Roberto Jefferson comenta projeto do terceiro mandato de Lula e CPI

PTB Notícias 17/05/2009, 12:03


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (17/5):Para a rua, sem medo Já está pronta a PEC que prevê um referendo sobre a possibilidade de Lula concorrer, em 2010, a um novo mandato.

O texto, guardado no gabinete do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE), programa a consulta popular para setembro deste ano.

O deputado também afirmou que ainda não protocolou a emenda em respeito à ministra Dilma, recentemente diagnosticada com câncer.

Até nomes da oposição assinaram a proposta.

Ou seja, está cada vez mais claro que o referendo é o caminho certo para discutir o terceiro mandato e tirar da idéia a fantasia de fantasma.

Test-driveCom todo o respeito que tenho pela ministra Dilma e consideração pela doença que ela agora enfrenta, acredito que não é hora de esperar a confirmação de seu positivo prognóstico para colocarmos em andamento a PEC que prevê o referendo sobre o terceiro mandato de Lula.

O Brasil não pode ficar parado esperando o futuro da ministra.

Mais do que isso, a votação e aprovação da PEC será um importante teste para a base aliada do governo, uma eficaz maneira de medir lealdades, em especial do PMDB.

Hoje, o principal aliado do governo esmaga os médios aliados.

Não provada a lealdade, veremos desde já que não vale a pena andar ao lado do PMDB e do PT.

E a abertura da CPI da Petrobrás deixou entrever que o partido não é confiável.

A re-reeleição de Lula será um perfeito teste para a lealdade do aliado.

Santo de barroApesar de a CPI da Petrobrás estar aberta, o governo confia que abrir e instalar são duas coisas bem diferentes.

Conta o Estadão que a tranqüilidade do governo tem três fontes: a possibilidade de esperar Sérgio Gabrielli, presidente da empresa, depor no Senado; um acordo comandado pelo DEM e pelo PMDB para que não sejam indicados nomes para a CPI se Gabrielli falar bem; e a crença de que a investigação será light.

Confia-se, não sem razão, de que o andor irá devagar, demonstrando que o santo deve ser mesmo de barro.

Nas entrelinhasA CPI da Petrobras ainda nem começou, mas a lambança no Senado na tentativa do governo de impedir a leitura do requerimento, que teve o DEM como ator coadjuvante, já tem poder de fogo próprio.

De acordo com o Painel da Folha de S.

Paulo, o PSDB encontrou interesses específicos do líder do partido aliado, José Agripino Maia, na tentativa de abortar a investigação.

Para os tucanos, a CPI acabará batendo na porta da Comav, empresa que tem contratos com a BR Distribuidora para abastecer os aeroportos de Natal e Mossoró.

O interesse do “demo” na CPI seria negócio de família, já que tal empresa tem como sócio majoritário seu filho, o deputado Felipe Maia.

O senador nega tais entrelinhas no acordo entre governo e DEM que foi por água abaixo na sexta-feira.

Mas, ao mesmo tempo, Agripino Maia continua no centro da negociação para que a CPI não seja instalada.

Do outro ladoHá também letra miúda na briga dos tucanos pela abertura da CPI da Petrobras.

Afinal, foi o governador mineiro e presidenciável Aécio Neves o primeiro a disparar telefonemas para insistir na instalação da CPI.

E o interesse de Aécio está diretamente ligado aos repasses da Cide para Minas, que caiu 90% depois que a Petrobras fez sua manobra contábil para pagar menos impostos.

Nas chamadas telefônicas, há uma pressão legítima contra a Petrobras e a prepotência da empresa.