Roberto Jefferson fala sobre capacidade de comunicação do novo Papa

PTB Notícias 17/03/2013, 12:35


Leia abaixo comentários de Roberto Jefferson, Presidente licenciado do PTB, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (17/03/2013):O Papa é pop A escolha do novo Papa, e o anúncio de que o pontífice priorizará a população mais pobre, foi o assunto da semana.

Há uma “papamania” no ar, e Francisco, que pretende marcar sua passagem pelo Vaticano com uma administração tão austera quanto modesta, vem mostrando um surpreendente viés comunicativo, fincado na informalidade e na simplicidade.

Neste domingo, o Vaticano inaugurou o Twitter do novo Papa, com mensagens em nove línguas, e apenas uma hora depois das postagens, milhões de pessoas já seguiam Francisco.

O novo Papa é mesmo pop.

Rebanho virtual Das nove línguas utilizadas pelo Vaticano para transmitir a primeira mensagem do Papa Francisco no Twitter, a que mais conquistou seguidores, disparado, foi a conta em inglês.

A segunda língua que mais arrebanhou seguidores foi o espanhol, e a terceira, o italiano.

A mensagem na língua portuguesa conquistou cerca de 105 mil seguidores, ficando em quarto no ranking.

A que menos arrebanhou pessoas foi a mensagem em árabe.

Só falta agora o Papa chegar ao Facebook.

Justiça ainda que tardia Na próxima semana, será votada no Plenário do Senado a chamada “PEC das Domésticas”, que estende aos trabalhadores domésticos direitos já assegurados a outras categorias, como horas extras e FGTS.

Alguns desses direitos terão aplicação imediata, como jornada semanal de 44 horas, com oito horas diárias de trabalho; pagamento de hora-extra em valor, no mínimo, 50% acima da hora normal; proibição de qualquer discriminação em função de sexo, idade, cor, estado civil ou deficiência.

Outros ainda vão depender de regulamentação para começar a valer, a exemplo do pagamento de seguro-desemprego; contribuição para o FGTS e contratação de seguro contra acidentes de trabalho.

O projeto tem ampla aceitação entre os senadores e vem em boa hora, por representar uma reparação histórica com esses profissionais, tornando mais justo o tratamento que essa pouco valorizada classe de trabalhadores merece.

A briga continua A Comissão Mista que analisa a Medida Provisória 595, a dos Portos, realizou uma série de audiências públicas para ouvir os representantes do patronato (as entidades representantes dos trabalhadores, que acusam a MP de embutir perdas para a categoria, foram ouvidas na semana passada).

Presidentes de associações que reúnem empresas de navegação, terminais de contêineres, importadores e exportadores também fizeram críticas à medida provisória que regula o setor.

A principal delas é o aumento da centralização nas mãos do governo federal de todo o sistema.

A briga dos portos será longa, ainda mais porque a validade da M 595 foi prorrogada por mais 60 dias.

De gargalos e burrocracias De acordo com o texto da MP, a Secretaria Especial de Portos (SEP), órgão vinculado à Presidência da República, será responsável pelo planejamento de todo o sistema.

As companhias docas estaduais passarão a seguir as metas e diretrizes definidas pela SEP.

Na opinião dos empresários, a centralização segue na contramão da linha adotada nos principais países exportadores, que dão mais poder às cidades na definição de prioridades.

Pela MP de Dilma, todo o processo de gestão dos portos precisará do aval do Palácio do Planalto, o que, segundo os empresários, vai burocratizar ainda mais as operações do setor.

Se for mesmo essa a intenção da MP, a nova lei dos portos acabaria por “burrocratizar” um setor que precisa urgentemente de inovação.

Ou, como diria um tecnocrata, que precisa “desengargalar”.

As causas da estagnação Nem tudo foi festa no meio empresarial-industrial esta semana no lançamento do “Inova Brasil.

A CNI divulgou estudo que pôs água no chope.

Segundo o “Indicador de Custos Industriais”, em 2012 a indústria arcou com um custo de produção 6,3% superior ao registrado em 2011.

Os preços dos manufaturados subiram 4,9% de um ano para outro, o que encurtou a margem de lucro da indústria brasileira.

Os vilões da elevação dos custos foram os preços dos insumos e matérias-primas importados (15,3% no ano), e os gastos com pessoal (10,8% maior).

Concluindo, o documento insiste: é necessário reduzir o Custo Brasil, as tão conhecidas dificuldades estruturais, econômicas e burocráticas que emperram o desenvolvimento do País.

Um desafio que uma profunda e ampla reforma tributária ajudaria a resolver.