Rondônia pode vender biocombustíveis aos EUA, diz Amorim

PTB Notícias 20/04/2007, 13:48


Diante do crescimento do Brasil no mercado internacional de biocombustíveis, as terras de Rondônia – cerca de 1,5 milhão de hectares degradada e mais as áreas com baixa produtividade à agropecuária – devem ser aproveitadas para o plantio de oleaginosas e outras culturas usadas na obtenção de combustíveis renováveis, como a cana de açúcar.

A defesa é do deputado federal Ernandes Amorim, do PTB de Rondônia.

O deputado petebista se disse convencido que a agricultura desempenhará um novo papel a partir de agora, servindo tanto para a produção de alimentos quanto para a geração de energia alternativa e Rondônia deve ser inserida nesse contexto produtivo, ante a demanda mundial por biocombustíveis.

“É um novo negócio que beneficia a preservação ambiental, a oferta de comida sem provocar a monocultura como apregoam erroneamente alguns falsos ambientalistas, já que o biocombustível pode ser extraído de culturas diferenciadas além de ser uma energia menos poluente em comparação aos convencionais”, defende o deputado.

Amorim disse que ficou ainda mais convencido em defender essa bandeira para o Estado, depois que participou de uma reunião, essa semana, sobre produção e comercialização do etanol com integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, com o co-presidente da Comissão Interamericana de Etanol, Jeb Bush, irmão do presidente George Bush.

Para ele, a reunião serviu para demonstrar a necessidade de investimentos em novas tecnologias para potencializar a produção do biocombustível a partir de diferentes matérias-primas.

“Só os Estados Unidos, de acordo com o irmão do presidente americano, vão investir nos próximos três anos US$ 1,6 bilhão em pesquisas no setor.

Portanto temos a quem vender, o Brasil está criando um mercado global nesse setor, e temos que nos adiantar como os estados vizinhos, o Mato Grosso e Tocantins, que já estão bem adiantados, beneficiando o produto direto em suas usinas.

Não podemos ficar de fora de uma nova alternativa econômica para nosso Estado”, afirma Amorim.

fonte: Jornal Diário da Amazônia