Roberto Jefferson comenta denúncias da “Veja” contra ministro do Trabalho

PTB Notícias 6/11/2011, 11:22


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (06/11/2011):O próximo na fila Agora que o ministro dos Esportes caiu a “Veja” mira uma nova vítima.

Na edição desta semana vem com uma história cheia de entrevistados anônimos dizendo que o PDT mantém no Ministério do Trabalho o mesmo esquema com ONGs que derrubou o ministro do Esporte.

É uma coleção de diz-que-me-disse, sem prova nenhuma, que quer de novo repercutir na imprensa e pautar o governo.

Parece que a “Veja” quer fazer a Esplanada dos Ministérios sem ser eleita presidente.

Mais do que isso, acredita que pode.

Mão dupla E a mais nova edição de “Veja” faz balançar mais um ministro.

Pelo visto, a reforma ministerial sonhada e anunciada por Dilma está sendo adiantada pela imprensa – até dezembro, sabe-se lá quantos ministros sobrarão para ser reformados.

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É de se perguntar, então, se Dilma também tem um exército de fogo amigo vazando notícias para nossa estridente e pouco investigativa imprensa.

Fogo amigo que mira os ministros herdados de Lula e se aproveita das fraquezas de alguns de nossos meios de comunicação.

Pensando bem, deve haver, no governo, quem acredita que é mais fácil faxinar do que reformar.

Sem disfarce A matéria da “Veja” sobre o Ministério do Trabalho acaba em tom de ameaça.

Diz a revista que o ministro Carlos Lupi “está à frente do Trabalho há quatro anos e meio.

Não fosse pela intervenção do ex-presidente Lula, teria voltado para casa em 31 de dezembro de 2010, quando se encerrou o segundo mandato do líder petista.

Dilma o manteve.

Lupi até agora resistiu.

Até agora”.

Será que a revista realmente acha que virou assessora especial de Dilma para a escolha de ministros?Faxina torta As ameaças finais de “Veja” contra Lupi deixam entrever a tentativa de fazer uma faxina diferente e muito antidemocrática no governo.

Independente do fogo amigo, a revista, pelo jeito, anda aplicada em varrer da Esplanada o legado de Lula.

Muito pouco a ver com escândalo e corrupção e muito mais a ver com o fato de que a revista parece não conseguir engolir, até hoje, os oito anos de governo Lula e, principalmente, a popularidade e aprovação com a qual o ex-presidente deixou o governo.

Dilma, para a “Veja”, parece ser muito mais palatável e, vira e mexe, é alvo de elogios.

A revista anda por aí varrendo o poder soberano (e sagrado) do voto.

Alvo errado Dentro da matéria sobre o Ministério do Trabalho a “Veja” traz um aparte sobre o Ministério do Esporte para ligar o governador do Distrito Federal, o petista e ex-comunista Agnelo Queiroz, às ONGs e ao policial entrevistado João Dias Ferreira – dupla esta que deu à revista a queda de Orlando Silva.

Ferreira prometeu muitas provas e gravações, mas até agora só apareceu (vazada) uma conversa sua com Queiroz.

A revista, porém, não deixa escaparem ilesos os elogios de Dilma ao PC do B, que ficou com o Ministério mesmo depois do ataque.

Mais ainda, não faz uma mea culpa por ter errado o alvo.

Orlando caiu na reforma ministerial de “Veja”, mas as provas são hoje contra Queiroz.

O governado, é de se dizer, anda trôpego e tropeçando na polícia do DF, que teve sua cúpula varrida depois do vazamento da tal conversa com o PM.