Roberto Jefferson comenta nova pesquisa do Ibope e encontro do PT

PTB Notícias 18/02/2010, 13:09


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) nesta quinta-feira (18/2):Chegou o dia D? Pesquisa Ibope ratifica o cenário de estabilidade de José Serra e crescimento de Dilma Rousseff.

Serra aparece com 36% (caiu dois pontos) e Dilma, 25% (subiu oito).

Ciro tem 11%, e Marina, 8%.

O dado mais significativo, contudo, é o número de pessoas ainda sem candidato: 20%.

Significa que há espaço para uma candidatura nova, que desperte o interesse dos conservadores e da classe média.

Sob pressão, Serra deve ter uma conversa com Aécio nos próximos dias.

Para o bem geral da nação tucana, espera-se que seja conclusiva.

Estamos na torcida.

O eleitor não é boboUm outro dado interessante da pesquisa Ibope encontra-se na transferência de votos.

Em simulação na qual foi retirado o nome de Ciro Gomes, José Serra subiu de 36 para 41%, Dilma passou de 25 para 28% e Marina Silva herdou dois pontos, subindo para 10%.

Ou seja, dos 11 pontos de Ciro, cinco foram para Serra, três para Dilma, dois para Marina e um para ninguém.

Em outra simulação, desta vez de segundo turno, o candidato do PSDB aparece com 47, contra 33% da candidata petista.

Traduzindo: Serra herdou mais da metade dos eleitores de Ciro e Marina (19% no total), e Dilma não chega a herdar a outra metade (só aumentou 8%).

As duas simulações revelam que a estratégia de campanha plebiscitária idealizada por Lula ainda não está sendo eficiente para “roubar” eleitores.

A cartada de CiroO pré-candidato do PSB à presidência da República, o deputado Ciro Gomes, joga na noite desta quinta sua cartada decisiva na disputa eleitoral.

Ciro vai ser o personagem principal do programa gratuito em rádio e TV do PSB, e pretende se colocar como um contraponto à polarização PT-PSDB, procurando apresentar temas sensíveis à sociedade.

Se conseguir interessar o eleitor com a perspectiva de um debate sobre o futuro e que saia do Fla x Flu que se tornou a disputa entre tucanos e petistas, pode vir a embaralhar o jogo sucessório, roubando pontos preciosos tanto de Serra como de Dilma.

Se nas três semanas depois do programa seu nome continuar estacionado nas pesquisas, é melhor Ciro começar a planejar sua aventura em São Paulo.

Escola do saberA gente ainda não tem uma idéia clara dos dotes políticos da candidata petista, pois é sua primeira campanha; o PT, no entanto, garante que ela vai orientar todos os movimentos políticos, do processo da candidatura às alianças, oportunidade em que pode mostrar a que veio.

Mas de assessoria, pode-se dizer que ela vai muito bem, obrigada.

Vejam esta nota do “Painel”:”Gente grande.

De um integrante do núcleo da campanha de Dilma, sobre a exigência de apoio exclusivo feita por Sérgio Cabral (PMDB) no Rio: “O governo não vai se meter a tentar tirar o Garotinho do jogo, até porque de garotinho ele só tem o nome.

“Na mesma coluna, vê-se que o pessoal da Juventude petista é inteligente e ambicioso, quer espaço político, mas pouco criativo.

Pretende participar do dia-a-dia da “campanha geral” por meio do “Comitê Nacional de Juventude Dilma Presidenta”.

Não tinha um nomezinho menos burocrático? Na agendaO noticiário sobre o Mensalão do DEM começou o dia confuso, ora informando que o vice de José Roberto Arruda, Paulo Octavio, que não conta com o apoio do seu partido, o DEM, iria renunciar, ora que seria recebido por Lula (o que acabou acontecendo esta manhã), que tentaria achar uma saída para a crise sem encher a bola do vice, ora que Lula não iria recebê-lo.

O encontro aconteceu, mas o vice saiu da reunião com Lula sem dar declaração à imprensa.

Mas a expectativa é que renuncie ainda hoje.

Será o melhor a fazer.

O caso de Brasília é sui generis.

Sinuca de bicoQuanto a José Roberto Arruda, o jornal “O Estado de S.

Paulo” afirma que a defesa do governador já planeja desistir do pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal, por entender que, “neste instante”, o julgamento de mérito seria um desgaste desnecessário, até porque os advogados não creem que o pleno do Tribunal, em sua maioria, derrube o entendimento do relator Marco Aurélio (que negou o pedido), diante do clamor público que envolve a questão.

Mas isso não resolve a situação de Arruda, preso há uma semana na Polícia Federal: como livrar o governador da custódia decretada pelo Superior Tribunal de Justiça sob acusação de corrupção de testemunha e obstrução da Justiça no inquérito da operação Caixa de Pandora? Idade da razãoCom muitos dos seus integrantes atolados no escândalo do Mensalão do DEM, a Câmara Legislativa do Distrito Federal tenta sair das cordas votando hoje os três pedidos de impeachment contra o governador licenciado José Roberto Arruda.

Mesmo com esse movimento, ainda não está claro qual arranjo institucional será aplicado à capital: a intervenção federal ou a transferência de poder para o Judiciário? Às vésperas de completar 50 anos (dia 21 de abril), o DF vive sua mais grave crise política.

Que a capital dos brasileiros, hoje provinciana em excesso, possa amadurecer e afinal assumir suas responsabilidades.

Mas, com certeza, não será com esta Câmara Legislativa que aí está que Brasília reencontrará o seu destino.

Com a palavra, o STF.

A grande encenação (1)O PT inicia nesta quinta-feira, em Brasília, o seu 4º Congresso Nacional.

Vai eleger seu novo diretório nacional, sacramentar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à sucessão do presidente Lula e aprovar o programa de governo do partido para 2011.

O programa, chamado de “A Grande Transformação”, já teve suas linhas básicas vazadas à imprensa e vem sendo alvo de críticas por representar uma volta ao esquerdismo do antigo PT, aquele que fazia oposição.

O encontro, pelo que parece, servirá para que os dirigentes do partido tentem amenizar o viés esquerdista que contamina a campanha de Dilma, linha, aliás, abandonada em 2002 com a “Carta aos Brasileiros”.

A grande encenação (2)Mas pouco vai adiantar para o comando do PT maquiar a guinada esquerdista contida em seu programa com afirmações do tipo “estamos apenas tentando preservar o atual modelo econômico”.

Do jeito que as diretrizes petistas vão se configurando, o partido acabará tendo que lançar uma nova “Carta aos Brasileiros” para acalmar mercados e financiadores de campanha.

E esta Carta já tem até nome e sobrenome: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.