Roberto Jefferson fala sobre recados de Roberto Gurgel a membros da CPI

PTB Notícias 6/05/2012, 19:49


Leia abaixo comentários do Presidente Nacional do PTB, Roberto Jefferson, publicados no seu blog na internet ( (http://www.

blogdojefferson.

com) www.

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com) neste domingo (06/05/2012):Os pombinhos da nação Continua a moda dos recados pela imprensa na CPI do Cachoeira.

Depois de ler ameaças de ser convocado para depor na CPI, o procurador-geral Roberto Gurgel já fez postar sua resposta.

Conta o Painel (Folha) que Gurgel mandou a PF degravar o que chama de “conversas fortuitas” da Operação Monte Carlo.

Diz ainda o jornal que, segundo parlamentares da CPI, o material que não foi enviado ao Congresso envolve diversas autoridades com foro privilegiado e que a gravação “vai pegar de A a Z”.

O recado de Gurgel está dado: ninguém ainda está a salvo.

Custe o que custar Se Gurgel está querendo as degravações de conversas que envolvem autoridades que não poderiam ter sido investigadas pela 1ª instância do Judiciário está assumindo que a Operação Monte Carlo, quando muito, foi só uma “falcatrua” para que a Operação Vegas pudesse desviar-se do obrigatório foro privilegiado.

E, enquanto manda seus recados, Gurgel também dá munição para a defesa de Demóstenes no STF, que bate exatamente na competência da Justiça de 1ª instância para fazer a investigação.

Questão de parentesco Enquanto Haddad sofre para firmar-se como ungido, qualidade que já elegeu até presidente, Lula continua distante.

Se antes era a doença, agora é a CPI do Cachoeira que o mantém longe das eleições municipais.

De fato, Lula anda sonhando alto com a CPI, disposto a sacrificar companheiros e até a governança.

Não se enganem, a briga nesta CPI é do próprio PT, não da oposição.

Há ainda tempo para Lula subir no palanque paulista, mas por enquanto, com um padrinho deste, Haddad não precisa de padrasto.

Pesquisa do Eu sozinho O “Estadão” conta que vai ter pesquisa Ibope indo para as ruas, devendo ser divulgada até quarta-feira.

Mas essa pesquisa tem uma má notícia para o ungido de Lula, Fernando Haddad.

No cenário estimulado (no qual o pesquisador fornece as possibilidades) será apresentada uma tabela circular na qual constará apenas o nome do candidato, sem partido e, portanto, sem “ungidor”.

Nas pesquisas anteriores Haddad não marcou mais do que 3% e, ainda pouco ligado a Lula, não deve marcar muito mais.

E uma pesquisa sem padrinhos não deve facilitar as coligações de Haddad.

Nosso ex-herói Não há ainda nenhum discurso acirrado contra as mudança feitas na poupança por Dilma.

Pelo contrário, mesmo aqueles que não são pró-Dilma apostam, por enquanto, na vitória de presidente, ou pelo menos não apostam em uma derrota.

Com as lambanças de Cachoeira ocupando os jornais e alvejando a oposição, as novidades na economia, com suas promessas de bons frutos ao endividados com os bancos, vieram como um sopro de alívio.

Ainda é cedo para dizer, mas se tudo, ou quase tudo, sair como planejado, Dilma acabará o ano como a heroína onde Lula nunca conseguiu ser herói: na guerra contra os spreads.

E aí a briga pelo terceiro mandato ganhará novas cores, novos tons e um antigo fogo amigo e, quiçá, aloprado.

Agência Positiva Em um noticiário velho e cansativo sobre desmandos no Poder, que desta vez incluem todas as cores, ou seja, também as cores oposicionistas, a economia foi transformada por Dilma em uma agenda positiva nos jornais.

E é exatamente isso que Dilma precisa fazer com sua Comissão da Verdade.

Projeto xodó da presidente, a Comissão já foi aprovada pelo Congresso, apesar dos pesares e dos discursos da esquerda mais esquerdista.

Agora depende apenas das ações da própria presidente, que se demora na difícil tarefa de escolher seus membros para tornar a Comissão real.

O mês de abril começou com a promessa de que até seu fim a Comissão teria seus nomes, mas acabou sem estes.

O mês de maio começa com a mesma promessa, que começa a ficar parecida com as dietas de uma próxima segunda-feira que nunca chega.

O livro do ex-delegado capixaba Cláudio Guerra, sobre o desaparecimento e a morte de guerrilheiros na época da ditadura militar, já começa a ser desmentido (há divergência nas datas, pois Guerra afirmou, antes, que teria entrado no DOPS em 1975, mas narra no livro mortes que teriam acontecido em 1974).

Para que a Comissão vire verdade Dilma precisa transformá-la em agenda positiva o quanto antes – no momento atual, nada melhor do que confrontar a agenda negativa de Cachoeira que, de um jeito ou de outro, não deixará o PT escapar.