Roberto Jefferson fala sobre mensalão, ressentimento de Lula e aposentados

PTB Notícias 14/04/2010, 13:03


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com/) www.

blogdojefferson.

com) nesta quarta-feira (14/4):Não descola mais.

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Nem vem que não tem, petezada! O mensalão já colou.

Quem diz é o Supremo Tribunal Federal.

E Lula ainda esqueceu de dizer que foram duas (e não uma) as vezes em que eu estive com ele para lhe falar sobre o mensalão: em janeiro e abril de 2005.

Ou seja, falei e repeti.

Na primeira, ele se emocionou, na segunda (na frente de várias pessoas), não.

O poder do marketing Diz Cláudio Humberto que, segundo uma fonte palaciana, Lula estaria “muito ressentido” com o ministro Ayres Britto, do TSE, pela multa eleitoral que lhe aplicou, e por dizer que “ninguém é eleito para ‘fazer’ sucessor”.

O “garganta profunda” afirma ainda que o presidente é um poço de ressentimento, e “não esquece quem o magoa”.

Este é o verdadeiro Lula, uma pessoa que não suporta ser contrariada.

Por isso penso que Duda Mendonça é um verdadeiro gênio: conseguiu fazer o brasileiro acreditar naquele personagem “Lulinha paz e amor”.

Pura ficção.

Chama o Cameron!Um presidente rancoroso só poderia produzir uma sucessora igualmente rancorosa e revanchista.

O problema é que não tem gênio da marquetagem política que consiga lustrar a imagem árida da candidata de Lula.

Que Belo Monte que nada! Talvez seja esta a verdadeira missão aqui no Brasil do diretor James Cameron, de “Titanic” e “Avatar”.

Cameron deve ter sido chamado pra usar sua mágica de efeitos especiais a fim de transformar Dilma em um personagem que cative o eleitor.

Assim como fizeram com Lula.

E a vingança é um prato que ele come quente.

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O ressentimento de Lula também deve estar por trás da investigação movida pela máquina de governo contra o senador tucano Marconi Perillo.

Assim como não perdoa Ayres Britto pela multa aplicada por conta de propaganda eleitoral fora de época, Lula não esquece do fato de o senador goiano ter revelado à imprensa (e depois confirmado na Justiça) o alerta pessoal que lhe fez sobre pagamentos a parlamentares da base aliada em troca de apoio em votações, o mensalão.

Nesta campanha, Lula está mais interessado em “acertar contas”, compondo alianças nos estados que possam derrotar adversários históricos (além de Perillo, Arthur Virgílio, Jarbas Vasconcelos, José Agripino, Demóstenes Torres, Heráclito Fortes, Mão Santa, Tasso Jereissati, Ronaldo Caiado, entre outros “opositores do regime”) do que propriamente levar os petistas à vitória.

Lula irá aos palanques com gosto de sangue na boca.

Eles estão chegando.

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Conta o “Estadão” que há, no governo federal, mais especificamente no Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça, uma investigação oficial para apurar supostas movimentações bancárias do senador Marconi Perillo (PSDB-GO) no exterior.

Os documentos recebidos pelo governo junto com um relatório chamado de apócrifo pelo jornal (que a eles teve acesso) mostrariam movimentações financeiras em bancos da Suíça e dos EUA e em paraísos fiscais do Caribe.

E já há em Brasília rumores de que um dossiê anda por aí, o que levou o senador, desavisado do processo existente, a procurar o Ministério da Justiça para pedir investigação sobre as origens dos papéis, que de acordo com Perillo são falsos.

Relatórios apócrifos e dossiês.

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esse filme eu já vi!Sem par?Esta história de dossiê contra o senador tucano Marconi Perillo tem cheiro, cor e gosto de aloprados, que já estão chegando as eleições deste ano.

Mas por que uma investigação sobre movimentações bancárias no exterior, que podem significar uma boa meia dúzia de crimes, ainda não colocou a Polícia Federal na história? Das duas, uma: ou o tal relatório é tão apócrifo (e aloprado) que não passaria nem pelo mais noveleiro delegado ou os documentos fazem parte de uma das operações da PF que em breve deve começar a aparecer.

A “usina do Lula”A Usina de Belo Monte é um projeto antigo, que se não me engano vem da época dos governos militares.

O que Lula fez? Deu uma recauchutada no projeto, negociou aqui e ali, mas não adiantou, ele continua sendo rejeitado (no Brasil e no exterior).

É até engraçado ver a mídia internacional chamar a obra de “a usina do Lula”.

Lá vem aumento.

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Segundo o jornalista Josias de Souza, o presidente do BC, Henrique Meirelles, em palestra proferida na Universidade Católica de Porto Alegre, afirmou que não há arma mais eficaz contra a inflação do que os juros.

Para Meirelles, “o meio mais eficiente, eficaz e comprovado no mundo inteiro de controlar a inflação é a taxa básica de juros do Banco Central”.

O presidente do BC apenas confirma o que há tempos estamos dizendo aqui: o dedo dele e dos outros membros do governo está coçando para dar um aumentadinha nos juros já na próxima reunião do Copom, daqui a alguns dias.

Apertem os cintos, brasileiros, os juros dos empréstimos, do cheque especial e do cartão vão disparar de novo! Em pratos limposO Ministério do Exterior da China deixou claro hoje, por meio da mídia nacional, o que o governo de Hu Jintao defende com relação a Teerã: apoia negociações diplomáticas – e não sanções via Conselho de Segurança da ONU, como funcionários do governo americano anunciaram ontem – para convencer o Irã a desistir do seu projeto militar nuclear em troca de ajuda econômica, financeira e política.

No fundo, o mesmo que o Brasil advoga.

Como disse aqui ontem, os EUA não estariam dispostos a pagar o alto preço a ser exigido pelos chineses – que Barack Obama retirasse o apoio ao Tibete e a Taiwan.

Novela de quinta com atores idemJá está virando uma novela a votação da medida provisória que prevê reajuste para as aposentadorias de valor acima de um salário mínimo.

Na verdade, a trama se assemelha àqueles dramalhões mexicanos de quinta categoria.

Os líderes governistas todo dia anunciam que fizeram acordo com as entidades de defesa dos aposentados e centrais sindicais, mas é tudo dissimulação, e os atores são tão ruins em cena que não convencem nem a velhinha de Taubaté.

O governo, além de querer dar um reajuste pequeno, ainda força a barra para que os aposentados desistam de outros projetos que lhes trazem benefícios, como o fim do Fator Previdenciário.

É preciso que os pensionistas permaneçam muito atentos ao desenrolar desta novela, pois, do contrário, os próximos capítulos podem trazer cenas que levem muitos às lágrimas, só que de raiva, e não de alegria.