada de manifestações, desta vez com a participação das centrais sindicais (também rachadas na defesa do governo).

Se não é esperada uma reviravolta profunda na direção do governo após o “tête-à-tête”, aguarda-se uma inflexão quanto à necessidade de mover peças na Esplanada, com vistas a recuperar a credibilidade perdida, e mudança de postura da presidente na relação com a base aliada.

Vamos aguardar.

Matou, mas não enterrou A decisão dos líderes de enterrar o plebiscito sobre a reforma política que tivesse efeitos para as eleições de 2014 deixou mais confusa do que já era a discussão em torno da mudança na legislação eleitoral.

Ainda não é possível saber nem sequer se será aprovado um projeto para realização de plebiscito no ano que vem para valer no futuro.

A dúvida é se o Congresso retomará a votação da reforma política agora para aprovar mudanças na lei que depois sejam submetidas a um referendo ou se realiza o plebiscito no ano que vem para que somente depois sejam aprovadas mudanças que respeitem a vontade popular.

A reforma não chegou a voltar para a estaca zero, mas está ali na estaca um.

Desafio vencido? Os japoneses criaram uma teia de aranha artificial (os Qnomos) que o fio possui resistência à tração igual à do aço, mas é flexível como a borracha, informa o “Valor Econômico”.

Agora é saber qual a resistência que o fio apresentará quando for produzido em larga escala, bem como sua conservação, uma vez que toda matéria orgânica se rompe com o tempo, o que a empresa tentará resolver envolvendo-o numa resina.

“A seda de aranha há muito é o Santo Graal do biomimetismo” (uma teia com fios da espessura de um lápis seria capaz de parar um jato em pleno voo), ramo da ciência que utiliza os princípios de como as coisas funcionam na natureza para resolver problemas humanos.

Se passar no teste da produção em massa, o fio artificial poderá ser usado na criação de materiais cirúrgicos, autopeças, coletes à prova de balas (mais eleves e resistentes) etc.