Roberto Jefferson comenta ida de Dilma à China, medidas do governo e PSD

PTB Notícias 9/04/2011, 12:36


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste sábado (09/04/2011):É pra fazer negócio Mesmo tendo anunciado aplicação de medidas anti-dumping a produtos chineses como forma de proteger nossa indústria da concorrência desleal, a visita da presidente Dilma à China se reveste de boa expectativa para a melhoria das relações entre os dois países.

E se Dilma quer marcar a mudança de rumo não só na diplomacia como também no comércio, deve tentar pressionar os chineses por uma maior abertura aos produtos brasileiros, algo que Lula não fez.

Aumentar o superávit comercial com a China é conquista para deixar um Obama com dor de cotovelo.

Pragmatismo é a palavra-chaveO jornal “Estado de S.

Paulo” destaca que a questão dos direitos humanos estará na agenda da visita de Dilma à China, e que está previsto que a presidente faça algum tipo de declaração sobre o tema.

Nâo se deve esperar, entretanto, cobranças sobre o paradeiro do artista e militante dos direitos humanos Ai Weiwei, desaparecido desde o último domingo.

Dilma parece estar mais inclinada a levar a cabo seu pragmatismo, iniciando com os chineses um novo de estágio de maior realismo e equilíbrio no relacionamento comercial entre os dois países.

Como está disposta a avançar na pauta comercial, a presidente não parece propensa a se arriscar em temas sensíveis como a questão dos direitos humanos.

Especuladores se lixam para “medidas prudenciais”Os cadernos de economia dos principais jornais do País trazem diversas análises sobre as novas medidas anunciadas pela equipe econômica do governo para tentar frear a enxurrada de dólares que entram no País.

A grande maioria dos analistas taxam de inócuas e pouco produtivas as chamadas “medidas prudenciais”, até porque a atratividade dos juros brasileiros cria um fluxo de capital puramente especulativo.

Análises do mercado financeiro mostram que até mesmo uma parte dos investimentos diretos supostamente produtivos estariam chegando no Brasil apenas para dar cobertura às aplicações de curto prazo no mercado.

Ou seja, o fluxo de entrada de capitais vem gerando grandes lucros de duas formas: pelos juros mais altos do que em qualquer outro País do mundo e pela diferença nas taxas de câmbio.

Junto com as tais medidas prudenciais, o governo precisa urgentemente reduzir a taxa de juros, para começar a neutralizar a sede dos especuladores do Planeta.

Não tem quem segureO ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, convocou entrevista coletiva para afirmar que o governo não vai deixar a gasolina subir, e que a presidente Dilma é a maior opositora do reajuste nos preços da gasolina.

O ministro deixou claro que quem quer reajustar a gasolina é a Petrobras, que tem pleiteado o reajuste, entre outros motivos, por conta do aumento no preço do barril de petróleo, que já bate nos US$ 126.

Por mais que o ministro Lobão diga que o Palácio do Planalto irá agir para frear o reajuste da gasolina, esta não é a realidade vista nos postos de abastecimento.

Os brasileiros semanalmente encontram o litro da gasolina mais caro, já chegando aos R$ 3,50 (tipo Podium) em muitos estados do país.

E isso tudo sem contar ainda a péssima qualidade do nosso combustível.

Procura-se um estádioDiz o Ancelmo Góis em sua coluna no Globo deste sábado que a presidente Dilma vetou a aplicação de dinheiro da Caixa Econômica em um fundo imobiliário que Odebrecht e Corinthians desejam constituir para a construção do estádio do clube, que seria utilizado para a Copa do Mundo de 2014.

Segundo Ancelmo, o governo só garante para o projeto recursos via empréstimos pelo BNDES.

Ou seja, o tal estádio “Itaquerão” continua na estaca zero, faltando apenas 38 meses para a competição.

E depois o ministro dos Esportes, um dos principais incentivadores do projeto do Corinthians, ainda reclama do presidente da FIFA.

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Não é tão fácil como se dizLeio na imprensa que está prevista para a próxima quarta-feira, em Brasília, a cerimônia de lançamento oficial do PSD.

O partido que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tenta criar espera receber, logo na largada, a adesão de 30 a 50 deputados federais.

O próprio Kassab afirma que 26 parlamentares já se comprometeram com ele para compor a nova legenda.

O prefeito só precisa agora superar três pequenas dificuldades que aparecem em seu caminho: 1 – a disposição do secretário-geral do PTB, Campos Machado, de pedir a impugnação do registro do partido, pelo fato de que o PSD foi incorporado pelo PTB em 2003, e a antiga sigla deixou pendências relativas a aspectos fiscais e contábeis que não foram totalmente resolvidas, e que são cobradas pela Justiça ao PTB; 2 – conseguir as cerca de 500 mil assinaturas necessárias para uma agremiação obter o registro definitivo no TSE; 3 – a Comissão de Reforma Política do Senado decidiu manter como está a regra da fidelidade, vetando a criação de uma “janela partidária” para que parlamentares pudessem trocar de partido.

Ou seja, se o Congresso referendar a posição da Comissão, Kassab não poderá contar em abrir sua própria janela de oportunidades no novo partido.

Com tantas dificuldades, será que o PSD conseguirá estar apto a participar das eleições de 2012, como quer seu criador?Pergunta que não quer calarCom a janela fechada e diante dos outros problemas citados acima, será que as contas de Kassab continuarão batendo nos 50 deputados federais?