Roberto Jefferson comenta sobre pesquisas e cenários para eleições 2014

PTB Notícias 24/03/2013, 12:02


Leia abaixo comentários de Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (24/03/2013):Ataque antiaéreo Ontem, um dia de pesquisas, Dilma apareceu voando alto, com intenções de voto que podem lhe dar a reeleição no primeiro turno de 2014.

O blog avisou que Dilma precisa se cuidar, pois durante toda a campanha, que já começou, será o alvo das críticas, sem contar os escândalos fadados a aparecer em seu entorno.

Dito e feito.

Nem um dia passado com as boas novas e Dilma é o centro da entrevista de Marina Silva, que separou tempo de sua agenda dedicada a criar o partido necessário a lhe propiciar a candidatura em 2014 para alvejar o voo de Dilma.

Para apreciar a ironia Questionada pelo “Estadão” sobre porque em março de 2013 já estamos em campanha para 2014, Marina criticou a antecipação: “esse era o momento do intervalo para os partidos, em debate com a sociedade”.

Contudo, na mesma resposta, adotou o mesmo discurso de campanha que critica.

Mesmo sem ligação com a pergunta, Marina apontou que FHC teve como marca a estabilidade econômica – e poupou, por ora, a briga com os tucanos – e que a contribuição de Lula é a distribuição de renda – para não incomodar os fiéis eleitores lulistas.

Tudo para concluir que o governo Dilma ainda não tem referência, perguntando “qual é o ‘delta mais’ do governo da presidente Dilma?”.

Esse tal de “delta mais” é o mote da campanha de Marina, que, vê-se, já está também nas ruas.

Oposição a quem? E, para não melindrar nenhum eleitor, Marina se esforça para não atacar nem tucanos nem Lula.

Nas entrelinhas do discurso do “delta mais” a esperta Marina tenta separar Dilma de seu padrinho, como se a referência do primeiro não fosse mantida com a segunda, como se os dois não representassem a óbvia continuidade que representam.

Ou seja, a legenda da entrevista de Marina mostra que ela também está em campanha e o plano é fazer oposição à Dilma é só à Dilma.

Na contramão O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a punição, por crime de desobediência, contra o diretor financeiro do Google no Brasil, Edmundo Luiz Pinto Balthazar.

Ele é acusado de ignorar uma ordem da Justiça Eleitoral da Paraíba, que determinou a censura de um vídeo do YouTube considerado ofensivo a um candidato.

A decisão segue na contramão, como lembra o site da “Veja”, pois o marco cível em discussão aqui, e aqueles adotados em outros países, desvencilham a prisão da censura de conteúdo na internet.

Mas, por ora, nossa Justiça Eleitoral usa a força e a coerção para garantir o jeito mais fácil de limitar o acesso à informação e o direito de se expressar.

Sinônimo de campanha A decisão do TSE vem quando todos repetem a constatação de que a próxima campanha já está a pleno vapor.

E, pelo conteúdo dessa e de outras decisões da Justiça Eleitoral, campanha é sinônimo de censura.

A briga que se avizinha, portanto, entre a Justiça Eleitoral e o Google, não será discreta.

Mas até quando o Google, uma empresa privada, aguentará permanecer como bastião da liberdade de expressão enquanto a Justiça, de forma equivocada e ultrapassada, agride e persegue essa mesma liberdade em um país no qual faltam defensores para ela?