Roberto Jefferson comenta disputas de poder na equipe de Dilma Rousseff

PTB Notícias 4/06/2010, 18:07


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jeferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

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com) nesta sexta-feira (04/6):Que “gerentona” é essa? Diz o “Estadão” que os bastidores da campanha de Dilma são marcados por disputas de poder, rede de intrigas e cotoveladas, tanto que Lula pediu ao ex-ministro Antonio Palocci que intervenha para proteger a petista.

A crise se agravou após a revelação de que uma nova leva de aloprados teria produzido dossiês contra Serra e família.

A divisão de comando é tamanha que Zé Dirceu teve de agir para conter os ânimos.

E pergunto: a “gerentona” do Lula não consegue controlar seu comitê eleitoral? Se eleita, quando houver crise, vai mandar chamar o Zé? Vamos ficar esperando Godot?Se Dilma Rousseff não é capaz de colocar ordem em seu próprio quintal, como conseguirá se impor perante o Congresso Nacional caso seja eleita presidente? O presidente Lula, com toda a popularidade e liderança que possui, não conseguiu aprovar reformas importantes para o País como a tributária e a política.

Se Dilma mostra desde já que não tem pulso para liderar seu próprio partido nem condições de aglutinar forças e apoios de outras agremiações, é de se imaginar como será seu governo caso o PT não conquiste uma bancada numerosa na Câmara e no Senado.

O País vai ficar parado quatro anos esperando Lula voltar?Pausa para reflexãoAs duas principais campanhas à presidência da República (PT e PSDB) enfrentam problemas, mesmo que de categorias distintas.

O responsável direto é o presidente Lula que, no auge de sua popularidade, antecipou o calendário eleitoral com o objetivo de expor aos eleitores o nome de sua candidata à sucessão, e radicalizou prematuramente os ânimos, por si só difíceis, já que seu nome não constará da cédula eleitoral, fato que se repete desde 1989 (a primeira eleição direta após o regime militar).

A disputa entre PT e PSDB, que tentam desesperadamente ou manter (caso dos petistas) ou recuperar (caso dos tucanos) o poder, mal começou, e promete muito.

Os contendores contam, porém, com um poderoso aliado: o tempo.

Entre o início pra valer da campanha, em julho, há o intervalo de um mês, com a realização da Copa do Mundo na África do Sul, para ajustar os ponteiros da campanha.

É culpa do aparelhamento.

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O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, criticou nesta quinta-feira as restrições que a legislação eleitoral impõe às campanhas de pré-candidatos à presidência da República.

Para Adams, a possibilidade de o eleitor brasileiro ter acesso a um debate franco e aberto sobre as propostas de campanha “não atenta contra a moralização da representação política”.

Pelo visto, Adams não se tocou que não é advogado-geral do PT ou do presidente Lula, mas da União, e que a instituição que ele dirige, de acordo com a Constituição, “tem natureza de Função Essencial à Justiça, não se vinculando, por isso, a nenhum dos três Poderes que representa”.

A AGU não deveria ser palco para se tentar justificar ou suavizar eventuais afrontas à legislação vigente no País, seja ela falha ou não.

Assino embaixoDo jornalista Augusto Nunes, em seu blog na Veja.

com:”Não existem brasileiros acima da lei.

Existem os cumpridores da lei e os fora-da-lei.

O presidente se incluiu acintosamente na segunda categoria e reduziu a contraventores aprendizes os governadores cassados.

É preciso detê-lo agora.

Ou o Judiciário enquadra Lula ou Lula desmoraliza o Judiciário.

Não existe uma terceira opção.