Roberto Jefferson comenta mensalão de Arruda e erros na diplomacia de Lula

PTB Notícias 30/11/2009, 17:43


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

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com) nesta segunda-feira (30/11):O know how do operador O ex-secretário (Relações Institucionais) e operador do mensalão do governador José Roberto Arruda, Durval Barbosa, fez um circuito similar ao do ex-carequinha Marcos Valério: este levou o esquema do PSDB mineiro para o PT nacional; e Durval, do PMDB para o DEM, ambos do DF.

O operador do Arruda abriu o bocão para salvar a pele, mas Valério se mantém num silêncio quase obsequioso – de vez em quando ameaça falar, deixando o Planalto de cabelo em pé! Já imaginaram o tamanho do rombo se Valério resolve abrir a boca?Trhriller eleitoralFaltando 11 meses para as eleições, tudo indica que em 2010 o baixo nível vai imperar entre os que já possuem o poder (e querem conservá-lo) e aqueles que o aspiram.

Será uma campanha com golpes abaixo da linha da cintura, um vale-tudo – e muitas máscaras vão cair (para o bem e para o mal.

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Pelo trhriller do fim de semana, no ano que vem vão “pulular” cenas de sexo, mentiras & videotaipe como nunca antes na história deste País!A raposa e o galinheiroUma coisa está muito mal explicada neste escândalo do governo do Distrito Federal.

José Roberto Arruda pretende centrar sua defesa na linha de que era vítima de uma armação para acabar com seu governo, e de que estava sendo chantageado pelo tal Durval Barbosa.

A chantagem, entretanto, começou antes mesmo de Arruda ser empossado, quando foi comunicado do primeiro vídeo – aquele em que ele recebe dinheiro refestelado em um sofá – e por isso teve que manter diversos ex-funcionários de Joaquim Roriz em postos importantes do governo.

Se o governador era chantageado, e sabia do gosto de Durval pelas gravações clandestinas, como pôde ter sido tão ingênuo de manter com ele conversas sobre divisão de recursos? E pior: como pode ter escalado o chantagista para ser o coordenador da partilha? Na verdade, Arruda colocou a raposa para tomar conta do galinheiro.

Diante dessa evidência, fica difícil sustentar a defesa.

Alívio na CBFQuem deve ter gostado do surgimento do escândalo de mensalão brasiliense foi o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Um dos envolvidos no caso, o secretário Fabio Simão, afastado desde sexta-feira de suas funções, era o coordenador do projeto de construção do novo estádio de Brasília para a Copa do Mundo de 2014.

Com os problemas verificados com o Maracanã (Rio) e o Morumbi (São Paulo), já se cogitava passar para Brasília a sede da abertura ou até mesmo da final da Copa.

Já pensou o quanto essa turma iria levar em uma obra orçada em mais de R$ 500 milhões?Candidata a melhor do anoComo diz José Simão, o Brasil é mesmo o país da piada pronta: a versão do panetone para famílias carentes (explicação da defesa para justificar o dinheiro recebido por Arruda) é para ficar na história!!! Chama o Garrincha!O Brasil assumiu uma posição de risco calculado, até com o aval de Washington, ao receber o Irã.

Mas não se lembrou da lição de Garrincha: alguém combinou com o adversário? Não! Agora, o País se vê inserido em contexto externo indesejável por ser o único, junto com a Venezuela de Chávez, que apóia as pretensões nucleares da República Islâmica de construir mais 10 plantas de enriquecimento de urânio e desligar-se, como propõe o Congresso daquele país, das normas internacionais da AIEA (agência da ONU que lida com questões nucleares).

Lula ficou mal na foto.

Jus “esperneandi” e a rasteira diplomáticaA incisiva diplomacia brasileira corre risco de ficar a ver navios na defesa final do presidente eleito e, depois, deposto Manuel Zelaya, em virtude da alta adesão local ao pleito do fim de semana.

Hoje se confirma que 60% do eleitorado, mais que os 50 e poucos por cento de Manueal Zelaya, compareceram para escolher Porfírio Lobo.

Zelaya continua na Embaixada Brasileira, mas o número de países que se dispõe a negar reconhecimento à eleição hondurenha começa a cair, deixando o Brasil morrer na praia, novamente, junto com a Venezuela, como mostra a mídia internacional.

Vavá 2, a revancheO mensalão de Brasília teve um interessante efeito colateral: fez quase sumir outro escândalo envolvendo um genro de Lula.

A Veja diz que o marido de Lurian, Marcelo Sato, foi flagrado por policiais negociando o recebimento de R$ 10.

000 de um empresário investigado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência, entre outros crimes.

Sato aparece na Operação Influenza, da Polícia Federal, que durante dois anos monitorou as atividades do que seria uma quadrilha de empresário de Santa Catarina e de São Paulo.

O genro prestaria serviços de lobista ao grupo.

Fracasso de bilheteriaVavá, irmão de Lula, pediu “dois pau”, Lurian, filha de Lula, teria ganhado R$ 10.

000, o DEM, neste fim de semana, ganhou um mensalão envolvendo milhões de reais.

A Operação Influenza fez bem menos sucesso que a Operação Caixa de Pandora, quiçá porque a gripe só preocupa no inverno e Lula está no verão.

Noves fora zero, Vavá 2, a revanche, foi fracasso de público e de crítica.

Sorria, você não está sendo filmado!A Operação Influenza, da PF, gravou o empresário João Quimio Nojiri ordenando o depósito de R$ 10.

000 na conta do genro de Lula, Marcelo Sato – dinheiro que deveria ser entregue para a filha do presidente com Mirian Cordeiro, Lurian.

Mas também gravou Sato prometendo levar o benfeitor Nojiri para um encontro com o sogro, no Palácio do Planalto, assim que a agenda oficial do presidente se encerrasse.

Não se sabe se o encontro aconteceu.

E nem se saberá, já que sabemos que no Palácio ninguém é efetivamente filmado – o encontro teria acontecido em fevereiro de 2008.

Portanto, passou-se tempo suficiente para que as imagens fossem apagadas.

Conversa pra boi dormirAs lideranças do governo estão afirmando (não nos microfones do Plenário, mas em conversas nos corredores da Câmara) que o projeto que prevê a extinção do Fator Previdenciário só deverá entrar em votação no próximo ano.

Os líderes afirmam que o Palácio do Planalto quer ganhar tempo para propor mudanças na Previdência Social.

Isso é conversa fiada.

Dizer que o projeto será votado em 2010 é querer engambelar as pessoas.

Passar pra 2010 significa dizer que só em 2011 se voltará a falar no fim do Fator Previdenciário.

Pra cima dos aposentados e de mim, não!