Roberto Jefferson fala em blog sobre CPMF, Serra, Dilma, Receita e funk

PTB Notícias 19/07/2009, 11:53


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

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com) neste domingo (19/7):Hora de chamar os caça-fantasmas A CPMF, o famigerado imposto do cheque, acabou, mas o mundo não, apesar das promessas de Lula há um ano e meio.

A CPMF acabou? De acordo com O Globo, não é bem assim.

Nas auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União constatou-se que o governo ainda repassa o valor do extinto imposto para seus fornecedores, que acabam embolsando o valor que sai direto dos cofres públicos como lucro.

A CPMF, mesmo morta, continua nos dando prejuízo.

Coisa de pesquisa 1Durante a semana os boatos eram de que José Serra preferiria um pássaro na mão, concorrendo à reeleição em São Paulo, ao invés de dois voando.

Para Veja isso não passa de uma estratégia de Lula para obrigar Serra a adiantar o lançamento de sua candidatura.

Já o governador, também de acordo com a revista, se fia nas pesquisas para deixar a decisão para depois.

Na tal pesquisa exibida por Serra 65% dos paulistas o querem disputando a Presidência e 70% preferem que o anúncio seja feito em 2010.

Mas Dilma/Lula já estão em 2010.

Coisa de pesquisa 2Aliás, São Paulo virou o Estado das pesquisas.

Outro levantamento feito com os paulistas, desta vez pelo Ipespe e também divulgado por Veja, mostra que o apoio de Lula ao presidente do Senado, José Sarney, não pegou bem: 82% dos entrevistados conhecem as denúncias dia sim outro também publicadas contra o senador, 79% disseram que Sarney deveria deixar o cargo e, finalmente, 71% opinaram que Lula errou ao defender o presidente do Senado.

Em tempoAs pesquisas sobre Serra e Sarney mostram lindos e gordos números, que lembram até mesmo a aprovação recorde que Lula exibe.

Mas é bom lembrar que o Brasil não é só São Paulo.

Responder ao invés de perguntarComo medir o impacto dos últimos destemperos da ministra Dilma Rousseff? Na febre das pesquisas o comando da candidatura da presidenciável pretende incluir no próximo levantamento o tema espinhoso, relacionado à perda de calma da ministra com colegas de governo que têm chegado aos jornais e à boca pequena.

Mas será que incluirá também perguntas sobre o impacto do falso currículo da ministra? Em vez de perguntar, o PT poderia responder uma pergunta que temos feito aqui no blog: quem é Dilma Rousseff?Para a foto: pessoa físicaA ex-secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, mal chegou ao chão depois de sua queda e o órgão, aliado à Polícia Federal, mostra porque as mudanças implementadas pela secretária não poderiam mesmo prosperar.

Relembrando o que aconteceu esta semana, depois que Lina foi demitida um levantamento feito por ela mostrou que apesar da queda de autuações de pessoas físicas, grandes empresas caíram em sua rede, entre elas a Ford e o Santander.

Mas como fotografar uma pessoa jurídica? O sucesso garantido de vendas são as pessoas físicas: depois de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, é a hora e a vez de Tania Bulhões, outro nome importante no comércio de luxo do país.

Ela foi acusada de usar esquema parecido com aquele que levou Tranchesi ao Cadeião de Pinheiros, em São Paulo, e sofreu busca e apreensão em seu apartamento e loja.

Está sendo acusada de crime contra a ordem tributária, descaminho, formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Dará uma bela foto para a PF exibir.

E o vizinho?Na semana que passou a Polícia Militar do Rio de Janeiro desencavou uma lei de 2008 para proibir a realização de bailes funk em favelas cariocas.

O estopim para desenterrar a lei que dá ao comando do batalhão local da PM o imenso poder de autorizar ou proibir as festas foi a morte de três pessoas durante uma operação policial para coibir a venda de drogas durante um baile.

Há um forte argumento prático por trás da proibição: o consumo de drogas durante as festas.

No entanto, festas e bailes marcados pelo uso aberto e rasgado de entorpecentes não é privilégio dos bailes funks.

Boates nos bairros mais ricos exibem o mesmo problema.

Aliás, quem sustenta as drogas do baile funk das favelas é a classe média alta, não por outra razão a maior venda de entorpecentes é feita pelas favelas da Rocinha e do Vidigal, que alimentam os vizinhos ricos.

O que tem no morro tem na praia, mas a PM só proíbe de um lado.