Roberto Jefferson fala sobre pesquisas que mostra Lula favorito para 2014

PTB Notícias 22/04/2012, 13:55


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados em seu blog na internet (www.

blogdojefferson.

com) neste domingo (22/04/2012):Lula de olho na cadeira O Datafolha divulgou nova pesquisa sobre a popularidade de Dilma e de seu governo, e apesar da presidente ter batido seus próprios recordes de aprovação – passou de 59% para 64% – sua reeleição em 2014 não está garantida.

Isto porque Lula é o favorito da população – 57% afirmam que ele deve ser o próximo candidato do PT, contra 32% que apostam em Dilma.

A pesquisa confirma o que venho dizendo: Dilma age na presidência como quem quer voltar à Casa Civil, e Lula atua como candidato ao seu terceiro mandato.

Esse cenário se consolida a cada dia.

Candidatura Greta Garbo A pesquisa Datafolha também deixa uma certeza pairando acima de tudo: seja com Lula ou com Dilma de adversários, a oposição está longe de ter um candidato competitivo para 2014.

E se for Lula quem estiver no páreo, o quadro piora, levando à constatação de que dificilmente o tucano Aécio Neves baterá chapa com o ex-presidente.

Vai sobrar para José Serra de novo ir pro sacrifício, para encerrar com chave de ouro sua carreira.

Vai ser a candidatura Greta Garbo, acabando seus dias no Irajá.

Só faxina é pouco A nova pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo pela “Folha de S.

Paulo” e que mostra uma avaliação recorde do atual governo, deixa outras conclusões pairando no ar: a primeira, de que Dilma conseguiu o feito de descolar sua imagem dos problemas do governo, e as denúncias de corrupção mais a ajudam do que atrapalham; e segundo, de que Dilma não consegue impor uma marca própria à sua gestão, e por isso, apesar de ser bem avaliada pela população, não consegue reverter a impressão de que sairá do caminho para o retorno de Lula.

Ungido pelo povo Há exatos sete meses, em setembro de 2011, o jornal “Valor Econômico” publicou pesquisa do Instituto Análise, que revelava que 57% da população brasileira preferiam a volta do ex-presidente Lula em 2014 em vez da reeleição de Dilma Rousseff (apenas 29% desejavam que a presidente buscasse um novo mandato).

Depois de todo esse tempo e mesmo com menos exposição na mídia do que Dilma, Lula continua sendo o preferido da população para 2014.

Ou seja, tanto as pesquisas passadas como a atual, do Datafolha, mostram que os brasileiros aprovam Dilma e seu governo, mas torcem pelo retorno do ex-presidente.

Vai ser difícil Lula abrir mão dos seus sonhos de ficar mais oito anos no Palácio do Planalto.

A resposta está na propaganda Uma explicação para os resultados atuais do Datafolha, iguais aos de setembro do ano passado divulgados pelo Instituto Análise, pode estar no pouco gosto de Dilma pela exposição na mídia.

Neste capítulo, Lula pecava pelo excesso, não só divulgando os feitos de sua administração como prometendo conduzir o povão ao paraíso, flanando pelo Brasil e pelo mundo, plantando sonhos sem se importar se colheria resultados.

Já Dilma se dedica com disciplina ao trabalho administrativo, em tocar a máquina, em estudar minuciosamente os projetos antes de torná-los realidade, em se reunir exaustivamente com secretários executivos para cobrar-lhes resultado.

A omissão de Dilma nas ações midiáticas não a ajuda a suplantar os excessos populistas de Lula, como comprovam as pesquisas.

A banca reage A revista Veja neste fim de semana traz uma matéria que revela claramente porque ela é porta-voz maior do sistema bancário.

Ao comentar o corte de 0,75% da taxa Selic promovido pelo Banco Central, a revista elogia o Copom pela medida, mas afirma taxativamente que “é pena que a queda no custo do dinheiro mal será percebida pelos clientes dos bancos”.

A revista defende que fatores como os custos operacionais e a alta carga tributária impedem os bancos de reduzir drasticamente as taxas cobradas dos clientes, e no final da matéria decreta: “o custo só cairá para a maioria quando o governo reduzir os impostos sobre empréstimos, incentivar a concorrência a e fizer reformas que ampliem as garantias ao sistema financeiro”.

O texto parece uma cópia do documento apresentado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) no começo da semana, defendendo medidas do governo para garantir a queda nos juros bancários.

O tal documento foi rechaçado pelo governo e pela opinião pública, e a própria Febraban recuou em suas reivindicações, mas passou o texto pra Veja dar uma forcinha no lobby bancário.

Abre mais essa boca, Guardião! Deixado de lado por algum tempo depois que a cachoeira de denúncias saídas das operações da Polícia Federal afogou a Delta Construções, o senador Demóstenes Torres voltou a figurar como protagonista dos grampos seletivos divulgados pela PF.

Segundo a Folha de S.

Paulo, diálogos captados pelo Guardião indicam que o senador do DEM negociou para que a Prefeitura de Anápolis pagasse R$ 20 milhões à empreiteira, uma dívida que a Delta “comprou” da Queiroz Galvão referente a um contrato de recolhimento de lixo.

As conversas são usadas pela Procuradoria-Geral da República para apontar indícios de que Demóstenes seria um “sócio oculto” da Delta em negócios no Estado de Goiás.

Já que a Polícia escolhe os alvos que serão vítimas de seus vazamentos, que a futura CPI do Cachoeira possa identificar também quem são os “sócios ocultos” da Delta na Esplanada dos Ministérios, já que a empresa se tornou a campeã das obras do PAC.

Controladoria do que mesmo? Por falar no escândalo da hora, o caso Cachoeira e suas ramificações, a Controladoria-Geral da União, com duas semanas de atraso, anuncia que irá instaurar inquérito administrativo que pode resultar no impedimento da Delta Construções em ser contratada por órgãos públicos, além de ter seus contratos suspensos com o governo federal.

O curioso é que a Delta desde 2007 se tornou a empreiteira que mais recebeu recursos do Poder Executivo, e de lá pra cá a CGU não se interessou em verificar os contratos da empresa com o governo, muito menos os muitos aditivos firmados entre a Delta e o Dnit, para obras nas rodovias federais.

Segundo o jornal “Estado de S.

Paulo”, a Delta obteve aditivos nos contratos com o Dnit que alteraram o valor de suas obras em quase 60% do que havia sido contratado inicialmente.

Para variar, a CGU só corre atrás do prejuízo, e mesmo assim, selecionando bem as vítimas do seu “controle”.

Haja aparelhamento.

Quase sem querer Neste domingo os franceses escolhem seu novo presidente, e salvo se as últimas pesquisas estiverem erradas ou se os eleitores mudarem de opinião na última hora, o líder socialista François Hollande tem tudo para substituir o desgastado Nicolas Sarkozy.

A disputa ainda deve ir para o segundo turno, mas se Hollande tiver seu nome confirmado pelas urnas, pode-se afirmar que ele ascendeu ao posto muito mais por sorte do que por carisma.

A sua candidatura só se viabilizou após seu colega de partido, Dominique Strauss-Kahn, franco-favorito junto ao público, ter sido preso depois que uma camareira de hotel em Nova York o acusou de assédio sexual e tentativa de estupro.

Com a queda de Strauss-Kahn, François Hollande colocou seu bloco na rua e rapidamente subiu nas pesquisas, mais por conta da grande rejeição dos franceses a Sarkozy do que por sua plataforma de governo.

Se for efetivamente eleito, o candidato socialista pode saber que chegou lá mais porque o povo francês está votando conta Sarkozy do que a favor dele.

François Hollande entrará para a história como um presidente quase acidental.