Roberto Jefferson fala de doença de Lula e marca de 7 bilhões de pessoa

PTB Notícias 30/10/2011, 12:29


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (30/10/2011):Uma nova guerra Amanhã o mundo vai atingir a marca de 7 bilhões de pessoas.

Além do desafio de adotar políticas para sustentar com qualidade de vida esse mar de gente nos próximos anos, é preciso avançar na inclusão de países que passam ao largo dos índices de desenvolvimento humano.

Com um agravante: com o atual nível de consumo, será o planeta capaz de assimilar a pressão por mais recursos naturais? Mais do que nunca, é preciso da união de todos.

Caso contrário, como disse a ONU, começará uma nova guerra, desta vez por alimentos e água.

Tal qual na ficção.

Má notícia A notícia de que o ex-presidente Lula tem câncer na laringe e vai passar por quimioterapia surpreendeu a todos.

Mas que o exemplo dele sirva de lição: não há superman ante o consumo do fumo e do álcool.

No organismo do Lula, essas drogas agiram como kryptonita no super-herói, o que acontece com milhões de outras pessoas que as utilizam repetidamente ao longo de anos.

Uma pena.

Desejo boa recuperação, presidente, você é um homem de fibra, e saberá vencer mais este desafio.

Boa sorte.

E o dever de casa? Conta a “Folha” que o Fundo Monetário Internacional e as consultorias Economist Intelligence Unit (EIU) e Business Monitor International (BMI) preveem que a crise que abala os países desenvolvidos (EUA, Europa e Japão) vai elevar o Brasil ao posto de 6ª maior economia do mundo ainda este ano.

Até 2020, o país deverá ultrapassar o PIB do Reino Unido – Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales: US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico.

“Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU.

Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.

” O que seria motivo de comemoração traz, porém, preocupação.

Segundo as projeções, a renda do brasileiro não deve se igualar à dos países ricos, como o americano.

Continuaremos sendo um país com renda média.

A não ser que se invista mais e mais em infraestrutura e educação, além de levar a cabo outras reformas necessárias, como a tributária.

Sem isso, o país não poderá assumir o papel político no cenário mundial que o PIB vai ensejar.

Mãos à obra, Brasil! Uma coisa puxa a outra Se a crise no mundo desenvolvido vai elevar a posição do Brasil no ranking das maiores economias num futuro próximo, o mesmo não se pode afirmar com relação à percepção das pessoas, para quem o futuro já chegou.

De acordo com o jornal “O Globo”, o número de estrangeiros morando no Brasil superou o de brasileiros que deixam o país para trabalhar e viver no exterior, invertendo uma relação histórica.

Estaríamos vivendo uma nova onda imigratória, desta vez sem o patrocínio do governo, como na segunda metade do século 19, quando “importávamos” trabalhadores para substituir os escravos na agricultura e a executar tarefas necessárias à industrialização e ao desenvolvimento econômico.

Entre os imigrantes de hoje, mais de dois milhões, segundo o Ministério da Justiça, a maioria é de origem portuguesa, boliviana, chinesa, paraguaia, coreana, peruana (entre legais e ilegais).

Especialistas advertem para a falta de uma política para lidar com a nova onda, isto é, de incluir os que aqui chegam, de maneira satisfatória, no mercado de trabalho.

Este é mais um dos desafios a serem enfrentados pelo Brasil.

Segundo o jornal, com a queda da demanda no mercado global e a invasão dos importados, principalmente chineses, setores industriais brasileiros já planejam demissões.

Poder paralelo É alarmante.

Diz “O Globo” que grupos de milícias vêm se alastrando em todo o país.

Levantamento realizado pelo jornal mostra que 11 estados, além do Rio, já registram ações de paramilitares armados que trocam proteção em troca de dinheiro, além de se envolver em assassinatos – ES, SP, MS, PB, CE, PE, PA, AL, MG, BA e PI.

Segundo o Ministério Público, “os milicianos estão envolvidos, principalmente, com políticos, traficantes e com a agiotagem”.

Promessas não faltam quando notícias como essas vêm à baila: apuração rigorosa dos fatos, punição severa dos responsáveis e assim por diante.

Mas ficam aí.

Falta uma política de segurança que envolva os três níveis de administração pública em todo o país, barrando as migrações desses grupos.

E punições – doa a quem doer.