Roberto Jefferson analisa expectativas do mercado com reeleição de Dilma

PTB Notícias 30/03/2013, 12:03


Leia abaixo comentários do Presidente Licenciado do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet neste sábado (30/03/2013):Chora, mercado.

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Diz o “Estadão” que o tripé “juros, energia e comida” será a âncora da reeleição de Dilma.

Seguindo o raciocínio, o governo prepara nova fornada de desonerações dentro da política de estimular o crescimento sem pressionar a inflação e deixar intocados os juros.

Agora é a vez da tesoura no PIS e Cofins sobre o óleo diesel, insumo essencial no transporte urbano e de carga.

Ao mesmo tempo, vai manter o IPI reduzido pra automóveis que venceria em 1º de abril.

Dilma nega, mas foi isso que o mercado leu nas entrelinhas do seu discurso.

E não estava errado.

A “janela” na janela O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), agendou para o dia nove próximo a votação do anteprojeto de reforma política relatado pelo petista Henrique Fontana.

O relator, contudo, está descontente com o rumo que tomou a discussão da reforma, uma vez que alguns partidos querem votar em primeiro lugar, para derrotar, o artigo que impede que parlamentares que trocam de partido levem o tempo de rádio e TV e o dinheiro do fundo partidário.

O PT alega que a “janela” é um estímulo à infidelidade partidária e à criação de partidos de aluguel.

Outras legendas defendem que a “janela” é democrática por permitir que parlamentares sem espaço em uma agremiação possam buscá-lo em outras.

Enfim, não é uma discussão fácil que cabe na camisa de força de uma data-limite, como quer o presidente da Câmara.

Reforma política ou petista? A verdade é que a reforma política opõe interesses, e diversos líderes partidários vêm manifestando a intenção de votar contra o anteprojeto do PT.

Os partidos não topam encenar o teatro da reforma apenas para realizar o desejo petista de aprovar o financiamento público e o voto em lista.

Outros temas, como a “janela” partidária, o fim das coligações e a suplência dos senadores também são considerados importantes.

De mais a mais, para valer em 2014, a reforma teria que ser aprovada pelo Congresso Nacional (Senado e Câmara) até o começo de outubro deste ano.

O tempo é apertado e, para piorar, o Parlamento hoje está voltado para a pauta que envolve dinheiro, a divisão do bolo da arrecadação tributária, matéria tão ou mais polêmica que a reforma política.

Pré-eleitoral, este é o ano do dindin.

Cereja no bolo Enquanto isso, o PT iniciou a coleta de assinaturas para dar sustentação ao projeto de lei de iniciativa popular pró-reforma política a ser enviado ao Congresso, informa a coluna Painel da “Folha” (o partido pretende colher cerca de 1,5 milhão de assinaturas até o fim do ano).

A pauta é samba de uma nota só: financiamento público de campanha e voto em lista; maior cota para mulheres na política com certeza foi agregada à proposta para sensibilizar as interessadas (que podem e devem participar), como cereja no bolo.

Como sugere a colunista Vera Magalhães, [Esperança é ] “Última.

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que morre”.