Roberto Jefferson comenta sobre preocupação do governo com “rolezinhos”

PTB Notícias 15/01/2014, 12:23


Leia abaixo comentários de Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) nesta quarta-feira (15/01/2014):O assunto da hora Os “rolezinhos” estão na ordem do dia.

Em São Paulo, o governo fala em usar a força policial.

No Rio, Beltrame diz que não agirá preventivamente.

Em Brasília, Dilma convocou reunião e teme que o movimento ganhe ares de protestos organizados.

Sem incorrer no pecado do reducionismo, os ditos cujos parecem ter sido convocados mais para gerar protagonismos instantâneos nas redes sociais do que fruto de uma insatisfação generalizada.

Mas que a coisa pode descambar, ah, isso pode.

Para prevenir, os shoppings não deveriam abrir nos dias de “rolés”.

Nitroglicerina pura O temor das autoridades é que, com os “rolezinhos”, haja a repetição do que ocorreu com as manifestações de rua do ano passado.

Os pequenos atos de protesto contra o aumento nas passagens de ônibus acabaram gerando gigantescas aglomerações com as mais diversas motivações, e posteriormente as manifestações foram tomadas de assalto por bandos de arruaceiros e black blocs, esses interessados apenas em depredar, e também pilhar.

Se os até aqui inocentes “rolezinhos” vão acabar virando gigantescas invasões de shoppings, com quebra-quebra generalizado e resultados imprevisíveis, ninguém é capaz de prever.

Confusão em um ambiente fechado como o dos shoppings, porém, pode acabar em tragédia de proporções gigantescas, como a que ocorreu na boate Kiss.

Deus nos livre disso.

Quanto aos grupos de esquerda que defendem os “rolezinhos”, sugiro que reflitam sobre como o governo chinês reagiria se grupos afins se reunissem em espaços semelhantes.

Ao fim e ao cabo, torço para que os “rolés”, assim como o verão, passem.

O jovem tem fome de quê? Não apenas as secretarias de segurança pública e os órgãos de inteligência dos governos estaduais e federal precisam estar atentos ao fenômeno; os candidatos a presidente também devem olhar com atenção o movimento.

Tanto quem está por trás das convocações dos “rolés” como os que atendem aos chamados, via redes sociais, são jovens, e é para eles que devem ser pensadas políticas públicas de inclusão, não apenas social, educacional ou profissional (e devemos reconhecer, elas têm sido adotadas).

Mas como diz a música dos Titãs, o jovem não quer só comida, quer também diversão e arte, portanto, é preciso incrementar as propostas de criação de novos e numerosos espaços onde os jovens possam se encontrar, dançar, praticar esportes, produzir música ao ar livre, enfim dar seu “rolezinho”.

Já as secretarias da Juventude precisam ter mais voz dentro das estruturas de governo.