Roberto Jefferson comenta sobre mensalão no Ministério dos Transportes

PTB Notícias 3/07/2011, 12:08


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (03/07/2011):Dilma e a sacristia De Dilma pode-se dizer muitas coisas, como que tem um comportamento zigue-zagueante nas questões políticas (como aconteceu no caso do sigilo eterno e das emendas dos “restos a pagar”), e até mesmo que vem governando “por ensaio e erro”, como diz o “Estadão” hoje, para concluir que “seu governo é a coisa mais parecida que existe em Brasília com uma sanfona”.

Continuo afirmando o que disse quando Dilma foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil, em 2005, com a saída de Zé Dirceu, enrolado com o mensalão: “Ela vai moralizar a sacristia”.

Rastilho de pólvoraSegundo “Veja”, funcionários do Ministério dos Transportes e de órgãos vinculados (Denit e Valec), mais representantes do Partido da República (PR), montaram um esquema de superfaturamento de obras e recebimento de propina (4% sobre o valor das faturas recebidas) por empreiteiras e consultorias que realizavam obras para a pasta.

O presidente de honra do partido, deputado Valdemar da Costa Neto, em reuniões realizadas dentro do próprio ministério, escolheria as empresas que realizam projetos e obras de transporte do governo.

Durante a semana, em reunião no Palácio do Planalto, a presidente Dilma fez duras críticas à equipe do ministério (herança do governo Lula), acusando-a de “inadministrável”.

Na ocasião, Dilma classificou como “abusiva” a elevação do orçamento de obras em ferrovias federais.

Ainda de acordo com a reportagem, o orçamento passou de R$ 11,9 bilhões, em março de 2010, para R$ 16,4 bilhões em junho deste ano (38%, em pouco mais de um ano).

O conteúdo da reportagem foi tão explosivo que mal a revista começou a circular o ministro dos Transportes e também presidente do PR, Alfredo Nascimento, depois de conversa telefônica com a presidente, que já havia decretado uma intervenção no ministério, considerando-o “descontrolado”, afastou toda a equipe em “caráter preventivo e até a conclusão das investigações”.

Estariam envolvidos no esquema de cobrança de propina o chefe de gabinete do ministro, Mauro Barbosa, o assessor do ministério, Luís Tito Bonvini, o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luís Antônio Pagot, e o diretor-presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves.

Não se sabe ainda se os estilhaços atingirão o ministro, que alegou “compromissos pessoais intransferíveis” para não participar da reunião em que Dilma repreendeu a equipe que estaria “inviabilizando” seu governo.

O enigma venezuelanoDesde 10 de junho, o presidente Hugo Chávez vem governando seu país de uma cama de hospital de Havana.

Sua ausência agravou a precária situação política venezuelana a um ano das eleições gerais, tensionadas por racionamento de energia para evitar apagões, uma revolta carcerária que já matou mais de 30, violência urbana em Caracas e problemas insolúveis na saúde pública (“Estadão”).

Político verborrágico, notório por seus longos discursos e programas radiofônicos diários, o silêncio de Chávez alimenta teorias conspiratórias, como a de que já estaria em marcha um golpe de Estado.

Fato é que a Venezuela continua refém do ditador, de longe seu maior personagem político.

Segundo o historiador Alejandro Velasco, da Universidade Duke, nos EUA, “não há sucessor em vista para Chávez e a oposição se perdeu na reação à ausência da principal liderança do país” (“Carta Capital”).

Será que, ruim com Chávez, pior sem Chávez?Para refletirMais uma do sábio Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao “Estadão” deste domingo:”Você tem que dar sentido à vida.

Ela não tem sentido em si.

E cada um vai ter que dar o seu sentido à vida.

[.

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] Você não vive sem amizade, sem amor, sem adversidade.

Quanto mais você fica velho e, portanto, mais maduro – eu espero, e sem apodrecer – você tem que valorizar mais a felicidade, a amizade, essas coisas, que no começo da vida são secundárias.

Você continua querendo mudar o mundo, mas sabe que as pessoas contam.

“Troca na Petrobras?Diz o “Estadão” que a Manchester Serviços, empresa do senador peemedebista Eunício Oliveira, assinou com a Petrobras, sem licitação, contratos de terceirização de mão-de-obra para a Bacia de Campos, no Rio, que somam R$ 57 milhões.

Ao jornal, a estatal justificou a falta de concorrência “em decorrência de problemas em processo licitatório”.

Mas fica a dúvida: será que é por isso que a diretora de Energia e Gás da Petrobras, Graça Foster (mulher e amiga da presidente Dilma), tem visitado senadores do PMDB, como informou na última sexta o colunista Cláudio Humberto? Que o hoje presidente Sérgio Gabrielli vem enfrentando sucessivos revezes na Petrobras, não é novidade – teve reprovado duas vezes, pelo ministro Guido Mantega (Fazenda), o plano de investimento da estatal, e viu a companhia registrar a maior de queda de valor de mercado no 2º trimestre do ano entre todas da América Latina e dos EUA.

O vazamento do contrato sem licitação com a empresa do senador seria um novo capítulo, mais um golpe ou a gota d’água?