Roberto Jefferson concorda com críticas de empresários sobre impostos

PTB Notícias 20/04/2009, 17:06


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) nesta segunda-feira (20/4):Heróis da resistência O tempo fechou no Fórum Empresarial de Comandatuba quando a dona da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, fez duras cobranças a parlamentares, ministros e membros do governo sobre gastos excessivos de recursos públicos.

A meu ver, os empresários estão certos em cobrar tanto do Congresso como do Executivo a aprovação de uma reforma tributária que promova corte de impostos.

O empresariado não agüenta mais pagar tamanha tributação.

Quem produz tem o direito de cobrar a diminuição do tamanho do Estado brasileiro.

Chega de tanto herói estatal.

Corte na carne (1)Os empresários que aplaudiram a intervenção da dona do Magazine Luiza quase fizeram um coro pela aprovação urgente da reforma tributária, mas os parlamentares presentes ao evento na Bahia não deixaram muitas esperanças de sua aprovação ainda neste ano.

Na verdade, político não baixa imposto, só aumenta.

Ninguém legisla no sentido de conter despesas públicas, de cortar impostos, de enxugar a mastodôntica estrutura do Estado.

Quem constrói riqueza, gera empregos, contribui para o crescimento do País é tungado impiedosamente pela máquina arrecadatória do governo.

Está correta a visão empresarial de lutar contra a gula dos darfeiros estatais.

Corte na carne (2)Além de exigir a diminuição de impostos, os empresários também fizeram uma cobrança sobre o bom uso do dinheiro público.

Esta é uma outra cobrança que deve ser levada em consideração não só por parlamentares, mas também por membros do Executivo e do Judiciário.

Já fiz aqui anteriormente no blog uma proposta de promover um corte linear de 10% em todo o Poder Legislativo, diminuindo as cadeiras disponíveis tanto no Congresso Nacional quanto nas assembléias legislativas e câmaras de vereadores.

O impacto que tal corte nas bancadas federal, estadual e municipal teria no Orçamento da União seria fundamental para bancar novos investimentos em serviços essenciais aos cidadãos, como saúde, educação e segurança.

Corte na carne (3)Mas não são apenas os parlamentares os culpados pela farra com o dinheiro do Tesouro.

Na verdade, o poder que mais consome recursos públicos é o Executivo, com sua máquina inchada e pouco eficiente.

Por que não passar a tesoura nos milhares de cargos das administrações federal, estadual e municipal? E a pesada estrutura do Judiciário, que possui uma enorme folha salarial e constrói prédios cada vez mais luxuosos? Também precisam cortar na carne e reduzir seus gastos.

O Brasil só será um país rico e desenvolvido quando contar com um Estado enxuto e eficiente.

Infelizmente estamos longe disso.

Lula, o diplomataO presidente Lula está com tudo e não está prosa.

Além de ter dito recentemente que não poderia reclamar de nada na vida, vem sinalizando que pretende atuar como um magistrado na eleição de seu sucessor, apesar de estar abertamente fazendo campanha para a ministra Dilma Rousseff.

Vivendo seu melhor momento em seis anos e alguns meses de governo, Lula está aproveitando sua boa presença no cenário internacional para afirmar que, após entregar a faixa presidencial, pretende trabalhar pela integração latino-americana e para ajudar a África a sair de sua situação de atraso e pobreza.

Com o prestígio que vem angariando nas últimas cúpulas entre países, não duvido que terá sucesso em sua futura inserção na diplomacia mundial.

Para não errar a mãoMesmo que não consiga eleger sua sucessora, o presidente Lula tem tudo para encerrar seu governo com a popularidade nas alturas.

Nem mesmo a crise mundial parece forte o suficiente para abalar a aprovação da sua administração.

Por isso, volto a afirmar aqui no blog: não erre a mão mexendo na poupança, presidente! E digo isso porque li nos jornais as declarações de Lula afirmando que 85% possuem até R$ 5 mil na poupança, por isso qualquer mudança para taxar os poupadores teria que ser acima deste patamar.

Se Lula não se recorda, o ex-presidente Collor congelou a poupança em um patamar pouco superior a este, o que provocou uma enorme grita da classe média.

O grande especulador não trabalha com menos do que R$ 200 mil, por isso, cuidado, presidente.

Se errar com o pequeno poupador, esta vai ser a marca que ficará da sua gestão.