Roberto Jefferson comenta pesquisa de popularidade sobre governo Dilma

PTB Notícias 12/06/2011, 15:43


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, divulgados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (12/06/2011):Não é o papai O Datafolha perguntou o que o brasileiro achou da volta de Lula à Brasília para ajudar na solução da crise de Palocci.

O resultado, nem tão surpreendente assim, foi de que a maioria dos brasileiros (64%) concorda com a ação do ex-presidente e acredita que Lula deve mesmo participar das decisões de Dilma.

Era o que sonhavam todos os defensores de um terceiro mandato.

Independente das três Dilmas que agora mandam no Planalto, veremos mais de Lula nos próximos soluços e tropeços do governo – outro sonho dos defensores do terceiro mandato.

Melhor do que nuncaOu a crise não foi tão grave assim ou a saída de Palocci da Casa Civil era o que o brasileiro esperava, porque na quinta e na sexta-feira 49% dos entrevistados pelo Datafolha consideraram a gestão de Dilma ótima ou boa.

No levantamento de março a aprovação era de 47%.

Não se sabe de onde saíram os boatos de que a popularidade de Dilma estava sendo ferida pela impopularidade de Palocci, quiçá é coisa também do fogo amigo, mas pode ser que a presidente tenha herdado um pouco de teflon de Lula ou, no mínimo, fez bem em aproveitá-lo.

O difícil, agora, é abrir mão do teflon e da popularidade do antecessor na próxima crise, que muitos apostam não estar tão longe assim – afinal, o fogo amigo está aí para isso mesmo.

Michelzinho: uma benção ou um castigo?”O Globo” traz entrevista com o professor de Ética e Filosofia Política da USP, Renato Janine Ribeiro, que avalia que ainda há muita água para rolar sob os problemas de articulação política do governo.

Para Ribeiro, Temer, o vice “mais forte que o Brasil já teve”, ganha ainda mais força com a transformação do Planalto na “casa das três mulheres”.

Daí que a solução para a articulação política seria Dilma formar um discurso para conquistar o apoio popular, o que refletiria no Congresso.

Mas assim como na era Palocci, marcada pelo menosprezo à base aliada, Temer continuará extra-oficialmente a trabalhar na articulação política, pelo menos no eclético PMDB.

O poder que Temer vai aos poucos conquistando na relação com o Congresso pode até ser uma ameaça à Dilma, mas é também uma benção para um governo que não sabe rebolar.

Balas perdidasSabe-se que conselho, se fosse bom, não era dado, mas vendido.

Contudo, não faria mal ao PSDB ouvir o que Ribeiro tem a dizer.

Para ele, “falar sobre fragilidade da oposição é pouco”.

De um lado, o senador Aécio Neves, líder mais expressivo e desde já presidenciável, não está sendo capaz de liderar a confusa bancada tucana.

De outro, esta mesma bancada, que insiste em alianças com conservadores e atrasados, continua a desprezar FHC, que aos poucos vai se aproximando dos eleitores jovens com propostas atuais.

Serra já provou que o discurso conservador e ranzinza não ganha votos.

FHC abre uma importante porta.

Mas os tucanos continuam mais perdidos que cego em tiroteio, inclusive quando os tiros vêm da própria base aliada, que tem feito mais oposição que a própria oposição.

Que me perdoe o Serra.

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mas FHC é cem vezes melhor do que ele.

Cartas fora da mangaTodas as atenções agora devem se voltar ao Diário Oficial da União, que o “Estadão” chamou de “prontuário da articulação política do Planalto”.

A fim de apaziguar a base aliada e dar às suas novas ministras algum começo de confiança, Dilma deve liberar a indicação de cargos para o segundo e terceiro escalões da administração.

Sexta-feira Dilma nomeou Jurandir Vieira Santiago para a presidência do Banco do Nordeste (BNB).

As apostas são de que outros cargos ganhem indicações e emendas tenham finalmente as verbas liberadas.

Com a reformulação completa do centro de articulação política do governo, a presidente terá de jogar o jogo que estava guardando na manga.

Agora é hora de cartas na mesa e indicação no Diário Oficial.

Good cop, bad copCom o preenchimento do segundo escalão do governo e a liberação de verbas para as emendas parlamentares, Dilma grudará em Palocci a imagem de “bad cop” do governo, tornando-o responsável por toda a insatisfação da base aliada.

Ao mesmo tempo, dará às suas novas ministras, Gleise e Ideli, material para começar a negociar com os aliados e parlamentares, deixando-as mais simpáticas.

No fim do dia, Dilma será a “good cop”.

Tudo indica que valeu a pena guardar na manga o que os aliados tanto queriam.

Mas agora é a hora de jogar enquanto deixa com seu ex-ministro e ex-coordenador de campanha a pecha de impopular.