Roberto Jefferson fala sobre CPI do Cachoeira e intervenção de Lula

PTB Notícias 16/04/2012, 14:25


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) nesta segunda-feira (16/04/2012):Bola murcha Insuflada por Lula e & Cia.

, a instalação da CPI do Cachoeira era dada como favas contadas até a semana passada.

Hoje o cenário mudou.

Por quê? Porque Dilma começa a correr atrás do prejuízo, vislumbrando um cenário tenebroso para o governo devido ao envolvimento da Delta Construções com o grupo de Carlinhos Cachoeira – justo ela, a maior empreiteira do PAC, que tem o Denit como maior parceiro na construção e manutenção de rodovias (de 2007 até agora, a Delta já faturou R$ 2,6 bi com as obras do programa).

Se sair, a CPI vai ser bola murcha.

O homem e o mito Dilma estava toda e não estava prosa enquanto Lula se afastava da vida política e ela tinha em mãos a vassoura da faxina nos Ministérios que lhe deu uma espetacular popularidade e aprovação.

Lula voltou e empurrou seu PT para a CPI, tomando de Dilma a vassoura.

E agora é Dilma quem pode querer levantar o tapete ao invés de parecer varrer a sujeira.

A foto mudou e isso é obra de Lula.

O ex-presidente voltou não apenas para colocar ordem na base aliada e na eleição municipal de seu novo ungido em São Paulo, mas também para colocar cada um em seu devido lugar no tabuleiro por ele montado faz uma década.

O curioso é constatar que Lula saiu de uma experiência tão traumática como é a luta pela vida com sangue escorrendo pela boca.

O “Lulinha paz e amor” foi tão-somente produto da imaginação criadora de Duda Mendonça.

A colher de Rui Falcão Depois de Lula colocar lenha na fogueira petista, Dilma deixou a imprensa divulgar sua insatisfação com o presidente do PT, Rui Falcão.

A presidente se queixou, conta “O Globo”, de que Falcão não podia ter saído atirando e defendendo a criação da CPI sem ter falado com ela, mas, eu completo, apenas com Lula.

Ele falou com Lula, mas de Lula, Dilma ainda não se queixa.

Rui Falcão está aprendendo do jeito mais difícil que em briga de “ungidor” e “ungida” não se mete a colher.

Cada vez pior Os censores togados estão cada vez mais corajosos.

Por mais incrível que pareça, em discurso assustador, o desembargador Newton De Lucca, novo presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que incluí São Paulo, a maior cidade brasileira, está por aí defendendo um “habeas mídia”, uma espécie de mecanismo que seria usado para “impor limites ao poder de uma certa imprensa”.

De Lucca quer, na prática, escolher qual imprensa deve ter o direito de se expressar.

Já é incrível que a defesa expressa da censura, atacando a liberdade de expressão protegida pela Constituição em cláusula que não pode ser modificada a não ser por um golpe de Estado, tenha sido feito por um magistrado, alguém que deveria conhecer esta lei de cabo a rabo e colocá-la acima de suas aspirações pessoais.

Mas, pior, é capaz de ter o infeliz apoio do partido que tem o governo federal.

Estamos em perigo! Se aqui você criticou o Judiciário pode acabar sendo chamado de “trapeiro”, pois a mídia não é mais apenas o jornal escrito.

Os intocáveis A negação às vezes revela mais do que a mera afirmação.

Em seu discurso de posse, no último dia dois de abril (antes fosse feito na véspera), De Lucca afirmou que seu tal “habeas mídia” servirá “não apenas em favor dos magistrados que estão sendo injustamente atacados, mas de todo o povo brasileiro.

.

.

” Eis o “x” da questão: a enxurrada de notícias nem tão agradáveis a tribunais e desembargadores.

Há magistrados, e não são poucos, que ainda sonham em ser intocáveis, e os demais brasileiros que paguem com sua liberdade de expressão este mito sonhador, irreal e injusto.

Fica a lição “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las”.

.

.

(Voltaire) E que me deixem criticar estas palavras livremente.

Chama o Cardozo A Polícia Federal não anda nada feliz e o resultado disso é a promessa de um inferno nos aeroportos na próxima quinta-feira.

A PF reclama que funções que seriam apenas suas estão sendo terceirizadas.

Como resposta, quer mostrar ao País “a precarização do serviço da PF”, disse o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink.

O plano é fazer uma operação-padrão nos aeroportos, checando documentos e bagagens de todos os passageiros que desembarcarem ou embarcarem na quinta maldita.

Apertem os cintos porque o passageiro brasileiro terá de pagar o pato mais uma vez.

Página virada Agenda do Senado prevê a votação, amanhã, do Projeto de Resolução 72/2010, que unifica o ICMS nas operações interestaduais com mercadorias importadas.

O texto original, apresentado em 2010 pelo então líder Romero Jucá como proposta do Executivo, zerava o tributo nas operações interestaduais; substitutivo apresentado pelo atual líder, Eduardo Braga, porém, estabelece alíquotas de 4%, proposta que deve ser aprovada.

A alteração foi costurada com as bancadas e com os governadores, evitando-se que alguns estados sofram perdas na arrecadação com a mudança no ICMS.

Tem estado que já calcula em R$ 1 bilhão em perdas caso as alíquotas sejam zeradas.

Assim deve ser a reforma tributária: todos devem perder um pouco para que todos possam ganhar (mesmo que pouco).

O que não pode é só os estados e municípios perderem e a União seguir soberba e imperialmente comandando mais de 70% da receita com os impostos cobrados das pessoas físicas e jurídicas.

Hoje só amanhã Reuniões de cúpula com chefes de estado geralmente resultam em resolução vagas emolduradas por sorridentes participantes na foto oficial no final do encontro.

Pois a 6ª.

Cúpula das Américas, encerrada ontem em Cartagena, conseguiu quebrar o paradigma.

Apesar da tradicional foto (com Dilma escondida no fundo, bem distante de Obama), os presidentes dos 33 países não conseguiram produzir uma declaração de consenso, devido ao protesto de alguns pela não-aceitação – de parte dos Estados Unidos e Canadá -de Cuba na confraria.

Somente na próxima reunião, daqui a dois ou três anos (e se houver) é que os países voltarão a debater se a ilha participa, além de outros temas de interesse comum, como a questão das drogas e da queda de barreiras comerciais no continente.

Com a nova ordem mundial, as chancelarias precisam reestruturar o modelo da Cúpula.

Colômbia, a grande vencedora Já a presidente argentina, Cristina Kirchner, não se fez de rogada.

Contrariada na questão das Malvinas, se retirou batendo o salto com força por Cartagena.

Fosse mais pragmática Cristina teria conseguido contornar a situação obtendo dos outros líderes a promessa de que o assunto poderia, quem sabe, ser discutido na próxima reunião.

Mas nem isso conseguiu, e a Colômbia faturou.

Além de ter realizado um encontro sem incidentes, conseguiu arrancar dos Estados Unidos a definição de uma data para a assinatura de acordo de livre comércio.

A Argentina que se cuide: quando a Colômbia conseguir derrotar de vez as Farc e o intenso comércio de drogas em suas fronteiras, pode vir a se tornar uma das maiores economias da América do Sul.

Olha a faca! Um dos temas quentes da semana é a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e a definição de uma nova taxa básica de juros para a economia nos próximos 45 dias.

O mercado iniciou a semana alvoroçado, mas as apostas convergem: o BC deve promover um corte de 0,75% ponto na Selic, reduzindo-a a 9%.

A decisão deverá esquentar o debate sobre os cortes que os bancos públicos promovem, elevando a pressão sobre a banca privada.

Dá-lhe, Tombini!