Romeu Tuma quer que eletro-eletrônicos disponibilizem manuais em braile

PTB Notícias 26/08/2008, 8:04


Os fabricantes de eletro-eletrônicos poderão ser obrigados a disponibilizar para portadores de deficiência visual manuais em braile ou gravações em áudio contendo informações sobre como manusear seus equipamentos.

As indústrias farmacêutica e de compostos químicos nocivos à saúde também poderão passar a exibir em suas embalagens, obrigatoriamente, textos em braile com o nome e a finalidade de seus produtos.

O senador Romeu Tuma, do PTB de São Paulo, apresentará projetos com esses objetivos.

Foi o próprio Romeu Tuma quem antecipou essa informação, durante a entrega de publicações em braile para entidades paulistas que prestam assistência aos portadores de deficiência visual.

A solenidade foi realizada na noite da última sexta-feira (22/8), no estande do Senado Federal instalado no Parque de Exposições do Anhembi, onde foi realizada a 20ª Bienal do Livro de São Paulo.

O senador petebista também se comprometeu a propor à Subsecretaria Especial de Editoração e Publicações que inclua no seu catálogo braile a Lei Orgânica de alguns municípios, entre eles o de São Paulo.

O diretor-presidente da Associação dos Deficientes Visuais e Amigos (Adeva), Markiano Charam Filho, foi quem sugeriu a Tuma a publicação da Lei Orgânica e também a obrigatoriedade do braile em manuais de eletro-eletrônicos e nas embalagens de medicamentos e produtos nocivos à saúde.

A entidade a qual dirige realiza 600 atendimentos por ano através de cursos profissionalizantes que auxiliam o portador de deficiência visual a ingressar no mercado de trabalho.

Os títulos entregues pelo senador Romeu Tuma foram a Constituição do Estado de São, a Lei de Doação de Órgãos, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Código de Defesa do Consumidor.

Outra entidade que recebeu esses títulos foi o Centro de Apoio ao Deficiente Visual (Cadevi).

Sua presidente, Lílian Cury, perdeu a visão no ano 2000 em virtude do surgimento de meningiomas nos seus nervos óticos.

O Cadevi atende a 200 pessoas oferecendo integração social e educacional a portadores de deficiência visual.

Lílian Cury elogiou a iniciativa do Senado de imprimir publicações em braile, a qual classificou de “uma forma de tirar a teoria do papel e de transformar a lei em ações em benefício da vida”.

Ela classificou o braile como uma maneira de permitir que os cegos possam, através da leitura, ampliar suas oportunidades.

O diretor-executivo da Secretaria Especial de Editoração e Publicações (Seep) e coordenador da Comissão de Feiras de Livro, Júlio Werner Pedrosa, informou que o Senado dispõe hoje de dois equipamentos de última geração para imprimir em braile.

Cada uma das impressoras tem capacidade de produzir 1.

200 páginas por dia e suportar uma jornada diária de 18 horas, em três turnos.

fonte: Agência Senado