Roberto Jefferson diz que Lava Jato não vai parar e defende privatização de estatais

PTB Notícias 18/10/2016, 9:21


Imagem Crédito: Reprodução/TV Gazeta

[vc_row][vc_column][vc_column_text css=”.vc_custom_1476806197156{margin-bottom: 0px !important;}”]“Ninguém mais para a Operação Lava Jato. Não tem como ser paralisada uma condenação jurídica dessa profundidade.” A afirmação foi feita pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, em entrevista à jornalista Maria Lydia, no Jornal da Gazeta. Na entrevista, que foi ao ar na noite desta segunda-feira (17), o líder petebista afirma que a Lava Jato ainda trará novos e inquietantes capítulos dos desvios sistemáticos de dinheiro público nas estatais brasileiras, e defende a adoção de uma política de privatização para diminuir o gasto público e acabar com a promiscuidade nas indicações de políticos e sindicalistas para cargos nas empresas.

“O cerne da corrupção, o grosso da corrupção, é essa coisa de partido político indicar diretor de empresa pública e estatal. O que um partido pode fazer numa estatal indicando seus dirigentes? Caixa! As empresas estatais são o braço financeiro das corporações sindicais. Essas corporações sindicais que mais gritam são as que estão perdendo mais caixa, porque elas têm privilégios dentro das empresas estatais. E ricos! Olha o que a CUT fez na Petrobras. Ricos privilégios os petroleiros e a a CUT receberam na Petrobras e ficaram quietos assistindo aquele assalto que quebrou a empresa e desestabilizou o Brasil. O que nós precisamos fazer? Avançar na política de privatização com seriedade. Acabar com a corrupção você não vai conseguir nunca no mundo inteiro, mas você reduz 60%, 70%”, afirmou.

Roberto Jefferson disse ainda que as empreiteiras se tornaram, nos últimos anos, verdadeiras “paraestatais“, ou seja, empresas que vivem de sugar recursos públicos. “Não foram as empresas privadas o cerne da corrupção nesse esquema do petrolão. Foram as empreiteiras, que são as paraestatais, que sempre viveram nas tetas dos governos municipais, estaduais e federal. Essas empresas que vivem diretamente ligadas a contratos estatais e financiamento de banco público, essas têm problema. Mas as empresas privadas, que são a maioria do país e dão emprego a maioria das pessoas do Brasil, são empresas sérias”, afirmou o presidente do PTB, que também defendeu o trabalho do juiz Sergio Moro. “Ele prendeu os homens mais poderosos na política e os mais ricos do país nas empresas mais poderosas do país. E ele é candidato a que? A cumprir o objetivo constitucional da carreira de magistrado”, concluiu.

Assista abaixo a entrevista na íntegra:[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_video link=”https://youtu.be/f5Khfluu-Dk”][/vc_column][/vc_row]