Roberto Jefferson diz que caminha de cabeça erguida por ter denunciado o mensalão

PTB Notícias 18/10/2016, 19:56


Imagem Crédito: Johnny Santos/Jovem Pan

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1476828326237{margin-bottom: 0px !important;}”]O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, participou, nesta terça-feira (18), do programa “Morning Show”, da rádio Jovem Pan, e durante uma hora, falou sobre política, economia, os projetos em votação no Congresso Nacional, a Operação Lava jato, o mensalão, e outros assuntos da atualidade. Os apresentadores do programa, Edgard Piccoli e Claudio Tognolli, perguntaram ao líder petebista sobre como ele esperava ser reconhecido pela sociedade, depois de ter revelado o esquema do mensalão e de ter, em consequência disso, sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Pretendo ser conhecido como um homem que enfrentou os seus erros do passado e que foi capaz de se recuperar e começar a fazer as coisas da forma certa. Eu quero passar para a história como um homem normal, que não tem medo de arreganho e ameaças da esquerda e de petistas. Eu construí tudo isso que passei, não vou pedir espaço para me defender. Passei, enfrentei o meu momento”, afirmou.

O ex-deputado também falou sobre o funcionamento do esquema do mensalão, e destacou que jamais havia visto no Parlamento algo como o que aconteceu no governo Lula. Roberto Jefferson disse também que não se arrepende das denúncias que fez. “Não me envergonho do que fiz. Não tirei nada do Brasil. Paguei meu preço. Eu revelei o esquema de caixa dois no país. Eu caminho de cabeça erguida, cumpri a minha pena e paguei pelo que fiz. Nunca precisei fazer artigo em jornal para me fazer de vítima”, ironizou o presidente do PTB, fazendo uma referência ao artigo publicado nesta terça-feira pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no jornal “Folha de S. Paulo”, no qual se defende e diz que está sofrendo uma perseguição pessoal.

Em outro momento do programa, Roberto Jefferson falou sobre a atuação do PSOL nas cadeias. O presidente do PTB comparou a disputa eleitoral no segundo turno das eleições no Rio de Janeiro ao embate que ele próprio assistiu na época em que esteve preso.

“O PSOL hoje é o lado ruim das cadeias e presídios no Rio de Janeiro. Todo presidiário desqualificado, indisciplinado, que peita o guarda, que picha o muro da prisão, é protegido pelo PSOL, que tem uma ONG de advogados que vão nos presídios e dizem a esses presos que eles não podem se dobrar ao sistema etc. É interessante ver a disputa eleitoral no segundo turno no Rio, pois é exatamente a disputa que assistimos na cadeia. De um lado a Universal, com a palavra da Bíblia, a palavra da pregação da redenção do homem; do outro, o PSOL dizendo aos presos que a lei burguesa é que os condenou. Essa atuação do partido dá legitimidade à ação de criminosos. São a nova mão de obra do socialismo”, afirmou Jefferson.

O presidente do PTB também falou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, a do teto de gastos, que está sendo votada no Congresso Nacional. Ao ser questionado sobre onde o presidente Michel Temer está levando o Brasil, Roberto Jefferson disse achar que será para uma situação econômica e fiscal melhor. “Temer tem dois anos para tirar o país da crise, e as medidas não são simples, são sim, amargas. Mas a verdade é que não tem mais como o país gastar como estava gastando, irresponsavelmente. Desde 2008 nós tivemos um aumento em três vezes do custo do governo federal. O país não aguenta mais esse custo. E não dá para o governo sequer pensar em aumentar impostos. Portanto, a PEC de gastos é um caminho amargo, mas tem que ser estabelecido. Temos que viver dentro das nossas condições”, pontuou.

Assista a entrevista na íntegra:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://youtu.be/N3mS4fBPV1A”][/vc_column][/vc_row]