Roberto Jefferson comenta CPIs da Petrobras e das ONGs, Copom e 3º mandato

PTB Notícias 11/06/2009, 13:51


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) nesta quinta-feira (11/6):Pensando com a cabeça e o bolso Parece que a oposição está descobrindo tardiamente que a CPI da Petrobras não lhe renderá dividendos políticos e eleitorais, e já há uma corrente de senadores que prefere esquecer de vez esta comissão que está fadada a não avançar um milímetro sequer em suas investigações.

A forte reação da empresa, os protestos dos movimentos sociais e principalmente o medo de assistir ao fenômeno da evaporação de doações de campanha das empresas ligadas ao setor de combustíveis seriam os principais motivos para o recuo pragmático de tucanos e democratas.

Povão se lixa ou lê menos?Os parlamentares de oposição não estão errados em desistir da CPI da Petrobras.

As comissões parlamentares de inquérito foram desmoralizadas e não contam mais com respaldo nem atenção da opinião pública.

De acordo com a última pesquisa CNI/Ibope, os brasileiros se mostram mais preocupados com a violência e insegurança nas grandes cidades, com a crise mundial e o desemprego, além de medidas como redução de IPI para carros e eletrodomésticos e ampliação de programas populares como o Bolsa-Família e o Minha Casa Minha Vida.

Notícias sobre denúncias de corrupção ou desvio de verbas só foram lembradas por 1% dos entrevistados pelo Ibope.

Parece que o povão está se lixando para as CPIs.

O medo é do passado, não do futuroJá em relação à CPI das ONGs, os partidos de oposição pretendem continuar com sua estratégia de não devolver a relatoria ao governista Inácio Arruda.

Mesmo que a comissão seja inviabilizada pela ausência dos senadores da base aliada, a oposição teria o trunfo de poder vasculhar os documentos comprometedores que estão fechados nos porões da CPI, e que não eram abertos por conta do bloqueio imposto pelo relator do PCdoB.

Existem pilhas de papéis que comprovam a movimentação irregular de dinheiro público por ONGs ligadas ao Movimento dos Sem-Terra, além de históricos do Coaf sobre contas de dirigentes de entidades fictícias que assinam convênios com ministérios e órgãos públicos.

É esse arsenal de informações já coletadas que pode ir parar nas mãos do PSDB, e que tem assustado o Palácio do Planalto.

Os líderes prometem não descansar enquanto não impedirem os oposicionistas de terem acesso às caixas secretas da CPI das ONGs.

Ousadia, mesmo que tardiaA decisão do Copom de reduzir a Selic em 1 ponto, baixando a taxa para a faixa de um dígito, surpreendeu a todos e mostrou que os membros do comitê estão agindo para reverter rapidamente o grave erro de avaliação que cometeram no final do ano passado, ao manter intacta a taxa básica quando a crise mundial já atingia o Brasil com força.

Para a próxima reunião, entretanto, não se deve esperar novos cortes radicais como nos últimos meses, já que o próprio Copom soltou uma nota afirmando que “qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa”.

Será que gastaram toda a ousadia na reunião desta semana?Só falta derrubar o spreadApesar de merecerem o elogio pela coragem em derrubar a taxa oficial em mais de 4 pontos nos últimos cinco meses, os nossos juros ainda estão extremamente elevados na comparação com os demais países, e não só os ricos e industrializados.

É preciso ainda avançar em relação à diminuição do spread bancário, que mantém o dinheiro muito caro para o tomador de empréstimos, mesmo com as últimas reduções na Selic.

Nossas taxas e juros bancários continuam em níveis de países de terceiro mundo, e o Brasil ainda é um dos principais alvos do capital especulativo que entra e sai do País sem irrigar a atividade produtiva.

Mas já é um alento que as taxas oficiais enfim estejam caindo a um patamar digno de país que quer se ombrear às grandes potências mundiais.

A tese do sarroO deputado José Genoíno foi escolhido como relator, na Comissão de Constituição e Justiça, do projeto que permite ao presidente da República concorrer a um terceiro mandato consecutivo.

Genoíno é quem vai dizer qual é a verdadeira intenção do Palácio do Planalto sobre o projeto.

Se apresentar rapidamente um parecer pela inadmissibilidade da proposição, mostrará que realmente o presidente Lula e o PT apostam na candidatura de Dilma Rousseff.

Mas se Genoíno começar a demorar ou mesmo se resolver realizar consultas públicas sobre o tema, é sinal de que o governo pretende continuar apostando na mesma ambigüidade que o próprio presidente Lula demonstra ao tratar do assunto.

Será que é só para tirar sarro da cara dos tucanos?