Roberto Jefferson comenta em seu blog sobre possíveis novas “faxinas”

PTB Notícias 31/07/2011, 10:58


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (31/07/2011):Os Ministérios do PAC Depois dos Transportes do PR o próximo alvo de eventual faxina pode ser as Cidades do PP.

A “Isto É” traz matéria dizendo que o tesoureiro do partido, Leodegar Tsicoski, também secretário da pasta, e outros executivos, liberam recursos para obras consideradas irregulares pelo TCU, supostamente favorecendo empreiteiras que contribuem para suas campanhas.

Em comum entre as duas pastas também o orçamento, bilionário, e o título de “carro-chefe” o PAC.

E ninguém esquece que Dilma é a mãe do empacado.

Daí que o PP corre o risco de ser faxinado.

O scriptMas há mais similaridades.

O PR foi herança de Lula, assim como o PP.

Ambos os partidos tem pouco mais de 40 votos na Câmara – número que já mostrou não ser suficiente para impedir uma faxina.

E ambos impuseram nomes à Dilma, que não escolheu livremente seus “técnicos” e “discretos” para comandar as respectivas pastas.

Se Dilma queria o ministro Mário Negromonte fora da pasta e o PP diminuído, essa é sua chance.

E, de quebra, ainda pode ganhar mais alguns votos na classe média fã da faxina.

Se cuida, Progressista!O escândaloA história captada pela “Isto É” começa na dupla função de Leodegar Tsicoski, que apesar de afirmar que se afastou da tesouraria do partido no começo do ano passado, foi quem assinou a prestação de contas à Justiça Eleitoral, e de seu substituto no partido, o primeiro-tesoureiro Feu Rosa, que, contudo, é também assessor especial do Ministério.

Para início de conversa os grandes contratantes do Ministério são as empreiteiras, também grandes doadoras de campanhas eleitorais.

Mas não é só.

O Tribunal de Contas da União vê problemas como superfaturamento em muitas obras financiadas pela pasta.

No entanto, de um jeito ou de outro, essas obras continuam a receber verbas.

O PAC das Cidades tem muito em comum com o PAC dos Transportes.

Temporada de vespas (1)Desde maio a Procuradoria-Geral da Justiça Militar investiga o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e outros sete generais.

Há suspeitas de fraudes em obras do Exército, feitas através de convênios entre o Departamento de Engenharia e Construção (DEC) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) com o Dnit.

A investigação, agora, procura saber se Peri e os generais sabiam das irregularidades.

Entre histórias que dizem que o ministro da Defesa e eleitor de Serra, Nelson Jobim, está infeliz no governo Dilma e não planeja ficar até o fim de seu mandato e de boatos de que Dilma não está engolindo bem as declarações públicas daquele, dá para dizer que está é a pior hora para mexer no vespeiro das Forças Armadas.

Temporada de vespas (2)Os batalhões de engenharia do Exército, criados para atender necessidades de militares, são cada vez mais chamados pelo governo federal para acelerar obras.

Em época de Copa sem estádio, sem estrada e sem aeroporto, a demanda então anda nas nuvens e esses batalhões têm funcionado no limite, tendo até que recusar obras.

Também por isso a hora é péssima para mexer nesse vespeiro.

Como cair para cimaMais uma vez nasceu e morreu, sem muitas conseqüências, a notícia de que Dilma sonhava em tirar José Sérgio Gabrielli da presidência da Petrobras, substituindo-o por Maria das Graças Foster.

Mas a estatal, e principalmente seu presidente, não conseguiram ficar muito tempo longe dos jornais.

Conta o “Estadão” que, em um precoce (para dizer o mínimo) ritmo eleitoral, Gabrielli, cogitado como sucessor de Jacques Wagner, passeou por toda a Bahia, a mesma que concentra o patrocínio das tradicionais festas de meio de ano do Nordeste – de acordo com o jornal, do total de R$ 10,6 milhões distribuídos por seis estados, a Bahia ficou com R$ 8,5 milhões.

Para virar candidato, Gabrielli deve ficar na patrocinadora Petrobras até pelo menos 2013.

É muito tempo, mas se conseguir, mostrará depois de anos de boatos sobre sua queda, como fazer para cair para cima.

O duro, contudo, é saber se consegue a proeza sob a égide de Dilma – a bolsa de apostas está aberta.